Questões de Concursos Públicos - Psicologia
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Q218676
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
Kübler-Ross (2005) assevera que as crianças têm conceitos e reações diferentes sobre a morte, dignos
de serem levados em consideração. Consoante o enfoque da autora, analise as assertivas a seguir e
assinale a alternativa CORRETA.
I. A morte não é um fato permanente para a criança de três a cinco anos, sendo interprada como algo
temporário.
II. A criança de cinco anos que perde a mãe tanto se culpa pelo falecimento dela como se entristece
porque ela a abandonou, deixando de atender a seus rogos.
III. Para a criança de cinco anos que perde a mãe, esta se transforma em um ser que a criança ama e
adora, mas também odeia com igual intensidade por causa da dura ausência que lhe provoca.
IV. Por volta dos nove ou dez anos, a criança começa a apresentar uma concepção realista sobre a
morte, percebida como um processo biológico permanente.
Q218675
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
Roberto, 55 anos, solteiro, natural de Teresina, foi admitido no hospital com fortes dores, febre e intestino
paralisado. Apresentava desconforto respiratório, evoluiu para uma septicemia e precisou de ventilação
mecânica. Roberto estava acompanhado por sua mãe, a qual tem uma situação financeira precária. Após
os exames, foi constatado que ele tinha um câncer de próstata com metástase, de modo que não resistiu
e foi a óbito. O psicólogo realizou um atendimento com o paciente e três atendimentos com a mãe.
Segundo Sampaio e Holanda (2012), como o psicólogo pode atuar nesse caso de acordo com a
psicoterapia breve de apoio?
I. O psicólogo não conseguirá estabelecer uma aliança terapêutica, pois são poucos atendimentos
tanto com o paciente quanto com a mãe.
II. O psicólogo poderá utilizar o reforçamento egóico, no sentido de buscar reserva de energia da mãe
para enfrentar o momento do óbito.
III. O psicólogo poderá encontrar, nos casos de mães que vivenciam morte de filhos, sentimento de
impotência, culpa e autoacusação corrosiva.
IV. O psicólogo, ao acompanhar uma mãe no processo de morte e morrer de um filho, poderá utilizar a
livre expressão verbal e a validação de sentimentos para que a mãe seja acolhida na sua dor
emocional.
Assinale a alternativa CORRETA:
Q218674
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
No que diz respeito aos aspectos emocionais na terminalidade da vida de pacientes em cuidados
paliativos (CP), é necessário que o psicólogo desenvolva habilidades de comunicação com a equipe, bem
como tenha clareza e propriedade do conhecimento dos princípios e temas relevantes para essa área de
atuação. De acordo com o Manual de Cuidados Paliativos do Hospital Sírio Libanês (2023), analise as
afirmativas a seguir e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso quanto aos aspectos emocionais que
o psicólogo precisa considerar.
( ) É preciso considerar que a negação é um mecanismo de defesa diante de uma quebra abrupta e
grave com a realidade conhecida, para preservar a integridade psíquica, que está ameaçada e em
possível sofrimento. Esse mecanismo de defesa é essencial, tendo a dupla função de evitar
sentimentos dolorosos, como desesperança, medo, ansiedade e raiva, bem como permitir a
organização gradual de mecanismos internos para lidar com a nova realidade de forma mais segura.
( ) A esperança pode ser uma forma de camuflar a realidade e, por vezes, assume a forma de fé
religiosa ou da espera por um milagre, expressando desejos, medos e valores religiosos. Para o
psicólogo, esse aspecto impede o atendimento, pois o paciente e ou o familiar/acompanhante não
conseguem falar sobre o processo de adoecimento.
( ) É preciso considerar que a raiva pode surgir com uma reação a uma situação ameaçadora e
invasiva, podendo se manifestar por meio de sentimentos como revolta, inveja, ressentimento e
vitimização de uma injustiça, comumente expressa pela pergunta “Por que eu?”. É uma tentativa
desorganizada de recuperar o controle e a integridade psíquica prévios ao adoecimento, bem como
de resgatar a potência perdida. ( ) No caso de uma pessoa que recebe o diagnóstico de uma doença grave e ameaçadora da vida, é
mais do que esperado que ela fique triste, sendo uma resposta absolutamente normal no processo
de enfrentamento. Nem sempre essa tristeza pode ser depressão.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA:
Q218673
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
Ano: 2024
Órgão:
UESPI
Banca:
NUCEPE
Matéria:
Psicologia
Assunto: Entrevista Psicológica e Técnicas de Entrevista
Botega (2012) defende como elementos básicos do atendimento a uma pessoa em crise suicida:
Q218672
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
No livro Psicologia Hospitalar: teoria, aplicações e casos clínicos (Baptista, 2021), os autores Rosa e
Rodrigues (2021) atestam que a autonomia, a família, a multidisciplinaridade e a espiritualidade no
processo do cuidar são ressignificados diante da impossibilidade de cura e da proximidade da morte.
Particularmente à dimensão da espiritualidade, a obra elucida que
I. a espiritualidade emerge como meio de entendimento do processo de doença e enfrentamento da
nova realidade e do futuro desconhecido, sendo parte essencial dos cuidados paliativos (Saad et al.,
2001).
II. a espiritualidade compõe aquilo que dá sentido à vida, configurando um sentimento pessoal que
estimula um interesse pelos outros e por si; uma explicação; um sentido para a vida capaz de fazer
suportar sentimentos debilitantes de culpa, raiva e ansiedade (Saad et al., 2001).
III. o cuidado espiritual se associa não somente à melhor qualidade de vida do paciente em doença
avançada, como também influencia os cuidados do final de vida (Balboni et al., 2011).
IV. a ausência do cuidado espiritual nos cuidados do final de vida está relacionada a tratamentos
médicos mais agressivos e desnecessários, associados a uma maior carga de sintomas e angústia
dos pacientes, ao maior número de falecimento entre familiares e aos altos custos médicos,
sobretudo entre as minorias e os pacientes de alto enfrentamento religioso (Balboni et al., 2011).
Q218671
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
Para Monteiro, Rutherford e Paula (apud Almendra et al., 2018), o luto é uma vivência contínua frente a
diversos eventos que impõem um ciclo de rompimento e de reconstrução ao longo da vida. Independente
das especificidades de cada perda, o luto envolve várias dimensões: física, emocional, comportamental,
intelectual, espiritual e social. Sobre os processos que permeiam as perdas e o luto, analise as
afirmativas a seguir e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) Os familiares de pacientes que morreram em UTI são considerados vulneráveis às sequelas
psicológicas, como ansiedade generalizada, depressão, transtorno de estresse pós-traumático
(TEPT), psicose e luto complicado.
( ) No caso de mortes esperadas resultantes de doenças graves, há um período prolongado de
estresse, intensificando o esgotamento emocional e financeiro da família. Nessa situação, pode ser
que a família deseje a morte, suscitando sentimentos ambivalentes de culpa.
( ) O luto antecipatório é um processo que o psicólogo pode incentivar para todos os familiares, pois a
antecipação da perda envolve uma gama de respostas emocionais precoces que podem ser
dissolvidas e elaboradas.
( ) É preciso considerar também o sofrimento experienciado pela equipe de saúde intensivista, que
poderá vivenciar o luto não reconhecido, e refere-se às perdas que não podem ser abertamente
apresentadas e socialmente validadas.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA:
Q218670
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
Ano: 2024
Órgão:
UESPI
Banca:
NUCEPE
Matéria:
Psicologia
Assunto: Legislação de Psicologia e Resoluções do Conselho Federal de Psicologia
De acordo com o Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2019), a atuação da Psicologia Hospitalar com
pacientes infantis tem como objetivos
I. focalizar o sofrimento físico e psicológico da criança, a possível perda da identidade, a regressão aos
estágios diacrônicos do desenvolvimento e a sensação de abandono e culpa.
II. acolher as reações da criança e de sua família no período de hospitalização.
III. através do brincar, fazer uma avaliação qualitativa dos comportamentos da criança, adaptando a
entrevista lúdica ao contexto hospitalar.
IV. pospor o surgimento de quadros de ansiedade decorrentes do início da patologia, da separação da
família e da entrada no ambiente hospitalar.
Q218669
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
No livro Intervenções Psicológicas na Intubação: da clínica do agora à clínica do depois (2022), há relatos
de uma pesquisa com pacientes sobre as memórias de UTI após a internação, como o seguinte: “tive
alucinações terríveis, mas não sei o momento em que isso ocorreu. Muita coisa guardei para mim, outras
tento esquecer. E já esqueci boa parte”. Sobre as memórias ilusórias pós-UTI, assinale a alternativa
CORRETA de acordo com os resultados da pesquisa:
Q218668
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
Oliveira (1993), citada no livro Psicologia Hospitalar: teoria, aplicações e casos clínicos (Baptista, 2021),
discorre a respeito da doença e da internação sob o olhar da criança hospitalizada. Em conformidade
com a autora, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I. A hospitalização, os procedimentos médicos realizados e a própria doença podem surgir, na
percepção da criança, como punição, castigo ou algo estreitamente relacionado com culpa.
II. A sensação de estranhamento ao ambiente hospitalar (instalações, equipamentos, rotinas etc.), bem
como a sensação de abandono (quando a função de cuidar não é desempenhada por quaisquer das
pessoas que cercam a criança cotidianamente) podem contribuir para a emergência de
comportamentos desadaptativos da criança no processo de hospitalização.
III. O hospital pode ser visto pela criança como um local de proibições que promove a infantilização,
visto que as crianças grandes são colocadas em berços e alimentadas por mamadeiras.
IV. A vivência da doença e do processo de hospitalização repercute na manifestação de reações
psicológicas, como regressão, passividade, estereotipia e tentativa de suicídio.
Q218667
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
Os cuidados paliativos se destinam às doenças ameaçadoras da vida, sejam agudas ou crônicas.
Identifique dentre os itens a seguir os que apontam os princípios norteadores dos cuidados paliativos,
referidos no Manual de Cuidados Paliativos (CP) do Hospital Sírio Libanês (2023). Marque (V)
verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa que corresponde à sequência CORRETA.
( ) Iniciar o mais precocemente possível o acompanhamento em cuidados paliativos junto a
tratamentos modificadores da doença.
( ) Perceber o indivíduo em sua completude, incluindo aspectos psicossociais e espirituais no cuidado.
( ) Promover avaliação, reavaliação e alívio impecável da dor e de sintomas geradores de desconforto.
( ) Oferecer o melhor suporte ao paciente, focando na melhora da qualidade de vida e na cura.