Questões de Concursos Públicos - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO
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Q706
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Leia o texto a seguir.
O bêbado e a equilibrista
E nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil
Meu Brasil!
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora
A nossa Pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do Brasil
(Aldir Blanc e João Bosco, 1975)
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/musicas-da-ditadura-militar/.
Acesso em: 15 nov. 2025.
A canção citada foi eternizada por Elis Regina e tornou-se
um hino de esperança durante a ditadura militar brasileira.
Seu significado central é simbólico e político. O bêbado
representa o povo sofrido, mas que ainda sonha e resiste. A
equilibrista representa a
Q705
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Analise a imagem a seguir.
Disponível em: https://ameobrasil.blogspot.com/2012/10/historia-de-ita-o-homem-dos-sambaquis.html. Acesso em: 16 nov. 2025.
Os sambaquis eram grandes montes construídos por povos pré-históricos, formados principalmente pelo acúmulo de
conchas, restos de peixes e outros materiais orgânicos, além de artefatos humanos. Mais do que simples “lixos
arqueológicos”, os sambaquis funcionavam como
Q704
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Na Alta Idade Média, alguns centros urbanos destacaramse como polos de produção e foram referências no mundo
islâmico medieval, atuando na preservação e difusão do
conhecimento, reunindo estudiosos de diferentes origens e
desenvolvendo importantes atividades de tradução e
investigação científica. Entre esses centros, duas cidades
desempenharam papel fundamental nesse processo, sendo
elas
Q703
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Analise a imagem a seguir.
A imagem apresenta uma situação de ensino em que
estudantes interagem com objetos históricos em um museu,
guiados por educadores que incentivam perguntas,
interpretações e relações entre passado e presente. Essa
prática exemplifica a
Q701
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de Letras - Português/Inglês
Leia o texto a seguir. — Minha filha, você me deu sua palavra que a sua festa ia acabar às duas horas. — E acabou, papai. — Sim, mas às duas da tarde! Nós estávamos almoçando, hoje, e ainda estava chegando gente pra festa de ontem! — É que a turma se excedeu um pouco, papai, qualé? — Outra coisa, você jurou que seus amigos iam ficar na sala e não invadiriam os outros aposentos. — E, então? — Então que eu fui acordado no meio da noite por um cabeludo me perguntando se não tinha vodca em casa. — Ele se perdeu, só isso. — Tudo bem. Mas ele precisava me chamar de “ó do pijama”? — Papai... VERISSIMO, Luis Fernando. Pais e filhos. Porto Alegre: LP&M, 1999.
O modo como os jovens dialogam – com expressões como “qualé?” e “ó do pijama” – revela que a variação linguística
presente no texto está associada
Q700
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de Letras - Português/Inglês
Leia o texto a seguir.
Os seres humanos têm a capacidade de representar o
pensamento por meio de sinais codificados que permitem a
comunicação e a interação entre eles. Essa capacidade chamase linguagem. As várias formas de linguagem criadas pelo ser
humano podem ser identificadas em dois grupos: o da
linguagem verbal, como a língua, que tem a palavra por sinal, e
o das linguagens não verbais, como a música, que tem o som
por sinal; a dança, que tem o movimento por sinal; a mímica,
que tem o gesto por sinal; e a pintura, a fotografia e a escultura,
que têm a imagem por sinal.
FIORIN, José Luiz. Linguagem e discurso: modos de organização. São Paulo:
Contexto, 2014. Adaptado.
Com base no texto, entende-se que a linguagem
Q699
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de Letras - Português/Inglês
Leia o texto a seguir.
PALAVREADO
Gosto da palavra “fornida”. É uma palavra que diz tudo o que
quer dizer. Se você lê que uma mulher é “bem fornida”, sabe
exatamente como ela é. Não gorda mas cheia, roliça, carnuda.
E quente. Talvez seja a semelhança com “forno”. Talvez seja
apenas o tipo de mente que eu tenho. Não posso ver a palavra
“lascívia” sem pensar numa mulher, não fornida mas magra e
comprida. Lascívia, imperatriz de Cântaro, filha de Pundonor.
Imagino-a atraindo todos os jovens do reino para a cama real,
decapitando os incapazes pelo fracasso e os capazes pela
ousadia.
Um dia chega a Cântaro um jovem trovador, Lipídio de
Albornoz. Ele cruza a Ponte de Safena e entra na cidade
montado no seu cavalo Escarcéu. Avista uma mulher vestindo
uma bandalheira
preta e lhe lança um olhar cheio de betume e cabriolé. Seguea através dos becos de Cântaro até um sumário – uma espécie
de jardim enclausurado – onde ela deixa cair a bandalheira.
É Lascívia. Ela sobe por um escrutínio, pequena escada
estreita, e desaparece por uma porciúncula.
VERISSIMO, Luis Fernando. O analista de Bagé. Porto Alegre: L&PM, 2002. A compreensão do texto permanece possível, mesmo que
as palavras estejam deslocadas de seus sentidos originais,
porque
Q698
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de Letras - Português/Inglês
Leia o texto a seguir.
AS PALAVRAS QUE NINGUÉM DIZ
— Sabe o que é diadelfo? Não sabe? É isso aí: ninguém
aprende mais nada na escola, não há professor que ensine o
que é diadelfo. Entretanto, basta você sair por aí, na Gávea, e
dá de cara
com pencas de diadelfos. Tão fácil distingui-los. Pelo visto, sou
capaz de jurar que você também nunca experimentou a
emoção do ilapso. Ou por outra: pode ter experimentado, mas
sem
identificá-lo pelo nome. Não alcançou a maravilhosa
consciência de haver merecido o ilapso. Conheci um nordestino
que na mocidade exercera a profissão de ultor, e que ignorava
o que é
ultor; como é que pode ser tão mau profissional?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Os dias lindos. Rio de Janeiro: Record,
1998.
No fragmento, Drummond ironiza o uso de palavras
incomuns e mostra que seu desconhecimento não impede a
comunicação. Para o ensino de Língua Portuguesa, esse
texto evidencia que o desenvolvimento do vocabulário
ocorre sobretudo quando o aluno
Q697
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de Letras - Português/Inglês
Leia o texto a seguir.
CHARGE. In: SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. Belo Horizonte:
Dimensão, ano da edição. p. xx. Fonte original: Folha de S.Paulo, 18 out. 2004.
A charge estabelece diálogo com discursos sociais
amplamente reconhecidos. Esse diálogo revela que