Questões de Concursos Públicos - VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
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Q4583
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Homem de 62 anos, portador de linfoma difuso de
grandes células B, iniciou seu primeiro ciclo de quimioterapia há 36 horas. Ele chega ao pronto atendimento por
apresentar náuseas intensas, vômitos, dor abdominal
difusa e sensação de fraqueza generalizada. Relata que,
desde a noite anterior, urinou pouco, apesar de estar
tentando manter boa hidratação oral, conforme recomendado pelo oncologista. No exame físico: Estado geral: cansado, mas orientado; PA: 104 x 66 mmHg; FC: 112 bpm;
FR: 22 irpm; SpO2: 96% em ar ambiente. Sem sinais de
congestão pulmonar. Abdome levemente doloroso, sem
peritonismo. Extremidades perfundidas, sem edema, e
sem sinais de desidratação grave. Os exames laboratoriais mostram: Potássio: 6,3 mEq/L; Fósforo: 6,8 mg/dL;
Cálcio: 7,1 mg/dL; Ácido úrico: 12,7 mg/dL; Creatinina:
2,1 mg/dL (basal 1,0 mg/dL); DHL: 2.100 U/L; ECG:
ondas T apiculadas difusas. A oncologia já havia prescrito hidratação endovenosa, nas primeiras 24 horas após
a quimioterapia, com adesão parcial. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, porém com clara
piora da função renal e distúrbios metabólicos graves. Considerando o quadro clínico e laboratorial, qual é a
conduta prioritária apropriada nesse momento, além da
administração de gluconato de cálcio?
Q4582
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Homem, 71 anos, hipertenso, diabético e com histórico de infarto do miocárdio prévio, chega ao pronto atendimento com
dispneia súbita, há 40 minutos, acompanhada de ortopneia intensa e sensação de sufocamento. Estava em repouso
quando iniciou o quadro. Faz uso irregular de enalapril e furosemida há meses. Na chegada, apresenta-se extremamente
ansioso, sentado e apoiado nos braços. Avaliação inicial: PA: 198 x 112 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 32 irpm; SpO2: 86%
em ar ambiente. Perfusão periférica preservada. Estertores bolhosos difusos até metade dos campos pulmonares.
Não há sinais de choque. Turgência jugular leve. Ausculta cardíaca: B3 audível. Extremidades sem edema importante.
Gasometria arterial em O2
por cateter 3 L/min: pH: 7,31; pCO2: 32 mmHg; pO2: 54 mmHg; HCO3: 16 mEq/L; Lactato
normal. Radiografia de tórax: congestão pulmonar acentuada e aumento leve da área cardíaca. O ECG está ilustrado
a seguir:
Com base no quadro clínico e na imagem apresentados, é correto afirmar que a conduta inicial apropriada, nesse
momento, é
Q4581
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Um homem de 34 anos, previamente hígido, é trazido ao pronto atendimento após apresentar cefaleia intensa há 24 horas,
descrita como a “pior da vida”, associada a múltiplos episódios de vômitos em jato. Nas últimas 6 horas, evoluiu com sonolência progressiva e dificuldade para manter a atenção. A companheira relata que o paciente vinha utilizando analgésicos em
excesso nas últimas semanas devido a dor cervical após uma queda leve durante atividade física, mas não procurou serviço
médico na época. Na admissão: Glasgow: 13 (abertura ocular = 3, resposta verbal = 4, resposta motora = 6). Pupilas isocóricas, porém com resposta lenta à luz; PA: 158 x 98 mmHg; FC: 58 bpm; FR: 20 irpm; SpO2: 98% em ar ambiente. Fundoscopia: borramento difuso de bordas papilares. Rigidez de nuca ausente. Sinais de lateralização ausentes. Após a admissão
e avaliação inicial o paciente apresenta piora do nível de consciência (Glasgow 10) e episódio de bradicardia (48 bpm) com
elevação da pressão arterial para 170 x 100 mmHg. Uma tomografia de crânio é solicitada antes de punção lombar, mas
ainda não foi realizada. Diante da principal suspeita diagnóstica, a conduta imediata apropriada no atendimento inicial é
Q4580
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Homem, 29 anos, portador de diabetes mellitus tipo 1
desde os 17 anos, é trazido ao pronto atendimento por
sua namorada devido a quadro de fraqueza intensa, náuseas, dor abdominal difusa e respiração ofegante com início na manhã do mesmo dia. Ela relata que o paciente
havia interrompido o uso de insulina basal, há 3 dias,
porque acreditou que estava “comendo pouco demais”
devido a uma virose. Depois disso, evoluiu com poliúria, polidipsia e perda acentuada de peso. Na avaliação
de admissão: Estado geral: sonolento, porém despertável; Glasgow: 14; PA: 102 x 64 mmHg; FC: 124 bpm;
FR: 28 irpm, respiração profunda e ruidosa; SpO2: 97%
em ar ambiente; Temperatura: 37,4 ºC. Pele seca, turgor
diminuído. Halitose cetótica evidente. Abdome: dor difusa à
palpação, sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais iniciais: Glicemia: 458 mg/dL; pH arterial: 7,09;
HCO3: 8 mEq/L; pCO2: 22 mmHg; Potássio: 4,9 mEq/L;
Sódio: 132 mEq/L; Cetonas séricas fortemente positivas;
Lactato: 1,9 mmol/L; Creatinina: 1,4 mg/dL. Foi puncionado acesso venoso calibroso e iniciada monitorização.
