Questões de Concursos Públicos - Filosofia
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Q105222
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Heráclito dizia que tudo flui, nada persiste nem permanece o mesmo. O ser não é mais que o vir a
ser. Tu não podes descer duas vezes no mesmo rio. Já Parmênides dizia que seria contraditório buscar a essência naquilo que está sempre mudando. O ser é e o não ser não é” (COTRIM, Gilberto.
Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 209-210. Adaptado).
De acordo com o texto acima, Heráclito se contrapõe a Parmênides, porque ele defende
Q105221
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Para não correr o risco de se enganar, Descartes decide considerar falso o que é só verossímil.
Começa, pois, por submeter tudo à dúvida: ‘Suponho que todas as coisas que vejo são falsas. Fixome bem que nada existiu de tudo o que minha memória me representa. Penso não ter nenhum órgão
de sentidos. Creio que o corpo, a figura, a extensão, o movimento e o lugar são invenções do meu
espírito. Então, o que posso considerar verdadeiro?’. Não é uma dúvida psicológica, nem a dúvida dos
céticos. Ao contrário. Essa dúvida hiperbólica está a serviço de fortalecer um espírito que busca a
certeza. Eis o que resta: ‘Embora eu quisesse pensar que tudo era falso, era preciso necessariamente
que eu, que assim pensava, fosse alguma coisa. Observando que essa verdade, 'penso, logo sou',
era tão firme e sólida que nenhuma das mais extravagantes hipóteses dos céticos seria capaz de
abalá-la, julguei que podia aceitá-la como o princípio primeiro da filosofia que procurava" (BENJAMIN,
César. Folha de São Paulo, São Paulo, 18 de setembro de 2011, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il1809201105.htm).
Conforme o trecho acima, Descartes, com o argumento do “penso, logo existo”, busca alcançar
Q105220
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o seguinte diálogo, entre Adso de Melk e Guilherme de Baskerville, personagens do romance "O
nome da rosa", de Umberto Eco, cuja história se passa na Itália no final do ano de 1327.
Adso: "Porém, quando vós lestes as pegadas sobre a neve e nos ramos, ainda não conhecíeis (o
cavalo) Brunello. De certo modo, os rastros nos falavam de todos os cavalos, ou pelo menos de todos
os cavalos daquela espécie. Não devemos então dizer que o livro da natureza nos fala só por meio de
essências, como afirmam admiráveis filósofos?" [...]
Guilherme: "Só então soube que meu raciocínio anterior me levara para perto da verdade. De modo
que as ideias, que eu usava antes para figurar-me um cavalo que ainda não tinha visto, eram puros
signos, como eram signos da ideia de cavalo as pegadas (que vimos) sobre a neve: e usam-se signos
e signos de signos apenas quando nos fazem falta as coisas".
Adso (refletindo sobre o seu mestre Guilherme): "Outras vezes eu o tinha escutado falar com muito
ceticismo das ideias universais e com grande respeito das coisas individuais: e depois parece que
essa tendência ele a tivesse tanto por ser britânico como por ser franciscano". (ECO, Umberto. O
nome da rosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. p. 42-43. Adaptado).
O título do livro, “O nome da rosa”, faz referência a um importante debate filosófico ocorrido na Idade
Média acerca do valor e da exatidão dos nomes (palavras), principalmente em relação ao conhecimento científico. O diálogo acima entre Adso e Guilherme retrata bem esse debate filosófico, sendo
que Adso representa a corrente filosófica chamada de ________ e Guilherme a chamada de
_____________.
As duas lacunas do texto são preenchidas corretamente por:
Q105217
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Até agora se supôs que todo o nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém todas
as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através do que ampliaria o nosso conhecimento, fracassaram sob esta pressuposição. Por isso tente-se ver uma vez se
não progredimos melhor nas tarefas da metafísica admitindo que os objetos têm que se regular pelo
nosso conhecimento” (KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p. 12.
Adaptado).
