Q131782
INEP - 2020 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2020/1
Um homem com 50 anos de idade é internado em hospital terciário para investigação diagnóstica e tratamento
de quadro caracterizado por dispneia aos moderados esforços. Há relato, ainda, de precordialgia em aperto,
com duração de cerca de 5 minutos, precipitada por esforços e aliviada com o repouso, além da ocorrência de
2 episódios de síncope nos últimos 12 meses. Ao realizar exame físico, constatou-se que o paciente se encontra
em regular estado geral, corado, acianótico, eupneico, com a cabeceira do leito elevada a 30 graus. Seu ritmo
cardíaco é regular, em 3 tempos, com a presença de 4.a
bulha e a existência de um sopro mesossistólico 3+/6+
mais audível no 2.o
espaço intercostal direito, na borda esternal; os pulsos arteriais são do tipo parvus et
tardus. A ausculta pulmonar apresenta discretos estertores crepitantes em bases. Não há edema de membros
inferiores.
A radiografia de tórax (PA e perfil) mostra leve dilatação da raiz da aorta, área cardíaca normal e presença
de calcificações mitro-aórticas. É solicitado, então, um ecocardiograma transtorácico que revela área valvar
aórtica de 0,9 cm2
(normal: 3 a 4 cm2
), sendo o gradiente ventrículo esquerdo (VE) – aorta de 55 mmHg e
velocidade máxima de fluxo transvalvar de 4,5 metros/segundo (normal = inferior a 2 m/seg); fração de ejeção
do VE é de 52 %.
Frente ao processo de avaliação diagnóstica e ao estabelecimento de plano terapêutico neste momento, qual
é a conduta médica indicada para o paciente e sua justificativa?
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