Questões de Concursos Públicos - SEE-MG
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Q105216
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Segundo Koyré, a Revolução científica do século XVII causou a destruição do cosmos como concepção do mundo como um todo finito, fechado e ordenado hierarquicamente e a sua substituição por um
universo indefinido e infinito que é mantido coeso pela identidade de seus componentes e leis fundamentais. Isso implicou o abandono, pelo pensamento científico, de todas as considerações baseadas
em valores” (KOYRÉ, Alexandre. Do mundo fechado ao universo infinito. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2006, p. 6. Adaptado).
De acordo com o texto acima, uma característica do novo pensamento científico, que surge com a
Revolução científica, é a
Q105215
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência
dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos
meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os
meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto,
a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as
ideias de sua dominação” (MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48.
Adaptado).
Marx, no trecho acima, está se referindo à ideologia, cuja função é fazer com que as ideias
Q105214
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Wittgenstein nas Investigações Filosóficas diz que a significação de uma palavra é o seu uso na
linguagem” (WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 28.
Adaptado).
Assim, por exemplo, na frase “o Sr. Branco é branco”, a palavra “branco” tem dois significados diferentes, pois ela é usada como nome próprio no início da frase e como designação de uma cor no final
da frase.
A consequência disso é que as palavras, conceitos e nomes
Q105213
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“A ética é a reflexão filosófica que visa fazer com que, diante da necessidade de decidir sobre como
proceder em determinadas circunstâncias, a pessoa aja de modo correto; bem como servir de parâmetro para avaliar um determinado ato realizado por outro indivíduo como sendo ou não eticamente
correto. Porém, a ética não pode ser vista dissociada da realidade sociocultural concreta. Os valores
éticos de uma comunidade variam de acordo com o ponto de vista histórico e dependem de circunstâncias determinadas” (MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Zahar, 2007,
p. 9-10. Adaptado).
No texto acima, Marcondes afirma que a ética é a reflexão filosófica que avalia as regras de comportamento humano. Isto significa que o comportamento humano NÃO é determinado
Q105212
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Durante o inverno de 1919-1920, essas considerações me levaram a conclusões que posso agora
reformular da seguinte maneira: (1) É fácil obter confirmações ou verificações para quase toda teoria
– desde que as procuremos. (2) As confirmações só devem ser consideradas se resultarem de predições arriscadas. (3) Toda teoria científica “boa” é uma proibição: ela proíbe certas coisas de acontecer.
Quanto mais uma teoria proíbe, melhor ela é. (4) A teoria que não for refutada por qualquer acontecimento concebível não é científica. A irrefutabilidade não é uma virtude, como freqüentemente se
pensa, mas um vício” (POPPER, Karl. Conjecturas e Refutações. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1982, p. 66. Adaptado).
No trecho acima, Popper critica o princípio de verificabilidade como critério de demarcação entre ciência e não ciência, propondo um novo princípio. Segundo ele, o critério de cientificidade de uma
teoria é a refutabilidade, ou seja,
Q105211
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Kant recusa tanto o empirismo como o racionalismo; existem ideias puras da razão – mas meramente
como princípios regulativos a serviço da experiência. Demonstrando a existência de certas condições
da experiência não empíricas e, portanto, universalmente válidas. Kant mostra que a metafísica é
possível, mas em contraposição ao racionalismo, somente como teoria da experiência, e não como
uma ciência que transcende o âmbito da experiência; e, à diferença do empirismo, não como teoria
empírica, senão como teoria transcendental da experiência” (HÖFFE, Otfried. Immanuel Kant. São
Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 39-40. Adaptado).
Otfried Höffe afirma que Kant elabora, com a sua teoria do conhecimento, uma nova metafísica fundada em uma “teoria transcendental da experiência”, capaz de superar o racionalismo e o empirismo
porque mantém
Q105210
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Onde está a necessidade da filosofia? Está no fato de que ela, por meio da reflexão, permite que o
homem tenha mais que uma dimensão, além daquela que é dada pelo agir imediato no qual o “homem
prático” se encontra mergulhado. É ela que permite o distanciamento para a avaliação dos fundamentos dos atos humanos e dos fins a que eles se destinam. É ela que reúne o pensamento fragmentado
da ciência e o reconstrói na sua unidade. É ela que retoma a ação pulverizada no tempo e procura
compreendê-la” (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1986, p. 48,
Adaptado).
Segundo o trecho acima, o pensamento filosófico é necessário aos seres humanos, porque desenvolve as capacidades de
Q105209
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“O reconhecimento dessa dimensão propriamente filosófica da história da filosofia deve incidir diretamente sobre a prática historiográfica, tornando-a constitutiva do ato de filosofar. Desta sorte, a filosofia
encontra na "rememoração" do seu passado, uma forma de legitimação teórica do seu presente. A
historiografia filosófica deixa de ser tarefa puramente arqueológica ou apenas reconstituição de sistemas de ideias. Ela se torna um ato de filosofar” (VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de filosofia III.
São Paulo: Loyola, 1997, p. 286. adaptado).
No trecho acima, Vaz se refere à filosofia, seu passado e seu presente, afirmando:
Q105208
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“A dedução é uma inferência que vai dos princípios gerais para uma consequência logicamente necessária, enquanto que a indução é uma argumentação em que, a partir de dados singulares suficientemente enumerados, inferimos uma verdade universal” (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1986, p. 100-102. Adaptado).
Leia os argumentos abaixo:
I. Sei que está na hora do intervalo porque tocou o sinal.
II. O velho pescador disse que não vai pescar hoje porque as nuvens estão pesadas e
escuras, a cor da água está embaçada e isto significa que vai chover.
III. Depois de ter feito várias experiências com fígado de macaco, Claude Bernard concluiu
que o fígado tem uma função glicogênica.
IV. Como os testes demonstraram que foram precisos, pelo menos, 2,3 segundos para manobrar a culatra do rifle de Oswald, é óbvio que Oswald não poderia ter disparado três
vezes em 5,6 segundos ou menos.
A opção que classifica corretamente os argumentos acima em dedutivos e indutivos é:
Q105207
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Um argumento é a mais básica unidade completa do raciocínio, um átomo da razão. Um argumento
é uma inferência extraída de um ou de vários pontos de partida (proposições denominadas “premissas”) que conduz a um ponto final (uma proposição denominada “conclusão”)” (BAGGINI, Julian. As
ferramentas dos filósofos. São Paulo: Loyola, 2012. Adaptado).
A partir do texto acima, é CORRETO afirmar que uma inferência é