Nesta passagem, Kant apresenta sua proposta de fazer uma “revolução copernicana” na metafísica,
que consistiria em fazer com que o conhecimento do objeto dependesse de
Q105215
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência
dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos
meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os
meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos dominantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto,
a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as
ideias de sua dominação” (MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48.
Adaptado).
Marx, no trecho acima, está se referindo à ideologia, cuja função é fazer com que as ideias
Q105214
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Wittgenstein nas Investigações Filosóficas diz que a significação de uma palavra é o seu uso na
linguagem” (WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 28.
Adaptado).
Assim, por exemplo, na frase “o Sr. Branco é branco”, a palavra “branco” tem dois significados diferentes, pois ela é usada como nome próprio no início da frase e como designação de uma cor no final
da frase.
A consequência disso é que as palavras, conceitos e nomes
Q105213
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“A ética é a reflexão filosófica que visa fazer com que, diante da necessidade de decidir sobre como
proceder em determinadas circunstâncias, a pessoa aja de modo correto; bem como servir de parâmetro para avaliar um determinado ato realizado por outro indivíduo como sendo ou não eticamente
correto. Porém, a ética não pode ser vista dissociada da realidade sociocultural concreta. Os valores
éticos de uma comunidade variam de acordo com o ponto de vista histórico e dependem de circunstâncias determinadas” (MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Zahar, 2007,
p. 9-10. Adaptado).
No texto acima, Marcondes afirma que a ética é a reflexão filosófica que avalia as regras de comportamento humano. Isto significa que o comportamento humano NÃO é determinado
Q105212
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Durante o inverno de 1919-1920, essas considerações me levaram a conclusões que posso agora
reformular da seguinte maneira: (1) É fácil obter confirmações ou verificações para quase toda teoria
– desde que as procuremos. (2) As confirmações só devem ser consideradas se resultarem de predições arriscadas. (3) Toda teoria científica “boa” é uma proibição: ela proíbe certas coisas de acontecer.
Quanto mais uma teoria proíbe, melhor ela é. (4) A teoria que não for refutada por qualquer acontecimento concebível não é científica. A irrefutabilidade não é uma virtude, como freqüentemente se
pensa, mas um vício” (POPPER, Karl. Conjecturas e Refutações. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1982, p. 66. Adaptado).
No trecho acima, Popper critica o princípio de verificabilidade como critério de demarcação entre ciência e não ciência, propondo um novo princípio. Segundo ele, o critério de cientificidade de uma
teoria é a refutabilidade, ou seja,
Q105211
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Kant recusa tanto o empirismo como o racionalismo; existem ideias puras da razão – mas meramente
como princípios regulativos a serviço da experiência. Demonstrando a existência de certas condições
da experiência não empíricas e, portanto, universalmente válidas. Kant mostra que a metafísica é
possível, mas em contraposição ao racionalismo, somente como teoria da experiência, e não como
uma ciência que transcende o âmbito da experiência; e, à diferença do empirismo, não como teoria
empírica, senão como teoria transcendental da experiência” (HÖFFE, Otfried. Immanuel Kant. São
Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 39-40. Adaptado).
Otfried Höffe afirma que Kant elabora, com a sua teoria do conhecimento, uma nova metafísica fundada em uma “teoria transcendental da experiência”, capaz de superar o racionalismo e o empirismo
porque mantém
Q105210
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Onde está a necessidade da filosofia? Está no fato de que ela, por meio da reflexão, permite que o
homem tenha mais que uma dimensão, além daquela que é dada pelo agir imediato no qual o “homem
prático” se encontra mergulhado. É ela que permite o distanciamento para a avaliação dos fundamentos dos atos humanos e dos fins a que eles se destinam. É ela que reúne o pensamento fragmentado
da ciência e o reconstrói na sua unidade. É ela que retoma a ação pulverizada no tempo e procura
compreendê-la” (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1986, p. 48,
Adaptado).
Segundo o trecho acima, o pensamento filosófico é necessário aos seres humanos, porque desenvolve as capacidades de