Q203039
OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Tupanciretã - RS - Professor – Língua Portuguesa
Ler o texto a seguir: O exercício de redação, na escola, tem sido um martírio não
só para os alunos, mas também para os professores. Os
temas propostos têm se repetido de ano para ano, e o aluno
que for suficientemente vivo perceberá isso. Se quiser,
poderá guardar redações feitas na quinta série para
novamente entregá-las ao professor da sexta série, na época
oportuna: no início do ano, o título infalível “Minhas férias”;
em maio, “O Dia das Mães”; em junho, “São João”; em
setembro, “Minha Pátria”; e assim por diante... Tais temas,
além de insípidos, são repetidos todos os anos, de tal modo
que uma criança de sexta série passa a pensar que só se
escreve sobre essas “coisas”. Para o professor, por outro
lado, vem a decepção de ver textos mal redigidos, aos quais
ele havia feito sugestões, corrigido, tratado com carinho. No
final o aluno nem relê o texto com as anotações. Muitas
vezes o atira ao cesto de lixo assim que o recebe. A proposta
que aqui desenvolvemos procura fugir de tais temas, e, ao
mesmo tempo, permite que se dê aos textos produzidos
pelos alunos outro destino que não o cesto de lixo. Antes de
mais nada, é preciso lembrar que a produção de textos na
escola foge totalmente ao sentido de uso da língua: os
alunos escrevem para o professor (único leitor, quando lê os
textos). A situação de emprego da língua é, pois, artificial.
Afinal, qual a graça em escrever um texto que não será lido
por ninguém ou que será lido apenas por uma pessoa (que
por sinal corrigirá o texto e dará nota para ele)? (Fonte: João Wanderley Geraldi, et al. — Adaptado.) Diante da problemática descrita no trecho acima, aponte a
prática pedagógica de produção de texto para estudantes do
6º ano do ensino fundamental alinhada ao modelo
tradicional criticado pelo texto:
Comentários
Ainda não há comentários aprovados.
Questoes: OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Tupanciretã - RS - Professor – Língua Portuguesa