Questões de Concursos Públicos - UNIMED - Santa Maria
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Q3109
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Ano: 2026
Órgão:
UNIMED - Santa Maria
Banca:
FUNDATEC
Matéria:
Medicina
Assunto: Clínica Médica Humana
Paciente com neoplasia de cólon avançada, em terminalidade de vida, com dispneia
incapacitante e saturação 92% em ar ambiente, já em uso de opioide com dose otimizada. Familiar
solicita oxigenoterapia domiciliar. Qual é o raciocínio médico correto?
Q3108
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Paciente de 84 anos, com demência avançada (FAST 7C), histórico de câncer
colorretal metastático e múltiplas internações recentes, encontra-se acamada, não verbaliza palavras
compreensíveis e não segue comandos simples. Apresenta episódios de gemidos, expressão facial
contraída, rigidez de membros durante mobilização e agitação intermitente, sobretudo durante
cuidados de higiene. Não há sinais clínicos evidentes de infecção ou delirium agudo. Considerando os
princípios avançados da avaliação da dor em pacientes não comunicativos em cuidados paliativos,
assinale a alternativa correta.
Q3107
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Ano: 2026
Órgão:
UNIMED - Santa Maria
Banca:
FUNDATEC
Matéria:
Medicina
Assunto: Farmacologia e Anestesiologia
Qual é a melhor alternativa de tratamento?
Q3106
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Ano: 2026
Órgão:
UNIMED - Santa Maria
Banca:
FUNDATEC
Matéria:
Medicina
Assunto: Clínica Médica Humana
Homem de 78 anos, com insuficiência cardíaca avançada por cardiomiopatia
isquêmica, FE 15%, múltiplas internações por congestão nos últimos 6 meses, classe funcional
NYHA IV persistente apesar de terapêutica otimizada (IECA, betabloqueador, antagonista de
mineralocorticoide, dapagliflozina e furosemida). Apresenta dispneia intensa em repouso, ortopneia,
caquexia cardíaca, pressão 88/52 mmHg, frequência cardíaca 104 bpm, creatinina 2,1 mg/dL, náuseas
e episódios de ansiedade. Tem ICD implantado há anos. Relata pânico noturno por sensação de “não
conseguir respirar”. Ele e a família compreendem o prognóstico, expressam desejo de permanecer em
casa e evitar novas internações. Considerando o manejo paliativo avançado e baseado em evidências
para IC terminal, qual é a conduta mais apropriada?
Q3105
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Ano: 2026
Órgão:
UNIMED - Santa Maria
Banca:
FUNDATEC
Matéria:
Medicina
Assunto: Clínica Médica Humana
Homem, 62 anos, portador de cirrose hepática Child-Pugh C secundária a hepatite C
e esteatohepatite, com múltiplas internações por ascite refratária, encefalopatia hepática recorrente
e síndrome hepatorrenal tipo 2. Ausência de elegibilidade para transplante. Nas últimas 24 horas,
evoluiu com sonolência progressiva, flapping discreto, náuseas, dor abdominal difusa e dispneia leve.
Encontra-se hipotenso, com icterícia acentuada, edema de membros inferiores e distensão abdominal
importante devido à ascite. Paracentese diagnóstica: gradiente soro-ascite > 1,1; polimorfonucleares
380/mm3
, cultura pendente. Considerando o quadro e as melhores práticas em cuidados paliativos
para cirrose avançada, qual é a conduta mais apropriada?
Q3104
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Paciente de 74 anos com neoplasia pulmonar metastática, ECOG 4, dispneia
moderada, anorexia severa, perda ponderal importante e dois internamentos no último mês,
apresenta progressiva deterioração funcional. Durante avaliação de elegibilidade para cuidados
paliativos intensivos, a equipe decide aplicar ferramentas de prognóstico para estimar sobrevida
inferior a 30 dias. Os achados incluem:
• Palliative Performance Scale (PPS): 30%.
• Palliative Prognostic Index (PPI): 6,5 pontos.
• Palliative Prognostic Score (PaP): Grupo C (sobrevida <30 dias).
• Ausência de taquipneia, porém com delirium leve.
• PCR elevada e leucocitose.
