Questões de Concursos Públicos - Sociologia
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Q245996
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Ano: 2025
Órgão:
SEDUC-MT
Banca:
FGV
Matéria:
Sociologia
Assunto: Estratificação e desigualdade social
"A compreensão dos processos sociais e das dinâmicas
culturais é essencial para que os estudantes possam atuar de
forma crítica e ética na sociedade."
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Ensino
Médio. Brasília: MEC, 2018. Disponível em:
https://portal.mec.gov.br/docman/abril-2018-pdf/85121-bncc-ensinomedio/file. Acesso em: 4 abr. 2025.
Com base na citação anterior, que integra os fundamentos da
Sociologia na BNCC, avalie a situação hipotética apresentada a
seguir:
Um(a) professor(a) de Sociologia deseja desenvolver com
seus estudantes a capacidade de compreender criticamente as
desigualdades sociais presentes em sua comunidade local. Para
isso, pretende explorar os processos de exclusão, resistência e
transformação cultural.
Considerando os objetivos formativos da área de Ciências
Humanas na BNCC, qual das opções a seguir representa a
abordagem coerente com a intencionalidade crítica e ética do
ensino de Sociologia?
Q245995
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Ano: 2025
Órgão:
SEDUC-MT
Banca:
FGV
Matéria:
Sociologia
Assunto: Estratificação e desigualdade social
Texto 1
No documentário brasileiro Nunca me sonharam (2017), um
jovem declara: “como meus pais não foram bem-sucedidos na
vida, eles não me incentivaram. Nunca me sonharam eu sendo
um psicólogo, um professor, um médico. Não me ensinaram a
sonhar. Eu aprendi a sonhar sozinho.”.
NUNCA ME SONHARAM. Direção: Cacau Rhoden. Produção: Maria
Farinha Filmes. São Paulo, 2017.
Texto 2
Uma parcela de milhões de jovens brasileiros sonha mais com
o mundo mágico dos influencers do que com uma vaga na
universidade. Eles sabem que é um funil para pouquíssimos, que
podem vender um carro e não chegar lá, mas que no fim, para a
maioria, sobrará a resignação.
Moisés Mendes. A geração que “estuda” para ser influencer.
www.extraclasse.org.br. 22.10.2014. Adaptado.
Os textos revelam que, no Brasil, a juventude é
Q245994
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Ano: 2025
Órgão:
SEDUC-MT
Banca:
FGV
Matéria:
Sociologia
Assunto: Estratificação e desigualdade social
Mais de 9 milhões de jovens, entre 15 e 29 anos de idade, já
tinham deixado de estudar em 2023 antes de concluir a educação
básica. A informação é da pesquisa do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), “Síntese de indicadores sociais:
uma análise das condições de vida da população brasileira 2024″,
divulgada em dezembro de 2024. Entre os homens, a necessidade
de trabalhar foi a principal razão para o abandono escolar, com
53,5% dos casos. Já tarefas domésticas foi o menor motivo
(0,8%). Entre as mulheres, 32,6% abandonaram a escola por
gravidez e necessidade de realizar tarefas de casa ou cuidar de
criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência. A
porcentagem foi maior que a necessidade de trabalhar (25,5%) e
a falta de interesse (20,9%).
(Rafael Saldanha. IBGE: 9,1 milhões abandonaram a escola sem terminar
o ensino básico até 2023. www.cnnbrasil.com.br. 04.12.2024. Adaptado.)
Com bases nos dados apresentados, afirma-se que
Q245993
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Texto 1
O projeto de nação de José Bonifácio (1763-1838) tinha por
fim último a invenção de uma identidade para o Brasil, por meio
da constituição de uma utópica sociedade racial, social, política e
culturalmente homogênea. Por isso, seus discursos e propostas
conferiam centralidade à temática da educação e da
incorporação progressiva dos indígenas, grupos étnicos por ele
representados como expressão da índole negativa do brasileiro
que, "por natureza, clima e vícios coloniais", era "preguiçoso,
indolente e ignorante".
José Gonçalves Gondra e Alessandra Schueler. Educação, pode e
sociedade no império brasileiro, 2008. Adaptado.
Texto 2
Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das
agências federais de fomento à cultura e de assistência aos
indígenas, desenvolverá programas integrados de ensino e
pesquisa, para oferta de educação escolar bilingue e intercultural
aos povos indígenas, com os seguintes objetivos:
I. proporcionar aos indígenas, suas comunidades e povos, a
recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de
suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e
ciências;
II. garantir aos indígenas, suas comunidades e povos, o acesso
às informações, conhecimentos técnicos e científicos da
sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não índias.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394, de 20
de dezembro de 1996. Adaptado.
Assinale a alternativa que expressa corretamente a mudança na
concepção de educação indígena ao longo do tempo, conforme
os textos.
Q245992
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
A compreensão dada na reforma [de 1971] à educação geral
e à formação especial foi um dos aspectos mais inovadores e
polêmicos. O tema da educação para o trabalho no ensino médio
vinha sendo defendido por um grande número de educadores
brasileiros de várias posições políticas e ideológicas. Mas o modo
como a reforma tratou o problema foi inusitado seja pela
radicalidade das proposições, seja pela arbitrariedade como elas
foram implantadas. A noção de humanismo adquiria uma nova
conotação. Na visão dos educadores que conceberam a reforma,
essa noção incorporava as referências do desenvolvimento
científico e tecnológico e se traduzia no currículo como educação
geral e formação especial. Essa terminalidade estava
pressuposta, indicando que a reforma previra a adequação do
sistema educacional à realidade do trabalho vivenciada por
estudantes das camadas populares.
(Rosa Fátima de Souza. História da organização do trabalho escolar e do
currículo no século XX, 2008. Adaptado.
Considerando a educação escolar vinculada à organização social e
política de uma nação, a referida reforma
Q245991
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
O período que compreende os anos de 1925 a 1942
representa o auge do ensino da Sociologia na escola secundária
do Brasil, pois seu prestígio saiu do cenário acadêmico, atingindo
o cotidiano das classes médias ilustradas. Ademais, durante os
anos de 1942 a 1960, a importância da Sociologia declina-se.
Surge o medo da ciência social, pois poderia ser subversiva. As
circunstâncias do Estado Novo representaram um obstáculo ao
florescimento das atividades de ensino e pesquisa em Sociologia.
Alice Anabuki Plancherel e Evelina Antunes F. de Oliveira (org.). Leituras
sobre Sociologia no Ensino Médio, 2007. Adaptado.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o ensino de
Sociologia no Brasil, afirma-se que
Q245989
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
O chamado conflito de gerações é um problema causado pelo
choque entre as visões de pessoas que nasceram em épocas distintas.
Na sala de aula, esse fator tem influência no processo de ensino e
aprendizagem dos estudantes. Esta é a conclusão do professor da USP,
Hugo Tourinho Filho. Em entrevista, ele avaliou que “o fato de existir
um conflito não significa que ele só traz problemas. Quando isso é
abordado de uma forma que possibilita o aprendizado entre gerações,
é muito interessante o convívio.” Outro desafio é vencer a
“superficialidade do conhecimento adquirido”, que, muitas vezes, é
impactado pela grande quantidade de informação presente nos
mecanismos de busca online. Para o professor, a resposta para isso é
apostar na abordagem da importância de todo tipo de conhecimento.
“Nós temos que formar a juventude em cidadãos que tenham
criticidade, e capacidade de julgar. Da matemática à filosofia, todas as
disciplinas são essenciais”.
(Bruna Sales. Estudante da Geração Z deve ser protagonista no processo
de ensino, avalia professor. www.cnnbrasil.com.br, 12.07.2022.
Adaptado.)
A partir das reflexões trazidas pelo texto, é possível compreender
que o conflito de gerações no ambiente escolar exige do
professor uma postura que
Q245988
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Em sua maior parte, o debate em torno do homeschooling
vincula-se ao princípio da liberdade de escolha dos pais em
educar seus filhos, baseado em longa tradição ético-política, que
tem influência da religião judaico-cristã e do liberalismo.
Contudo, esse tipo de argumentação, pautada no direito
individual, não nos parece suficiente e satisfatório. Em uma
sociedade plural, é preciso um exercício reflexivo ponderado que
almeje encontrar razões que esclareçam e abarquem
globalmente as posições de um problema. Associa-se a isso certa
preocupação desconfiada com as possíveis consequências de
uma educação mais limitada em relação à sua radical dimensão
socializadora e de encontro com o outro.
Cledes Antonio Casagrande e Nadja Hermann. Formação e
homeschooling: controvérsias. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. 15, p. 1-
16, 2020. Adaptado.
Considerando os elementos apresentados no texto, o debate
sobre homeschooling demanda uma análise sociológica que
Q245987
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Enquanto a Sociologia, no que tange às Ciências Sociais,
reflete sobre a desigualdade e a diversidade cultural, bem como
os processos identitários e fenômenos, em articulação com as
múltiplas maneiras de organizações políticas. Sociologia,
Geografia, Filosofia e História tornam-se instrumentos na
compreensão das práticas sociais e culturais das linguagens, das
ciências, das tecnologias e das Ciências Sociais Aplicadas. A
presença das Ciências Sociais Aplicadas, na área de Ciências
Humanas, dá-se a partir da amplitude na concepção de área, pois
os objetos de conhecimento e saberes das diferentes disciplinas
se constituem enquanto direito de aprendizagem das juventudes.
Portanto, conhecimentos da Economia, Psicologia, Direito e
outras perpassam todo o Ensino Médio e permitem compreensão
ampla dos fenômenos sociais e dos processos tecnológicos
diversos, amparados nos conhecimentos das Ciências Humanas.
GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO. Documento de referência
curricular para Mato Grosso: etapa ensino médio. Cuiabá: Secretaria de
Estado de Educação, 2021.
A partir do texto, é possível compreender que a presença da
Sociologia no Ensino Médio ganha sentido mais amplo quando
Q245986
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
A Base Nacional Comum Curricular da área de Ciências
Humanas e Sociais Aplicadas (CHSA), composta pelos
componentes curriculares de Sociologia, Filosofia, Geografia e
História, propõe o aprofundamento das aprendizagens essenciais,
objetos do conhecimento e ampliação das habilidades
desenvolvidas no Ensino Fundamental, sempre orientada por
uma formação ética, propondo a articulação de temas, conceitos
e teorias. A área tem como princípios: a justiça, a solidariedade, a
autonomia, a liberdade de pensamento e de escolha. Também é
inerente à área a interculturalidade, a equidade, a compreensão
e o reconhecimento das diferenças sociais, étnicas, de gênero e
culturais, bem como o respeito e a prática dos direitos humanos,
a desnaturalização das explicações dos fenômenos sociais e o
combate aos preconceitos de qualquer natureza.
GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO. Documento de referência
curricular para Mato Grosso: etapa ensino médio. Cuiabá: Secretaria de
Estado de Educação, 2021. Adaptado.
De acordo com o texto, a área de Ciências Humanas, integrada
pela Sociologia, é essencial na escola porque