Q135223
INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Betim - MG - Geógrafo
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Betim - MG
Banca:
INSTITUTO AOCP
Matéria:
Português
Assunto: Interpretação de Textos
Assinale a alternativa que apresenta a
correta interpretação dos textos 1 e 2.
TEXTO 1 Brasil é um dos maiores consumidores de
plástico, mas só recicla 2% do total Entre os entraves para melhorar o índice estão a
falta de incentivos e de infraestrutura, além da
baixa qualidade dos produtos reciclados Na última semana, um brasileiro comum
possivelmente gerou 1 kg de lixo plástico. Um
italiano gera a mesma quantia em cinco dias e
alguém que mora na Indonésia, em dez. No Brasil,
menos de 2% desse plástico será reciclado.
Os dados fazem parte de um estudo da WWF
lançado na noite desta segunda (4). A organização
fez um levantamento de pesquisas relacionadas
ao plástico e elaborou um relatório que aponta o
crescimento desse tipo de resíduo e sugere
possíveis caminhos para solucionar a questão.
Os números do plástico são enormes. Nos
oceanos há perto de 300 milhões de toneladas (o
que equivale a cerca de 11 trilhões de garrafas
plásticas de 500 ml). E essa estimativa não leva
em conta o lixo terrestre. Daqui a 11 anos, em
2030, o total de lixo plástico poderá ter dobrado.
Em 2016, 396 milhões de toneladas de plástico
virgem foram produzidos —cerca de 53 kg por
pessoa. Parte desses produtos se tornou lixo,
especialmente nos quatro países maiores
poluentes: Estados Unidos, China, Índia e Brasil.
Somente uma pequena parcela desse lixo é
devidamente manejado e reciclado. Por aqui, a
reciclagem é inferior a 2%, o menor valor entre os
líderes em produção de detritos. Nos EUA o valor
chega a 35%; na China, 22%; na Índia, 6%.
Considerando o mundo inteiro, cerca de 20%
do plástico é coletado para reciclagem, mas isso
não significa que ele realmente o terá esse destino
honroso. Segundo o estudo da WWF, na Europa,
por exemplo, menos da metade do material é
reaproveitado.
A baixa qualidade de produtos feitos com o
material reciclado, seu baixo valor de mercado e a
possível presença de contaminação atrapalham a
expansão da atividade.
Um tratado internacional pode ser o início da
solução, segundo Anna Carolina Lobo,
coordenadora da WWF-Brasil. A organização
defende um caminho semelhante ao protocolo de Montreal. Nele, os países se comprometeram, em
1987, à proteção da camada de ozônio a partir da
interrupção no uso de substâncias que a destroem
(a deterioração da camada aumenta o índice de
radiação e, consequentemente, as chances de
câncer de pele, além de agredir florestas e
prejudicar a atividade agropecuária).Adaptado de: . Acesso em: 19 jan. 2020.
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