• Não há indicação de novos tratamentos modificadores de doença. Considerando a interpretação avançada das ferramentas prognósticas e suas limitações, assinale a alternativa correta sobre o caso.
• Palliative Performance Scale (PPS): 30%.
• Palliative Prognostic Index (PPI): 6,5 pontos.
• Palliative Prognostic Score (PaP): Grupo C (sobrevida <30 dias).
• Ausência de taquipneia, porém com delirium leve.
• PCR elevada e leucocitose.
• Não há indicação de novos tratamentos modificadores de doença. Considerando a interpretação avançada das ferramentas prognósticas e suas limitações, assinale a alternativa correta sobre o caso.
Q3103
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Ano: 2026
Órgão:
UNIMED - Santa Maria
Banca:
FUNDATEC
Matéria:
Psiquiatria
Assunto: Psiquiatria Clínica
Paciente de 63 anos, portador de câncer gástrico metastático, em cuidados paliativos,
relata há três semanas humor deprimido, perda de interesse em atividades, sentimentos de culpa por
“ser um peso”, além de insônia terminal. Também apresenta perda ponderal, astenia e redução da
ingestão, achados compatíveis com progressão da doença. Nega ideação suicida ativa. No exame,
está lúcido, orientado, sem delirium. Considerando o diagnóstico e o tratamento da depressão em
pacientes com doença avançada, qual é a conduta mais apropriada?
Q3102
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Ano: 2026
Órgão:
UNIMED - Santa Maria
Banca:
FUNDATEC
Matéria:
Medicina
Assunto: Farmacologia e Anestesiologia
Paciente de 71 anos, portador de câncer de pâncreas metastático, em cuidados
paliativos, apresenta náuseas persistentes há 5 dias e dois episódios de vômitos na manhã. Refere
que a náusea piora após comer, tem sensação constante de estômago cheio e arroto frequente. Nega
dor intensa, constipação grave ou vômitos em jato. Ao exame: abdome levemente distendido, com
ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa. História relevante: uso recente de opioides e hipercalcemia
leve corrigida com hidratação. O médico suspeita de náusea relacionada à gastroparesia e lentificação
do esvaziamento gástrico, secundária ao próprio tumor e ao uso de opioide. Considerando o
mecanismo principal envolvido e seu tratamento apropriado, qual é a conduta mais adequada?
Q3101
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Ano: 2026
Órgão:
UNIMED - Santa Maria
Banca:
FUNDATEC
Matéria:
Medicina
Assunto: Farmacologia e Anestesiologia
Paciente de 72 anos, portadora de carcinoma de vesícula biliar localmente avançado,
com invasão do hilo hepático e acometimento do plexo periportal. Relata dor abdominal profunda no
hipocôndrio direito há semanas, de forte intensidade, mal localizada, associada a náuseas, perda de
apetite e episódios de sudorese. A dor irradia para dorso e epigástrio. Está em uso de metadona em
doses crescentes, com apenas alívio parcial. Refere piora da dor após refeições gordurosas e sensação
de pressão interna constante. Ao exame, há icterícia, hepatomegalia e dor leve à palpação profunda,
sem sinais de peritonite. Não há obstrução intestinal evidente. Considerando o mecanismo
predominante da dor visceral hepatobiliar e as intervenções mais adequadas em cuidados paliativos,
qual é a melhor conduta?
Q3100
FUNDATEC - 2026 - UNIMED - Santa Maria - Médico - Medicina Paliativa/Paliativismo
Paciente de 72 anos, portadora de metástases cerebrais múltiplas de câncer de
pulmão, em cuidados paliativos exclusivos, apresenta episódio súbito de rigidez tônica, seguida de
abalos clônicos generalizados por cerca de 90 segundos, com recuperação lenta e confusão pós-ictal
persistente. Nas últimas 48 horas vinha mais sonolenta, com ingesta oral mínima, hiponatremia leve
(Na 130 mEq/L) e insuficiência renal aguda (creatinina 2,0 mg/dL). Não utilizava anticonvulsivantes
previamente. Considerando o manejo de crises convulsivas em pacientes com doença avançada e foco
paliativo, qual é a conduta mais apropriada?