Questões de Concursos Públicos - FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
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Q100248
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Fazem-se as seguintes afirmações sobre o mesmo tema:
I. A resistência ao cisalhamento do solo não é uma grandeza fixa, pois, durante o processo de fluxo, podem ocorrer variações na poropressão que levam a mudanças na tensão efetiva e, consequentemente, a alterações da
resistência mecânica do solo.
II. A estabilidade de uma estrutura lançada sobre solos é função direta da resposta da poropressão durante e após a obra; em solos granulares, a variação na poropressão é instantaneamente transmitida aos grãos, mas o restabelecimento do equilíbrio hidráulico é lento em solos argilosos.
III. A variação entre os valores inicial e final de poropressão num solo argiloso
submetido a escavação independe do tipo de argila, pois a resistência ao
cisalhamento decorre essencialmente da textura e não da composição do
material. Está CORRETO o que se afirma em:
Q100247
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Fazem-se as seguintes afirmações sobre o tema:
I. Escorregamentos são movimentos de massa rápidos cuja deflagração
ocorre quando as tensões cisalhantes desenvolvidas no maciço atingem a
resistência cisalhante do material, definindo-se uma superfície de ruptura
segundo as zonas de menor resistência interna.
II. Os escorregamentos são classificados, por exemplo, segundo critérios geométricos, reconhecendo-se superfícies planares, circulares, em cunha ou
mistas que podem se desenvolver a partir da interação de fatores estruturais
e geomorfológicos, de um lado, e antrópicos, de outro.
III. Os movimentos de massa podem ser deflagrados pelo aumento da solicitação aplicada a porções de um maciço - como decorre, por exemplo, da remoção lateral ou basal de massa -, bem como por fatores ligados a solicitações dinâmicas - decorrentes de tráfego ou explosões, por exemplo.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100246
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Em termos da relação entre magnitude e frequência de ocorrência, Gutenberg e
Richter propõem que
log N = a - bMs
tanto regional quanto globalmente: a frequência de sismos aumenta de cerca de
10 vezes quando a magnitude diminui uma unidade. Ms é, portanto, tomada como
equivalente a M (limitada a aproximadamente 8.9 na escala original de Richter),
ML e Mw para efeito do cálculo da estabilidade estrutural em engenharia. Fonte: Bullen, K. E. & Bolt, B. A. An introduction to the theory of seismology. Cambridge: University
Press, 1985, p. 377ss (adaptado).
O gráfico apresentado abaixo colige parte dos dados oferecidos pelo USGS sobre
o número de eventos sísmicos ocorridos na última década, os quais perfazem um
total apreciável em âmbito mundial. Nota-se uma elevação do número de terremotos em 2013, atingindo-se valores pouco acima de 1.2x105 eventos a partir de
2014. Sobre o tema, fazem-se as seguintes afirmações:
I. O aumento de sismicidade observado no período de amostragem implica
maior risco para áreas suscetíveis, uma vez que a combinação de eventos
incidentes sobre uma mesma região leva à redução da estabilidade estrutural de edificações.
II. O gráfico indica que a formulação proposta por Gutenberg e Richter deve
ser revista à luz dos dados compreendidos no período, pois a relação numérica entre sismos de diversas magnitudes foi alterada pelo aumento dos
totais mundiais apontados pelo USGS.
III. O aumento do número de eventos sísmicos apontado pelo USGS é reflexo
de inovações tecnológicas e da expansão da malha de monitoração sismológica mundial no período, o que permite a detecção de maior número de
fenômenos dessa natureza.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100245
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Além de ocorrerem naturalmente, os sismos são, por vezes, causados pelas atividades humanas. Há casos bem documentados de eventos associados, por exemplo, à injeção de fluidos em poços profundos, à elevação do nível em grandes reservatórios e à detonação de cargas nucleares subterrâneas. Em todos esses casos, o mecanismo de indução seria identificado com o alívio de strain regional mediante a instalação de pequenas variações no campo de strain local, as quais levariam ao desenvolvimento de fraturas ou à ativação de falhas.
Os sismos induzidos de maior magnitude não são apenas associados a grandes
reservatórios, mas, em diversos aspectos, implicam os problemas teóricos e práticos mais relevantes. O efeito indutivo é, naturalmente, mais marcado em grandes
reservatórios, definidos por profundidades maiores do que 100 m e volumes maiores do que 1 km3
. Fazem-se, sobre o tema exposto, as seguintes afirmativas:
I. Os sismos induzidos são, necessariamente, de pequena profundidade, haja
vista o restrito alcance da interferência humana no subsolo; além disso, têm
magnitude muito reduzida, o que limita sua detecção a estações sismográficas locais de grande sensibilidade.
II. O stress devido à carga da água nos reservatórios é muito pequeno para
fraturar rochas competentes; portanto, a cessão é explicada pela preexistência de strain local devido a forças tectônicas que já acumulam, na vizinhança de um reservatório, stress próximo do ponto de ruptura.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100244
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
No Art. 3º da Resolução Normativa no 696, de 15/12/2015, a ANEEL determina a
classificação das barragens destinadas à geração de energia elétrica, segundo
matriz de traços reproduzida abaixo:
Sobre o disposto na RN 696/2015, fazem-se as seguintes afirmativas:
I. As categorias de risco que compõem a matriz final de classificação de uma
dada barragem são estimadas em termos de variáveis como o volume total
do reservatório, o potencial de perda de vidas humanas, o impacto ambiental
e o impacto socioeconômico em caso de ruptura.
II. O dano potencial associado é dependente de fatores como as características técnicas da estrutura, seu estado de conservação e a consistência do
plano de segurança da barragem, incluindo desde a documentação do projeto até os relatórios de inspeção e monitoramento.
III. O impacto ambiental, na composição do cálculo final da classe de uma dada
barragem, decorre da possibilidade de atribuição de interesse ambiental relevante à área afetada pela barragem ou da existência de legislação específica a proteger a área afetada pela barragem.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100243
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Ano: 2018
Órgão:
CEMIG - MG
Banca:
FUMARC
Matéria:
Geologia
Assunto: Aspectos Legais e Burocráticos na Geologia
Sobre o mesmo tema, fazem-se as seguintes afirmações:
I. A extensão e o detalhamento do Plano de Segurança devem ser proporcionais à complexidade da barragem e suficientes para garantir as condições
adequadas de sua operação, exigindo-se, em função da classe do empreendimento, estudos de rompimento e de propagação da cheia associada.
II. A área de abrangência dos estudos implicados no Plano de Segurança de
uma barragem de classe A ou B deve compreender barramentos de jusante
que ofereçam capacidade volumétrica e estrutura para amortecimento de
cheias associadas ao rompimento da barragem a montante. III. Inspeções de segurança regulares devem ser realizadas sempre que houver
alteração do nível de segurança de uma barragem; entretanto, mesmo que
conduzidas com a periodicidade estabelecida na RN 696/2015, é indispensável monitorar contínua e sistematicamente a barragem.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100242
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL Do moderno ao pós-moderno Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00 A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos
ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão,
sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa. Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora,
olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da
Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida
cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores. Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo
do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante
que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação. O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura
de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a
nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei.
Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente
incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham
iguais direitos e oportunidades. Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que
análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos
captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso
processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e
pluralismo. A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de
consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse
Heidegger, caminhando por veredas perdidas. Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do
Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o
mais forte faz com as próprias mãos. Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores,
um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum
dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um
país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais
forte. A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra
barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural,
o caráter de globocolonização. (Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/domoderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018) São vários os interdiscursos que “dialogam” no artigo de opinião de Frei Betto,
como fonte de evidências para sua argumentação. Abaixo se apontaram alguns
deles, com uma exemplificação. Assinale a opção em que NÃO haja correspondência entre a nomeação e a exemplificação:
Q100241
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO PORTUGUÊS INSTRUMENTAL Do moderno ao pós-moderno Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00 A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa. Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores. Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação. O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades. Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo. A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas. Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos. Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte. A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização. (Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/domoderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018) Anteponha V (verdadeiro) ou F (falso) às asserções, levando em consideração a
argumentação do articulista:
( ) Para o autor, a crença no racionalismo, base da reflexão que sustentava a
contraposição a dogmas e possibilitava a liberdade, hoje foi suplantada pela incerteza de uns, e pela alienação de outros.
( ) Segundo o autor, na contemporaneidade, o caráter de imediatismo e individualismo da nossa sociedade é fruto do sincretismo religioso do povo brasileiro e da
falta de conhecimento da história do Brasil.
( ) A globalização, que se constitui como fenômeno inescapável, apresenta tanto
aspectos positivos quanto negativos: no âmbito dos avanços tecnológicos, ao
mesmo tempo aproxima e isola pessoas; no econômico, promove grande circulação monetária para uns e desigualdades gritantes, para outros povos.
( ) Em decorrência do apagamento de fronteiras culturais e econômicas, notamse interferências nos preceitos morais dos diversos grupos sociais, sobretudo dos
países “colonizados”.
( ) Para Frei Betto, o ceticismo e o hedonismo consumista, marcantes no mundo
pós-moderno, construíram uma nova postura ética, uma nova utopia que rejeita o
“politicamente incorreto”.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Q100240
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Discutindo uma mesma temática, há, como semelhanças entre os textos I (escrito
por um teólogo) e II (escrito por um professor), os seguintes aspectos, EXCETO:
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