Questões de Concursos Públicos - SEE-MG
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Q106096
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
Considerando que a paisagem é uma categoria fundamental para o conhecimento geográfico, avalie
as afirmativas a seguir:
I. A paisagem é forma, ou seja, um conjunto de objetos que revelam a realidade sem deformá-la,
uma vez que, independentemente de quem seja o observador, a realidade revelada é a mesma.
II. A paisagem é a parte visível do espaço que pode ser descrita através dos elementos ou objetos
que a compõem.
III. As paisagens são formadas por elementos naturais, isto é, criados pela natureza e por elementos humanos ou sociais, ou seja, construídos pelos homens operando em sociedade.
É CORRETO o que se afirma em:
Q106095
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
Leia o texto a seguir:
“Mais do que nunca, é hoje uma necessidade imperiosa conhecer de forma inteligente (não decorando
informações e sim compreendendo processos, as dinâmicas, as potenciais mudanças, as possibilidades de intervenção) o mundo em que vivemos, desde a escala local até a nacional e a mundial. E isso,
afinal de contas, é ensino de geografia”.
VESENTINI, J. W. O Ensino da geografia no século XXI. Campinas: Papirus, 2004. p. 7-12).
As proposições citadas e adotadas por um professor de Geografia vão ao encontro das ideias de
Vesentini, EXCETO:
Q106094
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
Pode-se afirmar que, ao longo da maior parte do Século XX, a aplicação do Paradigma Fordista-Taylorista estruturou a lógica dos processos de produção fabril, a organização espacial da produção de
bens e mercadorias e a divisão internacional do trabalho em quase todo o mundo. Esse paradigma se
fundamentou, basicamente, na divisão técnica do trabalho nas linhas de produção e montagem, na
utilização intensiva do trabalho repetitivo, especializado e semiqualificado e, em especial, na padronização da produção. Nesse sentido, o espaço geográfico da produção se caracterizava, normalmente,
pelas grandes concentrações industriais em grandes cidades, normalmente localizadas próximas aos
locais de exploração das matérias-primas ou próximas às ferrovias, rodovias ou portos de exportação.
No final do Século XX, uma revolução de caráter técnico-científico foi modificando profundamente
esses padrões de organização e localização. O conceito de produção massificada e em série foi sendo
substituído pelo conceito de produção flexível, com a diversificação de produtos e modelos, voltados
a diferentes tipos de consumidores e mercados. O trabalho intensivo, repetitivo e em série vem sendo
reestruturado, agora com a utilização de processos sofisticados de automação, utilização de força de
trabalho polivalente e altamente qualificada e na estruturação de novos espaços produtivos, com profundas modificações no espaço da produção e da circulação em todo o mundo.
Esse novo paradigma, chamado de Paradigma da Produção Flexível, levou à organização de um meio
geográfico bastante distinto do anterior, sendo chamado, nesse novo contexto, de meio técnico-científico-informacional.
As características a seguir relacionam-se à estruturação desse meio técnico-científico e informacional,
EXCETO:
Q106093
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
Dentre os diferentes tipos de redes urbanas, Christaller propõe o estudo de rede urbana enquanto um
conjunto integrado de cidades, fornecendo uma teoria do tamanho, da função e do espaçamento dos
centros de mercado.
Na perspectiva da rede christalleriana, avalie as informações a seguir:
I. A rede de Christaller, a partir de argumento de caráter geométrico, representa um conjunto de
cidades num espaço hierarquizado, apresentando alguns lugares centrais mais importantes que
outros, cujas funções centrais se estendem por regiões em que existem outros lugares centrais
de menor importância.
II. Na lógica do modelo geométrico de escala regional proposto por Christaller, cuja construção
parte de um conjunto de suposições e de condições, dentre elas, a existência de uma planície
isotrópica com uma população uniformemente distribuída e com o mesmo poder de compra,
torna-se adequado considerar que as cidades conhecidas como globais, consideradas centros
vitais da economia capitalista globalizada, representam a posição de maior nível hierárquico do
modelo.
III. Na rede de Christaller, as áreas hexagonais de mercado representam o melhor compromisso
entre o ideal econômico e a realidade geográfica e produzem uma rede hierárquica de áreas
de mercado com seis lados.
É CORRETO o que se afirma em:
Q106092
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
De acordo com os documentos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), para que se desenvolva
um raciocínio geográfico nos alunos, é necessário que se exercite o pensamento espacial embasado
em aspectos fundamentais da realidade, tais como a localização, a extensão e a distribuição dos fatos
e fenômenos na superfície terrestre; o ordenamento territorial e as conexões existentes entre componentes físico-naturais e as ações antrópicas.
Segundo a BNCC, são princípios do raciocínio geográfico, EXCETO:
Q106091
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
“A cartografia é a área do conhecimento responsável pela elaboração e pelo estudo dos mapas e das
representações cartográficas em geral, incluindo plantas, croquis e cartas gráficas. Essa área do conhecimento é de extrema utilidade não só para os estudos em Geografia, mas também em outros
campos, como a História e a Sociologia, pois, afinal, os mapas são formas de linguagem para expressar uma dada realidade. Existem, dessa forma, alguns conceitos básicos de Cartografia que nos permitem entender os elementos dessa área de estudos com uma maior facilidade. Saber, por exemplo,
noções como as de escala, legenda e projeções auxilia-nos a identificar com mais facilidade as informações de um mapa e as formas utilizadas para elaborá-lo.”
(http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/conceitos-basicos-cartografia.htm)
A respeito dos mapas, analise as afirmativas abaixo.
I. Mapa é uma representação codificada fidedigna de um determinado espaço real.
II. Através dos mapas, é possível compreender a distribuição e a organização dos espaços, tal
como ter uma visão de conjunto, mostrando a interligação com espaços mais amplos.
III. Todo mapa representa política e ideologicamente as ideias do cartógrafo que o elaborou.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q106090
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
Observe os dois diferentes tipos de projeções cartográficas aplicadas aos mapas.
Com base nos conhecimentos sobre o assunto e nos mapas, é CORRETO afirmar:
Q106089
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
Leia o texto a seguir.
Sem Facebook
Das minhas relações mais próximas, só três comungam comigo não ter facebook. Não pensem que
tenho críticas, sou um entusiasta, apenas não quero usar. Pouco dou conta dos meus amigos, onde
vou arranjar tempo para mais? Minha etiqueta me faz responder a tudo, teria que largar o trabalho se
entrasse na rede social. Só recentemente minhas filhas me convenceram que se não respondesse um
spam ninguém ficaria ofendido. A cidade ganhou a parada. Acabou o pequeno mundo onde todos se
conheciam, onde não se podia esconder segredos e pecados. Viver na urbe é cruzar com desconhecidos, sentir a frieza do anonimato. Essa é a realidade da maioria. Meu apreço com as redes sociais
é por acreditar que elas são um antídoto para o isolamento urbano. São uma novidade que imita o
passado, uma nova versão, por vezes mais rica, por vezes mais pobre, da antiga comunidade. Detalhe: não quero retroceder, a simpatia é pelo resgate da nossa essência social. Vivemos para o olhar
dos outros, essa é a realidade simples, evidente. Quem pensa o contrário vai à conversa da literatura
de autoajuda, que idolatra a autossuficiência e acredita que é possível ser feliz sozinho. É uma ilusão
tola. Nascemos para vitrine. Quando checamos insistentemente para saber como reagiram às nossas
postagens, somos desvelados no pedido amoroso. O viciado em rede social é obcecado pela sociabilidade. Está em busca de um olhar, de uma aprovação, precisa disso para existir. Ou vamos acreditar
que a carência, o desespero amoroso e a busca pelo reconhecimento são novidades da internet? Sei
que o facebook é o retrato da felicidade fingida, todos vestidos de ego de domingo, mas essa é a
demanda do nosso tempo. Critique nossos costumes, não o espelho. Sei também que as redes são
usadas basicamente para frivolidades, é certo, mas isso somos nós. Se a vida miúda de uma cidadezinha fosse transcrita, não seria diferente. Fofoca, sabedoria de almanaque, dicas de produtos culturais, troca de impressões e às vezes até um bom conselho, além de ser um amplificador veloz para
mobilizações. Também apontam que amigos virtuais não substituem os presenciais. Todos se dão
conta, e justamente usam a rede na esperança de escapar dela. O objetivo final é ser visto e conhecido
também fora. Usamos esse grande palco para ensaiar e se aproximar dos outros, fazer o que sempre
fizemos. O facebook é a nostalgia da aldeia e sua superação.
CORSO, Mário. Sem Facebook. Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/ blogs/. (adaptado)
30
Em suas aulas, o professor de Geografia pode utilizar o conteúdo do texto como ponto de partida para
abordar, EXCETO:
Q106088
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
Mesmo preservando seu lugar de maior economia do mundo, nas últimas décadas, os Estados Unidos
da América vêm perdendo seu poder e influência, diante do surgimento de novas potências econômicas globais, ancoradas na organização de sistemas produtivos altamente eficientes e produtivos,
como é o caso da China. Por outro lado, é bastante perceptível a ampliação do poder de influência de
algumas nações como o Japão ou a Alemanha, que passaram por uma rápida recuperação econômica
nas décadas que se seguiram ao Pós II Guerra Mundial. Acrescente-se a isso a formação de grandes
espaços econômicos, integrando mercados e centros de produção, como a União Europeia, ou o ritmo
acelerado de crescimento de algumas economias emergentes, em todo o mundo.
Diante disso, as estratégias do governo americano vinham buscando a integração de sua economia
aos novos centros dinâmicos da economia global, ao incentivo de novos setores da economia, conectados à chamada “nova economia”, ou ainda uma presença mais marcante nos grandes debates globais, envolvendo questões ambientais, novas fontes de energia limpa e renovável e uma nova forma
de inserção dos EUA nos espaços multilaterais, como a ONU, a OMC e outros.
No entanto, com a eleição de Donald Trump, estamos acompanhando a um verdadeiro desmonte das
estratégias anteriores, com consequências ainda imprevisíveis na geopolítica global e no papel hegemônico exercido pelos Estados Unidos na ordem global.
A seguir estão listadas algumas dessas iniciativas controversas do novo Governo dos Estados Unidos,
que vêm sendo indicadas como fatos potencializadores deste novo cenário, EXCETO:
Q106087
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Geografia
Pode-se afirmar que o processo de “globalização” ou “mundialização” é uma característica do processo de desenvolvimento e expansão do modo de produção capitalista. Consiste na integração /
articulação do espaço geográfico, em escala global, por meio de processos econômicos, políticos,
sociais e culturais, estando intimamente ligada ao desenvolvimento técnico, especialmente nos setores de transporte, comunicação e informação.
Suas raízes remontam à expansão capitalista ocorrida na expansão colonial, se intensificando com o
desenvolvimento industrial e o avanço das práticas imperialistas. Após a II Guerra Mundial, o processo
de globalização se intensificou, com a expansão global das grandes corporações (multinacionais), a
ampliação do comércio internacional, a formação dos blocos econômicos e, em especial, com a constituição de novos padrões de governança, em escala global, com a criação da ONU, do Banco Mundial,
FMI, OMC etc. Nas últimas décadas do Século XX, o desenvolvimento e a expansão de um novo
sistema técnico, sustentado nas tecnologias de informação, nos sistemas de comunicação por satélites, na utilização maciça dos recursos da informática, na modernização dos sistemas de transportes
e telefonia proporcionaram o aparato técnico e estrutural para a intensificação das relações socioeconômicas em âmbito mundial.
No entanto, nos últimos anos, alguns cientistas sociais e analistas políticos têm chamado a atenção
para um suposto esfacelamento dos ideais e das características da globalização econômica, social e
cultural, como reação aos efeitos perversos produzidos pela mesma. Analisando alguns desses indicativos, tais cientistas passaram a utilizar o termo “desglobalização”, para caracterizar essa nova tendência, marcada por um conjunto de fatos, dentre os quais se destacou a vitória do movimento Brexit
no Reino Unido, que decidiu pela retirada do Reino Unido da União Europeia. Além desse fato, os
estudiosos indicam vários outros, que apontariam na mesma direção.
Dentre os aspectos apresentados abaixo, NÃO possui relação com a suposta tendência indicada no
texto: