Questões de Concursos Públicos - Prefeitura de Timon - MA
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Ao longo do século III a. C., a costa da Itália tornou-se uma potência marítima e enfrentou, com sucesso, o
domínio da marinha cartaginesa (também chamada de púnica) no mar ocidental, em duas sangrentas
guerras. A segunda guerra púnica foi particularmente violenta. Os cartagineses, que haviam sido expulsos do
mar, voltaram sua atenção para a península ibérica e suas ricas fontes de metais. De lá lançaram um ataque
por terra à própria Itália, comandados por Aníbal. O general cartaginês permaneceu 15 anos em terras
italianas, sem conseguir romper a aliança romana.
(GUARINELLO, Norberto Luiz.História Antiga. São Paulo: Contexto, 2013, p.128)
As Guerras Púnicas foram enfrentamentos entre Roma e Cartago, nos anos de 264 a.C. a 146 a.C. Essas
guerras foram marcadas
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A cidade medieval é, antes de mais nada, uma sociedade da abundância, concentrada num pequeno espaço
em meio a vastas regiões pouco povoadas. Em seguida, é um lugar de produção e de trocas, onde se
articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também o centro de um
sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e
pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza.
(LE GOFF, Jacques. Cidade. IN: LE GOFF, Jacques e SCHIMIDIT, Jean-Claude. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru, SP:
EDUSC; São Paulo, SP: IMPRENSA Oficial do Estado, 2002, p.223, v.I)
O desenvolvimento das cidades na Europa, durante a Segunda Idade Média, deve-se
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O destino da Europa foi comandado, de ponta a ponta, pelo desenvolvimento obstinado de liberdades
particulares, de franquias, que constituem privilégios reservados a determinados grupos, uns estreitos, outros
amplos. Tais liberdades se opõem com frequência e até se excluem mutuamente.
Claro, tais liberdades só puderam vir à luz, quando a Europa Ocidental se constituiu enquanto espaço
homogêneo, enquanto casa abrigada. Sem casa defendida, não há liberdades possíveis. Os dois problemas
são um só.
(BRAUDEL, Fernand. Gramática das civilizações. São Paulo: Martins Fontes,2004, p.287)
A liberdade, uma das grandes questões da história do homem, tem sido demandada em diversas
modalidades e formas durante toda a trajetória da humanidade: pensamento, expressão, ação, organização,
movimento, entre outras. Por seu caráter histórico, em cada experiência assume um propósito e uma feição
própria. Com base no texto, a noção de liberdade (libertates), experimentada pelos europeus entre os séculos
XI e XVIII, é identificada
Q144045
NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
O Renascimento, ou os renascimentos, essa prodigiosa riqueza de manifestações variadas e divergentes,
presta-se de maneira excepcional, neste caso, como uma lição sobre a vitalidade incontrolável da cultura
humana, quando atravessada por um sopro ou um anseio geral de liberdade. Se a complexidade que o
movimento renascentista representou deve ser vista como a raiz de nossa consciência moderna, então não
se deve ressaltar apenas a dimensão metódica e harmoniosa em torno de um só eixo dessa consciência.
(SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. 17 ed. São Paulo: Atual, 1994. p. 85. Coleção Discutindo a história).
O texto faz referência à “racionalização crescente e avassaladora da experiência humana”. Esse importante
processo
Q144044
NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Timon - MA
Banca:
NUCEPE
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
Procurando determinar os contrastes entre o comércio de africanos e o comércio de índios, examino o
contexto ligado às práticas comutativas por meio das quais o escravo é obtido por métodos convencionados e
transações preestabelecidas. Leis sucessivamente editadas permitiam três modos de apropriação de
indígenas: os resgates, os cativeiros e os descimentos.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras,
2000, p.119).
O autor cita os três principais modos de aquisição de mão de obra indígena para o trabalho compulsório, no
Brasil colonial. Em relação a esses modos de aquisição, justifica-se considerar que
Q144043
NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Timon - MA
Banca:
NUCEPE
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
[...]. No mundo dos engenhos, a mobilidade que permitia a transformação de lavradores em proprietários,
escravos em libertos, trabalhadores em patrões, ou simplesmente, de negro em branco, foi mais evidente nas
categorias de trabalhadores assalariados, que sempre estiveram presentes no processo do fabrico do açúcar.