O paciente encontra-se hemodinamicamente estável. Diante desse quadro, a primeira intervenção terapêutica
apropriada é
Q4579
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Paciente de 58 anos, sexo masculino, portador de cirrose
hepática alcoólica Child-Pugh C, é trazido ao pronto
atendimento pela família após apresentar sonolência
progressiva nas últimas 12 horas. Relatam que, no dia
anterior, ele teve dois episódios de vômitos alimentares e
que, desde então, recusou a maior parte das refeições.
Também mencionam que ele vinha apresentando fezes
escurecidas nos últimos dias. Exame físico na admissão:
Estado geral: sonolento, desperta ao estímulo verbal
intenso; Glasgow: 13; PA: 102 x 68 mmHg; FC: 98 bpm;
FR: 20 irpm; SpO2: 97%; pupilas isocóricas e reativas;
Icterícia 2+/4+. Aranhas vasculares em tórax. Abdome
globoso, com sinal do piparote positivo. Presença de
asterixis ao estender as mãos. Sem sinais de meningismo ou sinais neurológicos focais. Resultados laboratoriais
iniciais: Hemoglobina: 8,2 g/dL; Sódio: 128 mEq/L;
Potássio: 4,1 mEq/L; amônia plasmática elevada;
Bilirrubina total: 5,1 mg/dL; INR: 1,9; Creatinina: 1,3 mg/dL;
Glicemia: 108 mg/dL; a gasometria arterial mostra pH:
7,42 e pCO2: 34 mmHg. Considerando o quadro clínico exposto, assinale a alternativa que apresenta a intervenção prioritária após monitorização e estabilização inicial.
Q4578
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Mulher, 36 anos, previamente hígida, é trazida ao
pronto atendimento após apresentar um episódio
súbito de perda de consciência enquanto conversava
com colegas no trabalho. Testemunhas relatam que
ela caiu da cadeira, apresentou rigidez generalizada,
seguida de abalos tônico-clônicos, por aproximadamente dois minutos, com liberação de saliva espumosa e
leve mordedura de língua. Após o evento, permaneceu
confusa e sonolenta por cerca de 20 minutos. Na chegada
ao hospital, encontra-se mais desperta, porém desorientada no tempo, e com cefaleia intensa. Nega uso de drogas recreativas ou novos medicamentos. Refere apenas
uma infecção respiratória alta há cerca de uma semana.
Na avaliação inicial: PA: 128 x 82 mmHg; FC: 104 bpm;
temperatura: 37,8 ºC; glicemia capilar: 102 mg/dL. O
exame neurológico mostra lentificação psicomotora e
discreta dificuldade de nomeação, mas sem déficits motores localizados. Pupilas simétricas e reativas. Ausência
de sinais meníngeos. Foram realizados alguns exames iniciais no pronto atendimento: Sódio: 132 mEq/L; Potássio:
4,3 mEq/L; Magnésio: 1,7 mg/dL; Hemograma sem alterações relevantes. A tomografia de crânio sem contraste
não revelou hemorragia ou lesões expansivas. A paciente
permanece estável, porém ainda com leve sonolência e
sem novo episódio convulsivo. Considerando o quadro e o momento atual do atendimento, qual é a próxima conduta apropriada?
