Questões de Concursos Públicos - Geologia
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Q100250
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
O lago da UHE Três Marias tem, obviamente, vazões afluente e defluente distintas
(CEMIG 2018) em função de diversos fatores naturais e antrópicos. Esses regimes
são apresentados, nos gráficos abaixo, para o período compreendido entre
agosto/2017 e dezembro/2017. Atente-se para as diferentes escalas no eixo das
ordenadas. Fonte dos dados:
http://www.cemig.com.br/pt-br/a_cemig/nossos_negocios/usinas/Paginas/Tr%C3%AAs_Marias_dados.aspx
Fazem-se as seguintes afirmações:
I. A curva que se refere à vazão afluente corresponde, possivelmente, a um
padrão associado à concentração de chuvas nas bacias de captação superficial dos rios que deságuam no reservatório; a de vazão defluente, por sua
vez, mostra um padrão artificialmente truncado.
II. Em face do isolamento dos regimes pluviométricos de montante e de jusante
pela UHE Três Marias, alterações substanciais nos volumes afluentes não
terão impacto perceptível nos volumes defluentes, o que garante a estabilidade da oferta hídrica a jusante da UHE em longo prazo.
III. A UHE de Três Marias impõe sensível alteração no caudal do rio São Francisco, na medida em que o aumento de volume associado à vazão afluente,
i.e., a montante da UHE, é normalizado a jusante da mesma; o controle do
nível a jusante passa a ser, portanto, exclusivamente antrópico. Está CORRETO apenas o que se afirma em:
Q100249
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Sobre os estados de tensão em maciços de solo, fazem-se as seguintes afirmações: I. Em solos saturados, tanto as tensões normais quanto as cisalhantes são transmitidas pelos grãos e pela água, de maneira que a resistência mecânica do conjunto seja correspondente à média das resistências mecânicas das frações sólida e fluida. II. A compressibilidade dos solos é consequência do deslocamento relativo das partículas sólidas e da expulsão de fluidos intergranulares: a compressão individual do grão é desprezível em comparação com as variações volumétricas geradas pelo deslocamento das partículas sólidas. III. O fato de os solos não resistirem a tensões de tração significa que as tensões normais entre grãos não podem ter valores negativos, ao passo que a poropressão pode ser positiva (tendência à saturação) ou negativa (por drenagem ou sucção).
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
Q100248
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Fazem-se as seguintes afirmações sobre o mesmo tema:
I. A resistência ao cisalhamento do solo não é uma grandeza fixa, pois, durante o processo de fluxo, podem ocorrer variações na poropressão que levam a mudanças na tensão efetiva e, consequentemente, a alterações da
resistência mecânica do solo.
II. A estabilidade de uma estrutura lançada sobre solos é função direta da resposta da poropressão durante e após a obra; em solos granulares, a variação na poropressão é instantaneamente transmitida aos grãos, mas o restabelecimento do equilíbrio hidráulico é lento em solos argilosos.
III. A variação entre os valores inicial e final de poropressão num solo argiloso
submetido a escavação independe do tipo de argila, pois a resistência ao
cisalhamento decorre essencialmente da textura e não da composição do
material. Está CORRETO o que se afirma em:
Q100247
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Fazem-se as seguintes afirmações sobre o tema:
I. Escorregamentos são movimentos de massa rápidos cuja deflagração
ocorre quando as tensões cisalhantes desenvolvidas no maciço atingem a
resistência cisalhante do material, definindo-se uma superfície de ruptura
segundo as zonas de menor resistência interna.
II. Os escorregamentos são classificados, por exemplo, segundo critérios geométricos, reconhecendo-se superfícies planares, circulares, em cunha ou
mistas que podem se desenvolver a partir da interação de fatores estruturais
e geomorfológicos, de um lado, e antrópicos, de outro.
III. Os movimentos de massa podem ser deflagrados pelo aumento da solicitação aplicada a porções de um maciço - como decorre, por exemplo, da remoção lateral ou basal de massa -, bem como por fatores ligados a solicitações dinâmicas - decorrentes de tráfego ou explosões, por exemplo.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100246
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Em termos da relação entre magnitude e frequência de ocorrência, Gutenberg e
Richter propõem que
log N = a - bMs
tanto regional quanto globalmente: a frequência de sismos aumenta de cerca de
10 vezes quando a magnitude diminui uma unidade. Ms é, portanto, tomada como
equivalente a M (limitada a aproximadamente 8.9 na escala original de Richter),
ML e Mw para efeito do cálculo da estabilidade estrutural em engenharia. Fonte: Bullen, K. E. & Bolt, B. A. An introduction to the theory of seismology. Cambridge: University
Press, 1985, p. 377ss (adaptado).
