Questões de Concursos Públicos - Sociologia
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Q246007
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Áudios e mensagens de texto com ataques a indígenas do
município de General Carneiro, no interior de Mato Grosso, se
tornaram alvos do Ministério Público Federal (MPF). Os
comentários ofensivos foram compartilhados em um grupo de
aplicativo de mensagens destinado aos moradores da cidade no
contexto da pandemia de covid-19. "Ô, companheiro, isso daí só
é índio, rapaz... não é gente, não (...). Dentro de General mesmo,
o número de infectados é muito pouquinho, graças a Deus. Agora
os índios... esse povo aí é sem cultura, sem religião, quem dá
conta desse povo aí?", disse um homem em um dos áudios
compartilhados no grupo.
Vinicius Lemos. https://www.bbc.com. 'Isso não é gente': os áudios com
ataques a indígenas na pandemia que se tornaram alvos do MPF.
27.07.2020. Adaptado.
Considerando o episódio relatado e os objetivos do ensino de
Sociologia no Ensino Médio, a proposta mais adequada para
trabalhar o tema em sala de aula com uma sequência didática
que privilegie o ensino não tradicional é:
Q246006
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
No domínio da inclusão educacional, compreender o habitus
– um conceito desenvolvido pelo sociólogo Pierre Bourdieu – é
fundamental. O habitus encapsula aquelas disposições arraigadas
que ditam nossas percepções, ações e lugar no mundo. No
ambiente escolar, o habitus dos professores e estudantes têm um
grande impacto nas abordagens pedagógicas e nas mentalidades
de inclusão. A transformação do habitus escolar é crucial para
estabelecer um ambiente verdadeiramente inclusivo — onde
todos os estudantes se sintam valorizados e apoiados,
independentemente das suas particularidades.
Lilian Maria da Silva Mello. Ensino de sociologia e educação inclusiva: uma
análise a partir dos documentários “crip camp” e “um lugar para todo
mundo". Anais do X CONEDU... Campina Grande: Realize Editora, 2024.
Disponível em .Acesso em: 16/04/2025.
Atualmente, o choque de gerações tem trazido desafios para os
professores, promovendo discussões sobre os aspectos didáticos
e metodológicos para aplicação do conteúdo no processo de
ensino e aprendizagem, fazendo com que o professor entenda
que
Q246005
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Leia o texto a seguir para responder a esta questão:
O trabalho de Paulo Freire tem um salto qualitativo porque
ele faz uma formulação muito sagaz sob o ponto de vista do
trabalho de base. Ele reconhece que a população, os
trabalhadores do campo, estavam imersos no que ele chama de
uma “consciência intransitiva” ou em uma “interação com uma
transitividade ingênua”, que é o pensamento do senso comum.
Paulo Freire identifica que era necessário interagir com esse
pensamento intransitivo e fatalista. Então, era esse o problema a
ser enfrentado para que fosse possível levantar questões a partir
do senso comum.
Cátia Guimarães. ‘Acho que Paulo Freire, com suas grandezas e limites,
abriu caminho para pensar o senso comum’. www.epsjv.fiocruz.br.
16.09.2021. Adaptado.
Com base no excerto e considerando o papel do professor de
Sociologia na construção de um pensamento crítico de seus
estudantes, é importante que o professor reconheça que
Q246004
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Aos onze anos, Malala Yousafzai já defendia os direitos das mulheres e meninas. Como defensora ferrenha do direito das meninas à educação, Yousafzai esteve frequentemente em perigo por causa de suas crenças. No entanto, mesmo após ser baleada pelo Talibã, ela continuou seu ativismo e fundou o Fundo Malala com seu pai. Aos dezessete anos, Yousafzai se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho. https://www.womenshistory.org Considerando o uso de metodologias ativas de aprendizagem, qual das estratégias a seguir é adequada para abordar esse tema em sala de aula, promovendo a valorização da educação e dos direitos humanos, sem incidir em etnocentrismo ou intolerância religiosa?
Q246002
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Ano: 2025
Órgão:
SEDUC-MT
Banca:
FGV
Matéria:
Sociologia
Assunto: Relação entre Indivíduo e Sociedade
Durante uma aula de Sociologia, um professor introduz o
conceito de anomia social, desenvolvido por Émile Durkheim,
explicando que se trata de um estado de desregulação social no
qual as normas e valores perdem sua força orientadora sobre os
indivíduos. Para ilustrar a ideia, ele afirma que o feminicídio pode
ser considerado uma anomia.
Ao ouvir essa afirmação, um estudante contesta,
argumentando que o feminicídio não é um fenômeno resultante
da ausência de normas, mas sim da persistência de uma estrutura
social patriarcal que naturaliza a violência de gênero. Diante
dessa objeção, outros estudantes passam a debater sobre se o
feminicídio pode ser explicado por meio do conceito de anomia
ou se ele deve ser compreendido de outra maneira.
O professor percebe que há uma dificuldade conceitual na
compreensão da anomia e que sua explicação inicial pode ter
gerado interpretações equivocadas. Ele decide reformular sua
abordagem para sanar dúvidas e conduzir os estudantes a uma
compreensão mais precisa do conceito durkheimiano.
CHATGPT. Resposta gerada por inteligência artificial a uma pergunta do
usuário. OpenAI. Disponível em: https://chat.openai.com. Acesso em: 4
abr. 2025.
Qual a estratégia pedagógica para o professor corrigir sua
abordagem e garantir que os estudantes compreendam
adequadamente o conceito de anomia social?
Q246001
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Ao se deparar com uma inscrição na biblioteca de uma
escola, um estudante questionou o professor sobre os aspectos
que envolvem a cultura e a relação dos indivíduos com a
sociedade. O professor perguntou sobre a inscrição, que era
“nascemos em uma sociedade pronta, com seus costumes e
hábitos, ou você acredita que nós construímos nossa cultura ao
mesmo tempo que usufruímos dela?”
GIROTTI, Marcio Tadeu. Puxa conversa sociologia. São Paulo: Matrix,
2024.
O professor, para responder o questionamento do estudante
a respeito da frase, retirada de um Livro Caixinha, apresentou o
conceito de cultura, buscando, a partir da construção de que o
ser humano faz a partir dela e de como ele usufrui da cultura já
enraizada na sociedade, explicar ao estudante o que é a cultura.
O estudante, por sua vez, não concordou com as ideias
apresentadas porque o conceito de cultura apresentado trata
sobre como usufruímos da cultura e não da sua construção.
Diante desse entrave, o professor argumentou mais uma vez, de
forma lógica, a fim de convencer o estudante de que:
1 – nós nascemos em uma sociedade pronta;
2 – a sociedade já tem seus costumes e hábitos, sua cultura;
3 – logo, usufruímos dessa cultura.
O estudante ainda não ficou convencido, porque
Q246000
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Um professor de Sociologia deseja promover uma reflexão crítica
sobre as dinâmicas da sociedade do trabalho e da sociedade do
desempenho com seus estudantes do Ensino Médio, partindo da
obra “Sociedade do cansaço” de Byung-Chul Han. Para isso, ele
decide apresentar a seguinte passagem da obra durante sua aula:
"Na sociedade do trabalho e do desempenho de hoje, que
apresenta traços de uma sociedade coativa, cada um carrega
consigo um campo, um campo de trabalho. A característica
específica desse campo de trabalho é que cada um é ao mesmo
tempo detento e guarda, vítima e algoz, senhor e escravo. Nós
exploramos a nós mesmos. O que explora é ao mesmo tempo
explorado. Já não se pode distinguir entre algoz e vítima. Nós nos
otimizamos rumo à morte, para melhor poder funcionar.
Funcionar melhor é interpretado, fatalmente, como
melhoramento do si-mesmo."
HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. 2. ed. Rio de Janeiro: Vozes,
2017.
Com essa passagem, o professor deseja propor uma atividade
que incentive a compreensão crítica de seus estudantes sobre o
impacto do desempenho e da autoexploração no mundo do
trabalho contemporâneo. Entre as estratégias pedagógicas a
seguir, qual delas é adequada para atingir o objetivo do
professor?
Q245999
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Durante uma aula de Sociologia, o professor apresentou aos
estudantes o seguinte trecho:
“É certo que Keynes não nos legou uma obra acabada e
definitiva; ensinou-nos, no entanto, que a operação de uma
economia monetária não pode ser compreendida a partir de
modelos analíticos ancorados na Lei de Say. Mais importante
ainda, incorporou à Economia a grande descoberta filosófica do
século XIX, cristalizada na máxima — “O Homem está só” — ou
seja, não podemos contar com a “mão invisível” para garantir o
suprimento dos bens e serviços e para gerar todos os empregos
requeridos por aqueles que desejam trabalhar. Keynes nos
ensinou que a ação do Estado, através da política econômica, é
um ingrediente básico do bom funcionamento do sistema
capitalista. Ou seja, o ativismo do Estado é um complemento
indispensável ao funcionamento dos mercados para se obter o
máximo nível de emprego possível e, portanto, maximizar o nível
de bem-estar da coletividade.”
SILVA, Adroaldo Moura. Apresentação: Keynes e a teoria geral. In:
KEYNES, John Maynard. A teoria geral do emprego, do juro e da moeda.
São Paulo: Nova Cultural, 1996. p. 20.
O professor explicou a passagem, afirmando que a economia não
pode depender exclusivamente do mercado para garantir
empregos e o suprimento de bens e serviços, pois, para Keynes
(1883-1946), a ação do Estado é essencial para corrigir falhas de
mercado e promover o bem-estar da sociedade.
Os estudantes começaram a discutir se o papel do Estado na
economia deveria ser ampliado ou reduzido, e quais seriam os
impactos dessa escolha no bem-estar social. Alguns estudantes
argumentaram que a intervenção estatal é necessária para
garantir direitos básicos, enquanto outros defenderam que o livre
mercado deve prevalecer, com o mínimo de interferência
governamental.
Diante desse debate, o professor percebeu que havia dúvidas
sobre o conceito de Estado de Bem-Estar Social e sua relação com
a economia keynesiana. Qual seria a estratégia pedagógica
adequada para aprofundar a compreensão dos estudantes sobre
o tema?
Q245998
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Trabalhando com o tema sobre o consumo na
contemporaneidade, um professor de sociologia citou para seus
estudantes a seguinte passagem:
"O consumo na contemporaneidade deve ser compreendido
a partir da sua dimensão simbólica, ou seja, os indivíduos passam
a adquirir os bens pelas suas virtualidades sociais, ou seja, os
bens passam a ser os elementos definidores de um novo sistema
de classificação, servindo de parâmetros para os modernos
processos de identificação e de exclusão. Desse modo, 'em vez de
supor que os bens sejam necessários, em primeiro lugar, à
subsistência e à exibição competitiva, suponhamos que sejam
necessários para dar visibilidade e estabelecer as categorias da
cultura”.
MENDES, Débora. Ideologia de gênero e publicidade: um olhar para
além das aparências. São Carlos: Novas Edições Acadêmicas, 2017. p. 19.
Depois de ler a passagem, o professor introduziu os conceitos de
Indústria Cultural e Sociedade do Espetáculo, abordando a forma
como o consumo, impulsionado pela mídia e pelo marketing, com
suas propagandas, molda identidades, comportamentos e
relações sociais.
O tema gerou um debate entre estudantes que começaram a
discutir se o consumo é um ato de liberdade individual ou se ele é
uma imposição social que define os pertencimentos e exclusões
dentro da sociedade.
No entanto, a discussão levantou dificuldades sobre a
compreensão de como o consumo está diretamente relacionado
aos processos de alienação e manipulação cultural.
Com isso, o professor decidiu traçar uma estratégia para
aprofundar a compreensão dos estudantes sobre esse fenômeno.
Qual das opções a seguir, seria adequada para ajudar o
professor?
Q245997
FGV - 2025 - SEDUC-MT - Professor de Educação Básica - Habilitação: Sociologia
Ano: 2025
Órgão:
SEDUC-MT
Banca:
FGV
Matéria:
Sociologia
Assunto: Estratificação e desigualdade social
Ao trabalhar o conceito de mais-valia dentro do pensamento
marxista, o professor apresentou aos estudantes a seguinte
situação hipotética:
Uma empresa contrata uma operária para trabalhar 8 horas por
dia e paga a ela R$ 80,00 por jornada. Após um estudo, a
empresa descobre que, em 4 horas, a operária já produziu o
equivalente a R$ 80,00 em mercadorias. Nas 4 horas restantes do
dia, ela continua produzindo e gera mais R$ 80,00 de valor para a
empresa. Em seguida, para fundamentar a situação acima, o
professor apresenta um trecho da obra de Karl Marx, O Capital:
“O valor de uso da força de trabalho, o próprio trabalho,
pertence tão pouco a seu vendedor quanto o valor de uso do óleo
pertence ao comerciante que o vendeu. O possuidor de dinheiro
pagou o valor de um dia de força de trabalho; a ele pertence,
portanto, o valor de uso dessa força de trabalho durante um dia,
isto é, o trabalho de uma jornada. A circunstância na qual a
manutenção diária da força de trabalho custa apenas meia
jornada de trabalho, embora a força de trabalho possa atuar por
uma jornada inteira, e, consequentemente, o valor que ela cria
durante uma jornada seja o dobro de seu próprio valor diário – tal
circunstância é, certamente, uma grande vantagem para o
comprador, mas de modo algum uma injustiça para com o
vendedor.”
MARX, Karl. O Capital. São Paulo: Boitempo, 2015. p. 199
Após a explicação e exposição dos conceitos, o professor
apresenta para os estudantes uma atividade, na qual os
estudantes precisam escolher uma das alternativas, que melhor
representa uma leitura crítica e coerente com o pensamento
marxista sobre a relação entre trabalho e remuneração. Qual das
opções a seguir, os estudantes devem escolher?