Q4577
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Uma jovem de 22 anos, previamente saudável, é avaliada no pronto atendimento após episódio de desmaio
durante apresentação acadêmica. Ela relata que estava
em pé há vários minutos, sentiu calor súbito, tontura, visão escurecida e náuseas antes de perder a consciência.
Colegas afirmam que ela caiu lentamente, sem rigidez
corporal ou movimentos anormais, e recuperou-se em
cerca de 30 segundos, acordando pálida, mas orientada.
No hospital, encontra-se afebril, hidratada e sem queixas.
PA: 108 x 70 mmHg em repouso, com leve queda para
96 x 68 mmHg ao se levantar; FC: passa de 78 para
102 bpm na ortostase. Ausculta cardíaca e pulmonar
normais. Ausência de déficit neurológico.Glicemia capilar normal. Relata que dormiu mal na noite anterior, não
tomou café da manhã e estava bastante ansiosa com a
apresentação. Não usa medicamentos e não há história
familiar de morte súbita. Com base no relato apresentado, é correto afirmar que a
conduta apropriada, nesse momento, é
Q4576
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Um homem de 74 anos, hipertenso e coronariopata, é levado ao pronto atendimento após episódio de tontura intensa
seguido de queda ao tentar levantar-se da cama pela manhã. A família relata que ele vinha se queixando de fadiga
incomum, nos últimos dois dias, e que, na noite anterior, apresentou breve mal-estar indiscriminado, mas recusou
atendimento. Ele usa betabloqueador e nitrato diariamente e nega mudanças recentes na dosagem. Na chegada, encontra-se pálido, com sudorese fria e ligeiramente confuso. PA: 82 x 58 mmHg e respiração regular. Não há sinais de trauma
decorrente da queda. A ausculta cardíaca revela ritmo bradicárdico, sem sopros evidentes. Os pulsos são fracos, porém
palpáveis, e a perfusão periférica está reduzida. A glicemia capilar está normal. Potássio: 4,2 mEq/L, colhido rapidamente
na triagem. O paciente mantém-se hipotenso, apesar de reposição volêmica inicial com cristaloide. O eletrocardiograma a
seguir foi solicitado: Diante dos dados e da imagem apresentados, é correto afirmar que a intervenção inicial apropriada é
Q4575
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Homem, 61 anos, com antecedente de insuficiência cardíaca e tabagismo, é encontrado caído no quintal de casa pela
esposa. Ela relata que ele estava cortando madeira quando, subitamente, deixou cair as ferramentas e caiu de joelhos
antes de desabar completamente. Ao chegar ao lado dele, percebeu que estava inconsciente e não respondia a estímulos.
A equipe de atendimento pré-hospitalar chega em seis minutos. O paciente está inconsciente, sem movimentos respiratórios visíveis e sem pulso central palpável. A pele está fria e há episódios esparsos de respiração irregular e ofegante.
O monitor cardíaco mostra ritmo irregular com complexos ventriculares desorganizados, variando de ondas rápidas a
traçados de baixa amplitude. São iniciadas compressões torácicas de alta qualidade. Após cerca de dois minutos de RCP,
o ritmo é reavaliado e permanece desorganizado, sem complexos identificáveis. A equipe dispõe de desfibrilador, acesso
venoso periférico e materiais básicos para via aérea, além de adrenalina. Diante desse cenário, qual a intervenção imediata apropriada?
Q4574
VUNESP - 2026 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Médico Plantonista Clínico
Uma mulher de 69 anos, hipertensa e com diagnóstico
conhecido de doença renal crônica estágio 3, procura o
pronto atendimento após dois dias de vômitos frequentes e redução importante do volume urinário. Refere que
mal conseguiu se alimentar e manteve baixa ingestão de
líquidos. Encontra-se sonolenta, com mucosas secas e
PA: de 92 x 58 mmHg. Exame de triagem laboratorial:
Creatinina: 3,1 mg/dL (prévia: 1,6 mg/dL); ureia elevada. Não há febre nem sinais de infecção. Nesse contexto, é correto afirmar que a conduta inicial
apropriada é