Questões de Concursos Públicos - Meteorologia
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Q5668
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Uma indústria está preocupada em quantificar o fluxo de CO2
proveniente de uma área adjacente de restinga, que apresenta
vegetação arbustiva e acúmulo de serapilheira, para garantir que
as licenças ambientais estejam em conformidade. Para isso, foi
solicitado um estudo que permite distinguir a contribuição das
emissões biogênicas da restinga daquelas originadas pela própria
indústria. No entanto, uma fase pré-analítica foi conduzida por um
meteorologista júnior, considerando amostras (ver tabela) de três
pares de dados instantâneos da componente vertical de
velocidade do vento (w) e da concentração de CO2 (CCO2 em ppm),
coletados em escala de segundos, para o cálculo do fluxo de CO2, isto é, é a densidade média do ar úmido para o período de medição; K (= 1,5×10−6 kg ⋅ kg-1
⋅ ppm-1
) é o fator de conversão molar de unidades (ppm para kg/kg) para o é a covariância, média do produto entre a flutuação da componente vertical de velocidade do vento (w′) e
a flutuação da concentração de CO2 (CCO2
′
). Reproduza o cálculo do fluxo de CO2 (Fc) em kg/m2s realizado pelo
do meteorologista júnior, e assinale a opção que contenha o valor
do fluxo e a justificativa mais adequada para o cenário.
Q5667
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Um meteorologista visionário, vinculado ao setor de pesquisa de
um complexo industrial, reflete sobre um cenário climático crítico,
no qual a temperatura média global ultrapassa permanentemente
2,0 °C acima dos níveis pré-industriais, limiar associado à
transgressão de tipping points. Neste cenário projeta-se mudanças
significativas nos padrões da Circulação Geral da Atmosfera (CGA),
aumento na frequência e persistência de ondas de calor urbanas,
intensificação de eventos atmosféricos extremos (ciclones,
tempestades severas, tornados), dentre outros. A Camada Limite
Urbana (CLU), especificamente, tornar-se-ia mais instável durante
o dia (maior turbulência), e as inversões térmicas noturnas tornarse-iam mais intensas e duradouras, agravando a retenção de
poluentes. Paralelamente, discutem-se a substituição de
termelétricas fósseis por matrizes nucleares, eólicas e solares para
descarbonização. Considerando as teleconexões entre os fenômenos de grandes
escalas, a dinâmica da Camada Limite Atmosférica (CLA), o
transporte de poluentes (convencionais e radiológicos) e a cascata
de energia turbulenta de Kolmogorov, que rege a transferência da
energia dos grandes aos pequenos turbilhões (eddies) e a
consequente dispersão de substâncias na atmosfera, a avaliação
mais adequada para o cenário de presságio do meteorologista é
de que
Q5666
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
A formação do ozônio troposférico (O3), componente principal do
smog fotoquímico, é um desafio complexo que envolve
modelagem numérica, Climatologia, Meteorologia, qualidade do
ar, saúde pública, dentre outros. Diferente dos efluentes de uma
usina nuclear (regidos por normas como a CNEN NN 1.22), que
envolveriam a difusão de radionuclídeos, o O3 é um poluente
secundário formado por reações fotoquímicas, envolvendo
precursores como NOx e compostos voláteis (COVs). De acordo
com o contexto sobre fatores que afetam a concentração de
ozônio na baixa atmosfera, e o papel da camada de mistura em
relação a dispersão desses poluentes, analise os itens a seguir: I. A formação de O3 troposférico é favorecida em dia de forte
insolação e ventos calmos, pois a radiação solar fornece
energia para as reações fotoquímicas e a ausência de ventos
reduz a dispersão e difusão dos poluentes, permitindo seu
acúmulo.
II. À noite, a camada de mistura dá lugar a camada limite estável,
onde apesar de ter uma altura mais baixa, apresenta
escoamento intermitente, desafiador para os esquemas de
parametrização da turbulência. Principalmente em condições
de inversão térmica, o volume de ar disponível pode
concentrar poluentes primários perto do solo, mesmo que
haja formação de jato noturno de baixos níveis, mas inibe a
formação de ozônio que requer luz solar.
III. O ozônio na troposfera é benéfico, pois contribui para a
proteção contra a radiação UV, e não interfere no efeito
estufa, o que ajuda a mitigar o aquecimento global. IV. Existem resoluções que estabelecem padrões de qualidade do
ar para o ozônio e que, quando ultrapassados, indicam a
necessidade de ações de controle de emissões, mesmo em
situações de forte mistura dentro da Camada Limite Urbana.
Entre essas emissões destacam-se as provenientes de tráfego
de veículos, importantes fontes móveis de COVs e NOx que
podem ser reduzidas por medidas com o rodízio de
automóveis nas grandes cidades.
Está correto o que se afirma em
Q5665
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
A figura a seguir apresenta o campo de concentração média (20
anos - mês de fevereiro) de radionuclídeos normalizados pela
intensidade da fonte (χ/Q, em s·m⁻³), em torno (20 km x 20 km) de
uma instalação nuclear hipotética, simulada segundo metodologia
compatível com os Regulatory Guides 1.111 e 1.145 da U.S. NRC e
com a norma CNEN NN 1.22 – Programas de Meteorologia de
Apoio a Usinas Nucleares. As áreas hachuradas representam a distribuição de χ/Q, enquanto
as isolinhas contínuas em preto representam a topografia (altitude
em metros).
Com base nas informações fornecidas e nos princípios de
dispersão atmosférica, analise os itens a seguir: I. Os maiores valores de χ/Q ocorrem nas áreas próximas à fonte
emissora e indicam maior potencial de dose para receptores
localizados a jusante da direção do vento predominante.
II. O formato alongado das regiões hachuradas sugere vento
predominante de sudeste e noroeste durante o período
simulado.
III. A presença de relevo mais elevado, destacado pelo forte
gradiente das isoípsas, pode influenciar a dispersão,
canalizando ou bloqueando parcialmente a pluma de
poluentes.
IV. A norma CNEN NN 1.22 e o Regulatory Guide 1.145
recomendam o uso de dados meteorológicos locais e
modelagem de dispersão em função da estabilidade
atmosférica e da topografia local.
Está correto o que se afirma em
Q728
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de Geografia
A dinâmica climática é um elemento crucial dos sistemas
naturais com profunda influência no planejamento
municipal. No contexto do Cerrado goiano, a definição de
um período bem delimitado de seca e outro de chuva
caracteriza o clima como
Q720
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de Geografia
As mudanças ambientais globais têm reflexos diretos nas
escalas locais. Para um município do interior de Goiás, um
dos impactos locais previsíveis associados ao fenômeno do
aquecimento global é
Q247568
UECE-CEV - 2025 - UECE - Geografia e História - 2ª Fase - 2º Dia (1º Semestre de 2026)
A região Sul do Brasil, composta pelos estados do Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tem uma geografia marcada
por um relevo diversificado, com planaltos, serras e planícies, e
um clima com baixas temperaturas no inverno, geadas e até neve
nas áreas de maior altitude, além de chuvas bem distribuídas ao
longo do ano. O clima predominante nessa região é o
Q245331
IDCAP - 2025 - Fundação Renascer - SE - Agente Socioeducativo
Sergipe apresenta variações climáticas internas que refletem sua posição geográfica na
zona intertropical, a influência de massas de ar úmidas atlânticas e o gradiente
altitudinal que separa as faixas litorâneas, o agreste e o sertão. Considerando os
regimes atmosféricos que atuam no estado, é correto afirmar que:
Q234109
FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Gravataí - RS - Professor de Ensino Fundamental - Séries Finais - Ciências
Ano: 2025
Órgão:
Prefeitura de Gravataí - RS
Banca:
FUNDATEC
Matéria:
Meteorologia
Assunto: Climatologia
Durante a análise de séries históricas de dados atmosféricos, um grupo de estudantes
observou que, em uma mesma região, episódios de chuvas intensas ocorreram mesmo em anos
classificados como de “clima seco” pelos órgãos meteorológicos, sendo essa classificação baseada em
médias pluviométricas de 30 anos. Considerando os conceitos de tempo atmosférico, clima e
variabilidade climática, assinale a alternativa correta.
Q230234
IF-MT - 2024 - IF-MT - Tecnólogo em Gestão Pública
Eventualmente, entre os meses de outono e inverno, o estado de Mato Grosso, especificamente o centro-sul,
sofre a atuação de uma massa de ar proveniente do sul do país que provoca queda repentina da temperatura,
sendo o fenômeno conhecido como: