Questões de Concursos Públicos - FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
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Q105229
FUMARC - 2018 - SEE-MG - Professor de Educação Básica - Filosofia
Leia o texto a seguir:
“Perguntando se o livre-arbítrio vem de Deus, conclui que sim, sendo que quando se age mal é porque
se fez a escolha errada. Santo Agostinho procura assim dar conta da relação entre a natureza humana
criada por Deus, a vontade livre que Deus deu ao homem e a possibilidade de o homem escolher
entre fazer o bem e o mal. Sem a vontade livre o ser humano não seria responsável por seus atos”
(MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. RJ: Zahar, 2007. p.53-54. Adaptado).
Segundo o texto acima, para Santo Agostinho, é fundamental que os homens tenham livre-arbítrio,
para que Deus não
Q105228
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Leia o texto a seguir:
“Não se nasce mulher, torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico ou econômico define a
forma que a mulher ou a fêmea humana assume no seio da sociedade” (BEAUVOIR, Simone de. O
segundo sexo. v. II. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. p. 9. Adaptado).
Com o trecho acima, Beauvoir afirma que ser mulher é uma
Q105227
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Leia o texto a seguir:
“Para Husserl, a consciência não é uma coisa entre as coisas, não é um fato observável, nem uma
substância pensante. A consciência é pura atividade, o ato de constituir essências ou significações,
dando sentido ao mundo das coisas. A essência da consciência é ser sempre consciência de alguma
coisa, a que Husserl dá o nome de intencionalidade” (CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo:
Ática, 1994. p. 237. Adaptado).
Segundo o texto acima, intencionalidade, para Husserl, é
Q105226
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Leia o texto a seguir:
“Hume questiona a realidade objetiva da causalidade. Para ele, o conhecimento dessa relação não se
obtém em nenhum caso pelo raciocínio a priori, mas apenas pela experiência, quando descobrimos
que objetos particulares estão em conjunção uns com os outros e, por força do hábito, consideramos
que diante de um objeto, sempre teremos o outro” (MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da
Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 183. Adaptado).
Segundo o texto acima, Hume considera que a causalidade não é um princípio a priori universal e
necessário existente nos objetos, mas o resultado de
Q105225
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Leia o texto a seguir:
“Aqui está um livro de boa-fé, leitor. Ele te adverte, desde o início, que não me propus outro fim além
do doméstico e privado. Nele não tive nenhuma consideração por servir-te nem por minha glória: minhas forças não são capazes de tal desígnio. Dediquei-o ao uso particular de meus parentes e amigos,
a fim de que, tendo-me perdido, possam aqui encontrar alguns traços de minhas atitudes e humores,
e que por esse meio nutram, mais completo e mais vivo, o conhecimento que têm de mim. Se fosse
para buscar os favores do mundo, teria me enfeitado de belezas emprestadas. Quero que me vejam
aqui em meu modo simples, natural e corrente, sem pose nem artifício: pois é a mim que retrato”
(MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 37. Adaptado).
Montaigne representa o ceticismo humanista do Renascimento. No trecho acima dos Ensaios, isso
fica claro porque ele relata
Q105224
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Leia o texto a seguir:
“Muita gente imaginou repúblicas e principados que nunca se viram nem jamais foram reconhecidos
como verdadeiros. Vai tanta diferença entre o como se vive e o modo por que se deveria viver, que
quem se preocupar com o que se deveria fazer em vez do que se faz aprende antes a ruína própria,
do que o modo de se preservar; e um homem que quiser fazer profissão de bondade é natural que se
arruíne entre tantos que são maus” (MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Abril Cultural, 1973,
p. 69. Adaptado).
O trecho acima se refere ao esforço de Maquiavel em conceber a política como autônoma em relação
à ética. Ele consegue isso distinguindo entre
Q105223
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Leia o texto a seguir:
“Um aspecto importante da filosofia de Santo Tomás de Aquino são suas provas da existência de
Deus. Em seu livro, a Suma teológica, ele propõe as seguintes cinco vias como provas: o primeiro
motor, a causa eficiente, a distinção entre ser necessário e ser contingente, os graus de perfeição e a
finalidade do ser” (COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 246.
Adaptado).
Com exceção da quarta prova, os graus de perfeição, todas as outras provas compartilham de uma
mesma ideia básica, que é a seguinte:
Q105222
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Leia o texto a seguir:
“Heráclito dizia que tudo flui, nada persiste nem permanece o mesmo. O ser não é mais que o vir a
ser. Tu não podes descer duas vezes no mesmo rio. Já Parmênides dizia que seria contraditório buscar a essência naquilo que está sempre mudando. O ser é e o não ser não é” (COTRIM, Gilberto.
Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 209-210. Adaptado).
De acordo com o texto acima, Heráclito se contrapõe a Parmênides, porque ele defende
Q105221
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Leia o texto a seguir:
“Para não correr o risco de se enganar, Descartes decide considerar falso o que é só verossímil.
Começa, pois, por submeter tudo à dúvida: ‘Suponho que todas as coisas que vejo são falsas. Fixome bem que nada existiu de tudo o que minha memória me representa. Penso não ter nenhum órgão
de sentidos. Creio que o corpo, a figura, a extensão, o movimento e o lugar são invenções do meu
espírito. Então, o que posso considerar verdadeiro?’. Não é uma dúvida psicológica, nem a dúvida dos
céticos. Ao contrário. Essa dúvida hiperbólica está a serviço de fortalecer um espírito que busca a
certeza. Eis o que resta: ‘Embora eu quisesse pensar que tudo era falso, era preciso necessariamente
que eu, que assim pensava, fosse alguma coisa. Observando que essa verdade, 'penso, logo sou',
era tão firme e sólida que nenhuma das mais extravagantes hipóteses dos céticos seria capaz de
abalá-la, julguei que podia aceitá-la como o princípio primeiro da filosofia que procurava" (BENJAMIN,
César. Folha de São Paulo, São Paulo, 18 de setembro de 2011, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il1809201105.htm).
Conforme o trecho acima, Descartes, com o argumento do “penso, logo existo”, busca alcançar
Q105220
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Leia o seguinte diálogo, entre Adso de Melk e Guilherme de Baskerville, personagens do romance "O
nome da rosa", de Umberto Eco, cuja história se passa na Itália no final do ano de 1327.
Adso: "Porém, quando vós lestes as pegadas sobre a neve e nos ramos, ainda não conhecíeis (o
cavalo) Brunello. De certo modo, os rastros nos falavam de todos os cavalos, ou pelo menos de todos
os cavalos daquela espécie. Não devemos então dizer que o livro da natureza nos fala só por meio de
essências, como afirmam admiráveis filósofos?" [...]
Guilherme: "Só então soube que meu raciocínio anterior me levara para perto da verdade. De modo
que as ideias, que eu usava antes para figurar-me um cavalo que ainda não tinha visto, eram puros
signos, como eram signos da ideia de cavalo as pegadas (que vimos) sobre a neve: e usam-se signos
e signos de signos apenas quando nos fazem falta as coisas".
Adso (refletindo sobre o seu mestre Guilherme): "Outras vezes eu o tinha escutado falar com muito
ceticismo das ideias universais e com grande respeito das coisas individuais: e depois parece que
essa tendência ele a tivesse tanto por ser britânico como por ser franciscano". (ECO, Umberto. O
nome da rosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. p. 42-43. Adaptado).
O título do livro, “O nome da rosa”, faz referência a um importante debate filosófico ocorrido na Idade
Média acerca do valor e da exatidão dos nomes (palavras), principalmente em relação ao conhecimento científico. O diálogo acima entre Adso e Guilherme retrata bem esse debate filosófico, sendo
que Adso representa a corrente filosófica chamada de ________ e Guilherme a chamada de
_____________.
As duas lacunas do texto são preenchidas corretamente por: