Questões de Concursos Públicos - Medicina
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Q4585
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Homem, 47 anos, previamente hígido, é admitido no
pronto atendimento após apresentar hematêmese volumosa enquanto jantava. Relata que, nos últimos 3 meses,
vinha percebendo astenia progressiva, perda de 6 kg e
episódios de epistaxe espontânea, que atribuía ao clima
seco. Nega doenças prévias, mas refere uso frequente de
anti-inflamatórios não esteroidais por dor lombar crônica.
Na avaliação inicial, encontra-se pálido, sudorético e
confuso. PA: 86 x 54 mmHg; FC: 132 bpm; FR: 24 ipm;
SpO2: 95% em ar ambiente. Extremidades frias, enchimento capilar 4 segundos. Abdome doloroso em epigástrio, sem visceromegalias palpáveis. Ausculta pulmonar
sem alterações. Foram puncionados dois acessos periféricos e coletados exames, cujos resultados iniciais
foram: Hb: 6,8 g/dL; Ht: 21%; Plaquetas: 38.000/mm3;
TAP prolongado (INR 1,9); TTPA prolongado; Fibrinogênio: 98 mg/dL; D-dímero: > 10.000 ng/mL; Creatinina:
1,8 mg/dL (prévia desconhecida); Transaminases discretamente elevadas; Gasometria: acidose metabólica leve.
Enquanto aguarda transfusão, o paciente apresenta novo
episódio de hematêmese em grande volume, evoluindo
com piora do rebaixamento do nível de consciência e
queda da PA para 72 x 40 mmHg. Considerando o quadro clínico, a hipótese fisiopatológica
predominante e a conduta imediata adequada, além de
transfusão de hemácias, que representa a intervenção
prioritária é
Q4584
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Mulher, 28 anos, procura o pronto atendimento com
história de gastroenterite, há 48 horas, com mais de 12
episódios de diarreia aquosa, nas últimas 24 horas, e
vômitos frequentes. Refere que não consegue ingerir
líquidos adequadamente. Nas últimas 6 horas, percebeu piora importante do mal-estar, tontura ao levantar e
redução importante do volume urinário. Exame físico:
Estado geral: prostrada, olhos encovados e mucosas
muito secas; PA: 92 x 58 mmHg em repouso, reduzindo para 78 x 52 mmHg ao se sentar; FC: 126 bpm;
FR: 20 irpm; Temperatura: 37,1 ºC. Enchimento capilar:
4 segundos. Turgor cutâneo diminuído. Ausculta: sem
alterações. Abdome: ruídos hidroaéreos aumentados.
Laboratório inicial: Sódio: 150 mEq/L; Potássio: 3,1 mEq/L;
Creatinina: 1,6 mg/dL; Gasometria com alcalose metabólica leve; Hematócrito discretamente elevado. Considerando o quadro clínico, qual a conduta inicial
apropriada no manejo dessa paciente?
Q4583
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Homem de 62 anos, portador de linfoma difuso de
grandes células B, iniciou seu primeiro ciclo de quimioterapia há 36 horas. Ele chega ao pronto atendimento por
apresentar náuseas intensas, vômitos, dor abdominal
difusa e sensação de fraqueza generalizada. Relata que,
desde a noite anterior, urinou pouco, apesar de estar
tentando manter boa hidratação oral, conforme recomendado pelo oncologista. No exame físico: Estado geral: cansado, mas orientado; PA: 104 x 66 mmHg; FC: 112 bpm;
FR: 22 irpm; SpO2: 96% em ar ambiente. Sem sinais de
congestão pulmonar. Abdome levemente doloroso, sem
peritonismo. Extremidades perfundidas, sem edema, e
sem sinais de desidratação grave. Os exames laboratoriais mostram: Potássio: 6,3 mEq/L; Fósforo: 6,8 mg/dL;
Cálcio: 7,1 mg/dL; Ácido úrico: 12,7 mg/dL; Creatinina:
2,1 mg/dL (basal 1,0 mg/dL); DHL: 2.100 U/L; ECG:
ondas T apiculadas difusas. A oncologia já havia prescrito hidratação endovenosa, nas primeiras 24 horas após
a quimioterapia, com adesão parcial. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, porém com clara
piora da função renal e distúrbios metabólicos graves. Considerando o quadro clínico e laboratorial, qual é a
conduta prioritária apropriada nesse momento, além da
administração de gluconato de cálcio?
Q4582
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Homem, 71 anos, hipertenso, diabético e com histórico de infarto do miocárdio prévio, chega ao pronto atendimento com
dispneia súbita, há 40 minutos, acompanhada de ortopneia intensa e sensação de sufocamento. Estava em repouso
quando iniciou o quadro. Faz uso irregular de enalapril e furosemida há meses. Na chegada, apresenta-se extremamente
ansioso, sentado e apoiado nos braços. Avaliação inicial: PA: 198 x 112 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 32 irpm; SpO2: 86%
em ar ambiente. Perfusão periférica preservada. Estertores bolhosos difusos até metade dos campos pulmonares.
Não há sinais de choque. Turgência jugular leve. Ausculta cardíaca: B3 audível. Extremidades sem edema importante.
Gasometria arterial em O2
por cateter 3 L/min: pH: 7,31; pCO2: 32 mmHg; pO2: 54 mmHg; HCO3: 16 mEq/L; Lactato
normal. Radiografia de tórax: congestão pulmonar acentuada e aumento leve da área cardíaca. O ECG está ilustrado
a seguir:
Com base no quadro clínico e na imagem apresentados, é correto afirmar que a conduta inicial apropriada, nesse
momento, é
Q4581
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Um homem de 34 anos, previamente hígido, é trazido ao pronto atendimento após apresentar cefaleia intensa há 24 horas,
descrita como a “pior da vida”, associada a múltiplos episódios de vômitos em jato. Nas últimas 6 horas, evoluiu com sonolência progressiva e dificuldade para manter a atenção. A companheira relata que o paciente vinha utilizando analgésicos em
excesso nas últimas semanas devido a dor cervical após uma queda leve durante atividade física, mas não procurou serviço
médico na época. Na admissão: Glasgow: 13 (abertura ocular = 3, resposta verbal = 4, resposta motora = 6). Pupilas isocóricas, porém com resposta lenta à luz; PA: 158 x 98 mmHg; FC: 58 bpm; FR: 20 irpm; SpO2: 98% em ar ambiente. Fundoscopia: borramento difuso de bordas papilares. Rigidez de nuca ausente. Sinais de lateralização ausentes. Após a admissão
e avaliação inicial o paciente apresenta piora do nível de consciência (Glasgow 10) e episódio de bradicardia (48 bpm) com
elevação da pressão arterial para 170 x 100 mmHg. Uma tomografia de crânio é solicitada antes de punção lombar, mas
ainda não foi realizada. Diante da principal suspeita diagnóstica, a conduta imediata apropriada no atendimento inicial é
Q4580
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Homem, 29 anos, portador de diabetes mellitus tipo 1
desde os 17 anos, é trazido ao pronto atendimento por
sua namorada devido a quadro de fraqueza intensa, náuseas, dor abdominal difusa e respiração ofegante com início na manhã do mesmo dia. Ela relata que o paciente
havia interrompido o uso de insulina basal, há 3 dias,
porque acreditou que estava “comendo pouco demais”
devido a uma virose. Depois disso, evoluiu com poliúria, polidipsia e perda acentuada de peso. Na avaliação
de admissão: Estado geral: sonolento, porém despertável; Glasgow: 14; PA: 102 x 64 mmHg; FC: 124 bpm;
FR: 28 irpm, respiração profunda e ruidosa; SpO2: 97%
em ar ambiente; Temperatura: 37,4 ºC. Pele seca, turgor
diminuído. Halitose cetótica evidente. Abdome: dor difusa à
palpação, sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais iniciais: Glicemia: 458 mg/dL; pH arterial: 7,09;
HCO3: 8 mEq/L; pCO2: 22 mmHg; Potássio: 4,9 mEq/L;
Sódio: 132 mEq/L; Cetonas séricas fortemente positivas;
Lactato: 1,9 mmol/L; Creatinina: 1,4 mg/dL. Foi puncionado acesso venoso calibroso e iniciada monitorização.
O paciente encontra-se hemodinamicamente estável. Diante desse quadro, a primeira intervenção terapêutica
apropriada é
Q4579
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Paciente de 58 anos, sexo masculino, portador de cirrose
hepática alcoólica Child-Pugh C, é trazido ao pronto
atendimento pela família após apresentar sonolência
progressiva nas últimas 12 horas. Relatam que, no dia
anterior, ele teve dois episódios de vômitos alimentares e
que, desde então, recusou a maior parte das refeições.
Também mencionam que ele vinha apresentando fezes
escurecidas nos últimos dias. Exame físico na admissão:
Estado geral: sonolento, desperta ao estímulo verbal
intenso; Glasgow: 13; PA: 102 x 68 mmHg; FC: 98 bpm;
FR: 20 irpm; SpO2: 97%; pupilas isocóricas e reativas;
Icterícia 2+/4+. Aranhas vasculares em tórax. Abdome
globoso, com sinal do piparote positivo. Presença de
asterixis ao estender as mãos. Sem sinais de meningismo ou sinais neurológicos focais. Resultados laboratoriais
iniciais: Hemoglobina: 8,2 g/dL; Sódio: 128 mEq/L;
Potássio: 4,1 mEq/L; amônia plasmática elevada;
Bilirrubina total: 5,1 mg/dL; INR: 1,9; Creatinina: 1,3 mg/dL;
Glicemia: 108 mg/dL; a gasometria arterial mostra pH:
7,42 e pCO2: 34 mmHg. Considerando o quadro clínico exposto, assinale a alternativa que apresenta a intervenção prioritária após monitorização e estabilização inicial.
Q4578
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Mulher, 36 anos, previamente hígida, é trazida ao
pronto atendimento após apresentar um episódio
súbito de perda de consciência enquanto conversava
com colegas no trabalho. Testemunhas relatam que
ela caiu da cadeira, apresentou rigidez generalizada,
seguida de abalos tônico-clônicos, por aproximadamente dois minutos, com liberação de saliva espumosa e
leve mordedura de língua. Após o evento, permaneceu
confusa e sonolenta por cerca de 20 minutos. Na chegada
ao hospital, encontra-se mais desperta, porém desorientada no tempo, e com cefaleia intensa. Nega uso de drogas recreativas ou novos medicamentos. Refere apenas
uma infecção respiratória alta há cerca de uma semana.
Na avaliação inicial: PA: 128 x 82 mmHg; FC: 104 bpm;
temperatura: 37,8 ºC; glicemia capilar: 102 mg/dL. O
exame neurológico mostra lentificação psicomotora e
discreta dificuldade de nomeação, mas sem déficits motores localizados. Pupilas simétricas e reativas. Ausência
de sinais meníngeos. Foram realizados alguns exames iniciais no pronto atendimento: Sódio: 132 mEq/L; Potássio:
4,3 mEq/L; Magnésio: 1,7 mg/dL; Hemograma sem alterações relevantes. A tomografia de crânio sem contraste
não revelou hemorragia ou lesões expansivas. A paciente
permanece estável, porém ainda com leve sonolência e
sem novo episódio convulsivo. Considerando o quadro e o momento atual do atendimento, qual é a próxima conduta apropriada?
Q4577
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Uma jovem de 22 anos, previamente saudável, é avaliada no pronto atendimento após episódio de desmaio
durante apresentação acadêmica. Ela relata que estava
em pé há vários minutos, sentiu calor súbito, tontura, visão escurecida e náuseas antes de perder a consciência.
Colegas afirmam que ela caiu lentamente, sem rigidez
corporal ou movimentos anormais, e recuperou-se em
cerca de 30 segundos, acordando pálida, mas orientada.
No hospital, encontra-se afebril, hidratada e sem queixas.
PA: 108 x 70 mmHg em repouso, com leve queda para
96 x 68 mmHg ao se levantar; FC: passa de 78 para
102 bpm na ortostase. Ausculta cardíaca e pulmonar
normais. Ausência de déficit neurológico.Glicemia capilar normal. Relata que dormiu mal na noite anterior, não
tomou café da manhã e estava bastante ansiosa com a
apresentação. Não usa medicamentos e não há história
familiar de morte súbita. Com base no relato apresentado, é correto afirmar que a
conduta apropriada, nesse momento, é