O gráfico apresentado abaixo colige parte dos dados oferecidos pelo USGS sobre
o número de eventos sísmicos ocorridos na última década, os quais perfazem um
total apreciável em âmbito mundial. Nota-se uma elevação do número de terremotos em 2013, atingindo-se valores pouco acima de 1.2x105 eventos a partir de
2014. Sobre o tema, fazem-se as seguintes afirmações:
I. O aumento de sismicidade observado no período de amostragem implica
maior risco para áreas suscetíveis, uma vez que a combinação de eventos
incidentes sobre uma mesma região leva à redução da estabilidade estrutural de edificações.
II. O gráfico indica que a formulação proposta por Gutenberg e Richter deve
ser revista à luz dos dados compreendidos no período, pois a relação numérica entre sismos de diversas magnitudes foi alterada pelo aumento dos
totais mundiais apontados pelo USGS.
III. O aumento do número de eventos sísmicos apontado pelo USGS é reflexo
de inovações tecnológicas e da expansão da malha de monitoração sismológica mundial no período, o que permite a detecção de maior número de
fenômenos dessa natureza.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100245
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Além de ocorrerem naturalmente, os sismos são, por vezes, causados pelas atividades humanas. Há casos bem documentados de eventos associados, por exemplo, à injeção de fluidos em poços profundos, à elevação do nível em grandes reservatórios e à detonação de cargas nucleares subterrâneas. Em todos esses casos, o mecanismo de indução seria identificado com o alívio de strain regional mediante a instalação de pequenas variações no campo de strain local, as quais levariam ao desenvolvimento de fraturas ou à ativação de falhas.
Os sismos induzidos de maior magnitude não são apenas associados a grandes
reservatórios, mas, em diversos aspectos, implicam os problemas teóricos e práticos mais relevantes. O efeito indutivo é, naturalmente, mais marcado em grandes
reservatórios, definidos por profundidades maiores do que 100 m e volumes maiores do que 1 km3
. Fazem-se, sobre o tema exposto, as seguintes afirmativas:
I. Os sismos induzidos são, necessariamente, de pequena profundidade, haja
vista o restrito alcance da interferência humana no subsolo; além disso, têm
magnitude muito reduzida, o que limita sua detecção a estações sismográficas locais de grande sensibilidade.
II. O stress devido à carga da água nos reservatórios é muito pequeno para
fraturar rochas competentes; portanto, a cessão é explicada pela preexistência de strain local devido a forças tectônicas que já acumulam, na vizinhança de um reservatório, stress próximo do ponto de ruptura.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100244
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
No Art. 3º da Resolução Normativa no 696, de 15/12/2015, a ANEEL determina a
classificação das barragens destinadas à geração de energia elétrica, segundo
matriz de traços reproduzida abaixo:
Sobre o disposto na RN 696/2015, fazem-se as seguintes afirmativas:
I. As categorias de risco que compõem a matriz final de classificação de uma
dada barragem são estimadas em termos de variáveis como o volume total
do reservatório, o potencial de perda de vidas humanas, o impacto ambiental
e o impacto socioeconômico em caso de ruptura.
II. O dano potencial associado é dependente de fatores como as características técnicas da estrutura, seu estado de conservação e a consistência do
plano de segurança da barragem, incluindo desde a documentação do projeto até os relatórios de inspeção e monitoramento.
III. O impacto ambiental, na composição do cálculo final da classe de uma dada
barragem, decorre da possibilidade de atribuição de interesse ambiental relevante à área afetada pela barragem ou da existência de legislação específica a proteger a área afetada pela barragem.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100243
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Ano: 2018
Órgão:
CEMIG - MG
Banca:
FUMARC
Matéria:
Geologia
Assunto: Aspectos Legais e Burocráticos na Geologia
Sobre o mesmo tema, fazem-se as seguintes afirmações:
I. A extensão e o detalhamento do Plano de Segurança devem ser proporcionais à complexidade da barragem e suficientes para garantir as condições
adequadas de sua operação, exigindo-se, em função da classe do empreendimento, estudos de rompimento e de propagação da cheia associada.
II. A área de abrangência dos estudos implicados no Plano de Segurança de
uma barragem de classe A ou B deve compreender barramentos de jusante
que ofereçam capacidade volumétrica e estrutura para amortecimento de
cheias associadas ao rompimento da barragem a montante. III. Inspeções de segurança regulares devem ser realizadas sempre que houver
alteração do nível de segurança de uma barragem; entretanto, mesmo que
conduzidas com a periodicidade estabelecida na RN 696/2015, é indispensável monitorar contínua e sistematicamente a barragem.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100038
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Engenheiro de Meio Ambiente JR
Considerando as tipologias especiais de ambiente, podemos definir os Terrenos
Cársticos como
Q99812
UECE-CEV - 2018 - Funceme - Pesquisador - Recursos Hídricos - Hidrogeologia
Sobre as características da geomorfologia
fluvial, assinale a afirmação verdadeira.