Questões de Concursos Públicos - FUNCERN - 2022 - Prefeitura de Maxaranguape - RN - Professor Fundamental II - História
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Q174480
FUNCERN - 2022 - Prefeitura de Maxaranguape - RN - Professor Fundamental II - História
Considere o trecho abaixo.
Mais ou menos na última geração, o universo dos historiadores se expandiu a uma velocidade
vertiginosa. A história nacional, dominante no século dezenove, atualmente tem de competir com a
história mundial e a história regional (antes deixada a cargo de ‘antiquários’ amadores) para conseguir
atenção. Há muitos campos novos, frequentemente patrocinados por publicações especializadas. A
história social, por exemplo, tornou-se independente da história econômica apenas para se fragmentar,
como alguma nova nação, em demografia histórica, história do trabalho, história urbana, história rural e
assim por diante.
Adaptado de BURKE, Peter (Org.). A escrita da história. São Paulo: Editora UNESP, 1992.
Em relação à historiografia, a análise abordada no texto se relaciona com as
Q174479
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Considere o trecho abaixo.
“O desejo de “procurar coisas maiores”, que confessara de maneira vaga doze anos antes perante
o inquisidor de Portogruaro, continuava a parecer-lhe não só legítimo, como potencialmente ao alcance
de todos. Ilegítima, ou melhor, absurda devia lhe parecer, ao contrário, a pretensão dos clérigos em
manter o monopólio de um conhecimento que podia ser comprado por dois “soldos” nas banquinhas de
livreiros de Veneza. A ideia da cultura como privilégio fora gravemente ferida (com certeza não eliminada)
pela invenção da imprensa”.
GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes. São Paulo: Companhia das Letras, 2006 p.105)
Atividades com análise de textos como o trecho citado, constituem recurso metodológico apropriado para
o professor de História desenvolver, por exemplo, a compreensão do confronto entre
A) agricultura e comércio.
Q174478
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O historiador italiano Guy Antonetti em sua obra A Economia Medieval, ao escrever sobre o artesanato
no final da Idade Média, afirma que as Corporações de Ofício estabeleceram 2 princípios
regulamentadores visando à proteção da produção e à comercialização dos produtos. Esses princípios
foram
Q174477
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No contexto da Antiguidade Oriental se desenvolveu, na sociedade babilônica – então caracterizada por
vinculações entre o poder político, a religião, o controle da terra e a imposição do trabalho compulsório –
um dos mais antigos códigos legais da humanidade, expresso, conforme Gothier eTroux, nos termos a
seguir.
– Se um homem furar o olho de um homem livre, furar-se-lhe-á um olho.
– Se ele fura o olho de um escravo alheio ou quebra um membro ao escravo alheio, deverá pagar a
metade do seu preço.
Adaptado de GOTHIER, Louis; TROUX, Albert. L’Antiquité. H. Dessain: Bélgica, s/d.
Esses termos revelam que as penalidades previstas no código citado
Q174476
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Considere o trecho abaixo.
Durante muito tempo, mitos e preconceitos de toda espécie esconderam do mundo a real história da
África. As sociedades africanas passavam por sociedades que não podiam ter história. Apesar de
importantes trabalhos efetuados desde as primeiras décadas do século XX por pioneiros como Leo
Frobenius, Maurice Delafosse e Arturo Labriola, um grande número de especialistas não-africanos,
ligados a certos postulados, sustentavam que essas sociedades não podiam ser objeto de um estudo
científico, notadamente por falta de fontes e documentos escritos.
História geral da África, VI: África do século XIX à década de 1880 / editado por J. F. Ade Ajayi. – Brasília:
UNESCO, 2010, p.20
Considerando a tese apresentada no texto sobre a história da África, avalie as proposições abaixo. ‘
I. O continente africano sempre foi considerado como uma entidade histórica, e enfatizava-se tudo o que
pudesse reforçar a ideia de uma união que teria existido, desde sempre, entre uma “África branca” e uma
“África negra” que se reconheciam reciprocamente.
II. Ao escrever a história de grande parte da África, recorria-se somente a fontes externas à África,
oferecendo uma visão não do que poderia ser o percurso dos povos africanos, mas daquilo que se
pensava que ele deveria ser.
III. Desde que foram empregadas as noções de “brancos” e “negros”, para nomear genericamente os
colonizadores, considerados superiores, e os colonizados, os africanos resignaram-se a ideia de que a
escrita de sua história dependia unicamente dos registros existentes na Europa.
IV. Nos dias atuais, é amplamente reconhecido que as civilizações do continente africano, pela sua variedade
linguística e cultural, formam, em graus variados, as vertentes históricas de um conjunto de povos e
sociedades, unidos por laços seculares.
V. Um fenômeno que facilitou o estudo objetivo do passado africano foi o aparecimento, com o tráfico
negreiro e a colonização, de estereótipos raciais criadores de desprezo e incompreensão, tão
profundamente consolidados que possibilitaram a revisão dos próprios conceitos da historiografia.
Estão corretas as proposições
Q174474
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Considere a imagem abaixo.
O Homem Vetruviano – Leonardo da Vinci
Disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/o-que-e-o-homem-vitruviano-conheca-o-homem-perfeitamente-harmonico-deda-vinci
A imagem está relacionada diretamente as concepções
Q174473
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A Europa passou por profundas mudanças entre os séculos XV e XVI. Reinos dessa região lançaram-se
em busca de riquezas bem como, em nome da fé cristã, empreenderam navegações e explorações que
resultaram na abertura de novas rotas comerciais e no estabelecimento de intercâmbios com outros
povos, marcando o início da chamada Época Moderna. Entre outros resultados desse processo de
expansão marítima,
Q174472
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Considere o trecho abaixo.
Muito cedo, no Brasil, as Câmaras Municipais tiveram consciência de suas funções e principalmente
do papel relevante que deviam desempenhar no processo de colonização que aqui se iniciava.
Organização dotada de aptidões variadas e provida de uma capacidade de adaptação admirável, logo
relacionou-se com o meio, pondo-se em contato íntimo com as necessidades locais.
Adaptado de ZENHA, Edmundo. O município no Brasil (1532-1700). São Paulo: Instituto Progresso Editorial, 1948.
No Brasil colonial, a instituição a que o texto se refere, no exercício de suas funções, privilegiou interesses
Q174471
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Considere o trecho abaixo.
Na capitania do Rio Grande, ao se iniciarem os anos de 1680, oficiais de ordenanças passaram a
ser permanentemente designados para frentes de conquista, oriundas de Pernambuco e da Paraíba.
Esses homens realizavam na prática o objetivo último da colonização portuguesa e a eles caberia não
apenas guerrear, mas também estabelecer as bases de núcleos de povoamento europeu, pois se tratava
de combater os indígenas e se fixar em suas terras.
Adaptado de MONTEIRO, Denise Mattos. Terra e trabalho na história: estudos sobre o Rio Grande do Norte. Natal:
EDUFRN, 2007.
O trecho expõe, de forma sucinta, os primórdios do processo histórico que proporcionou a
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