Muito embora a mão de obra escrava caracterizasse a economia açucareira no Brasil, desde seus primórdios
até o final século XIX e os cativos sempre fossem preponderantes como força de trabalho, o caráter da
produção açucareira e suas exigências específicas criaram a necessidade de um grupo de assalariados no
cerne do processo. [...].
(SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial. São Paulo: Cia. das Letas, 2011. p. 261).
O trecho remete ao universo da produção do açúcar na economia colonial e às relações de trabalho que lhe
deram suporte, dando destaque para
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NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Timon - MA
Banca:
NUCEPE
Assunto: História e Geografia do Estado do Maranhão
A coroa portuguesa instituiu o Estado do Maranhão independente do Estado do Brasil. Conforme Carta Régia
de junho de 1621, o Estado do Maranhão abrangeu o vasto território do Ceará até as margens do Rio
Oiapoque. Extinto em 1652 e restaurado em 1654, perdeu o Ceará, em 1656, e tomou nova forma em 1774,
com o nome de Estado do Maranhão e Grão-Pará.
(LACROIX, Maria de Lourdes Lauande. A fundação francesa de São Luís e seus mitos. São Luís: Editora UEMA, 2008, p.63)
O período da organização administrativa do Maranhão, destacado no texto acima,
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A historiadora Lynn Hunt, em História da Vida Privada: da Revolução Francesa à primeira Guerra Mundial
(2001), afirma que, durante a Revolução Francesa, as fronteiras entre a vida privada e vida pública
apresentaram grandes flutuações, tendo o espírito público invadido as esferas habitualmente privadas da
vida, fazendo essa última sofrer a mais dura agressão da história ocidental.
Como se observa no texto, os revolucionários da França do século XVIII empenharam-se em traçar a
diferença entre as dimensões do público e as do privado. Essa diferença é bem observada na
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Iluminismo. Termo que expressa um conceito de extrema complexidade utilizado para, de modo geral, indicar
um movimento de ideias desenvolvido essencialmente no século XVIII. Outros termos têm sido empregados
para definir ou caracterizar o Iluminismo, dependendo do ambiente cultural em que o fenômeno venha a ser
considerado. Assim o alemão aufklärung (“esclarecimento”, “descobrimento”, “reconhecimento”), o espanhol
ilustracion (“ilustração”) ou o inglês enlightenment assumiram sentidos diferenciados, ainda que convergentes
para um denominador comum. [...].
(AZEVEDO, Antonio Carlos do Amaral. Dicionário de nomes, termos e conceitos históricos. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira,
1990.p.216-217).
Azevedo destaca, no verbete acima, a natureza histórica do conceito Iluminismo, evidenciando a dificuldade
de elaborar uma compreensão única para o termo, ao longo da história contemporânea. Na atualidade essa
expressão vincula-se a debates
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NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Timon - MA
Banca:
NUCEPE
Matéria:
Conhecimentos Gerais
Assunto: Conhecimentos Gerais Sobre a América Latina
A América Latina (AL), como se sabe, “nasceu” católica. Isto é, os primeiros viajantes e exploradores
espanhóis e portugueses aqui chegaram com o intuito não somente de conquistar economicamente terras e
riquezas naturais, mas, também, de ver concretizado o sonho milenarista e salvacionista cristão, acalentado
pelo imaginário europeu, de encontrar o paraíso terrestre, noção baseada no Gênesis e recheada pelo
imaginário edênico ao longo dos séculos. Portanto, a expansão ibérica significou também a expansão do
catolicismo na América Latina, mediante a união da cruz e da espada, do trono e do altar, fato este que não
mudou durante as décadas e os séculos, mesmo com a constituição dos Estados-Nações no continente,
posto que muitos países adotaram legalmente o catolicismo como religião oficial, com a consequente
ausência ou limitação da liberdade religiosa na região.
ORO,Pedro e URETA, Marcela. Religião e política na América Latina: uma análise da legislação dos países. In: Horizontes
Antropológicos, Porto Alegre, ano 13, n. 27, , jan./jun. 2007, p. 281-282).
Embora a situação descrita acima para a América Latina (AL) tenha passado por mudanças em diferentes
aspectos, permitindo que exista hoje nos países que integram essa parte do continente uma heterogeneidade
de posicionamentos, no que concerne às relações oficiais entre religião e política, Igreja e Estado, observa-se
nessa trajetória