Questões de Concursos Públicos - FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
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Q230034
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
Uma jovem de 24 anos apresentou odinofagia associada a fadiga
e uma cervicalgia mais pronunciada à esquerda, identificando ser
um caroço de aproximadamente 1 cm. O quadro progrediu
durante os três dias com piora dos sintomas, além de febrícula –
de até 37,8 °C – constante. A seguir, ocorreu dor em hipocôndrio
direito. No quinto dia de sintomas, foram prescritos amoxicilina e
anti-inflamatório não esteroidal devido a hiperemia de orofaringe
com placas brancacentas – a paciente teve diagnóstico de
amigdalite bacteriana, apresentando náuseas e anorexia. Com
aproximadamente 1 semana de sintomas e 3 dias do uso do
antibiótico, a jovem decidiu procurar novo atendimento médico,
que revelou: sinais vitais estáveis, porém com taquicardia
(FC 110 bpm), eutrófica, sem evidência de emagrecimento,
eupneica. Rash eritematoso maculopaular difuso estava visível
em tronco, abdômen e porção próxima de membros superiores e
inferiores. Havia presença de edema periorbitário bilateral.
Linfonodos posteriores aos músculos esternocleidomastoideos
estavam aumentados e pouco dolorosos (1,5 e 1,2 cm),
fibroelásticos, móveis. Havia também micropoliadenopatia em
outras cadeias cervicais superficiais. Orofaringe apresentava
hipertrofia amigdaliana, petéquias em palato e exsudato
membranoso. Ao exame ginecológico com ectopia em colo
uterino, foi detectado corrimento fisiológico, sem presença de
outras alterações como úlceras. O abdômen era doloroso em
andar superior à palpação profunda com hepatimetria de 14 cm e
borda romba e dolorosa e espaço de Traube ocupado.
Sobre as hipóteses diagnósticas e complementação da
investigação, é correto afirmar que:
Q230033
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
Uma mulher de 39 anos foi internada na clínica médica, a pedido
da dermatologia, apresentando lesões ulceradas e infectadas em
glúteos e região interna das coxas. Há 10 anos, a paciente,
previamente hígida, infundira substância oleosa de uso
veterinário em glúteos e coxas. Segundo relato, com o passar dos
anos, diversas infecções foram acontecendo, motivando
internações e uso de antibióticos sistêmicos. Na primeira
internação, meses após a infusão do óleo, foi submetida a
debridamento do material da coxa, mas isso não evitou a reação
com surgimentos de úlceras infectadas e fístulas. Ainda segundo
a descrição da paciente, a pele apresentava escurecimento e
endurecimento estendendo-se além dos locais de infiltração. Três
anos antes da internação, foi feito diagnóstico de doença
reumatológica devido a fator reumatoide positivo e artrite de
mãos, punhos, tornozelos e pés – artrite reumatoide (sic) –
iniciando uso de corticoide oral. Na ocasião descrevem síndrome
de fadiga crônica, poliartralgias com rigidez matinal, mialgia,
transtornos do sono, depressão, ressecamento de mucosas, febre
e linfonodomegalia inguinal. Na investigação hospitalar atual,
além de bom estado geral e aparência lenhosa da pele ao redor
das úlceras, confirma-se fator reumatoide em altos títulos,
velocidade de hemossedimentação de 60 mm, proteína C reativa
43 mg/L (normal: até 10 mg/L), leucocitose com desvio à
esquerda e anemia normocítica e normocrômica (Hb 10,2 g/dl).
Sobre a investigação e propedêutica do caso descrito, é correto
afirmar que:
Q230032
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
O residente de clínica médica foi chamado para responder um
pedido de parecer da equipe cirúrgica referente a uma senhora
de 70 anos com novo episódio de diarreia há 7 dias. Ela foi
internada com diverticulite aguda complicada por abscesso, o
qual não respondeu ao primeiro ciclo de antibiótico
(ciprofloxacina e metronidazol) e ao segundo ciclo (piperacilina
com tazobactam), ambos por 14 dias. Apresentou nova infecção
peritoneal com deiscência da anastomose primária, sendo
necessária abordagem cirúrgica para drenagem do abscesso. A
paciente apresentou o segundo episódio de diarreia na
internação (60 dias) intervalado com 7 dias de constipação. A
idosa se queixou de cólicas, distensão abdominal e tenesmo há
pelo menos 2 semanas. Estava febril (38,0 °C), mas estável
hemodinamicamente. As morbidades eram apenas uma doença
renal crônica (Cr 1,5 mg/dl). Os episódios eram frequentes (em
torno de 5 por dia) e mais aquosos. A calprotectina fecal era de
1500 mg/kg, mas os exames parasitológicos de fezes, colhidos
dessa vez e no outro episódio, foram negativos. O residente
pensou na possibilidade de infecção por Clostridioides difficile.
Para confirmação do quadro em ambiente hospitalar e
proposição de um tratamento ideal, o residente deve:
Q230031
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
Um paciente idoso atendido em consulta ambulatorial com perda
ponderal significativa não intencional poderia ser classificado
com síndrome consumptiva na dependência de outros sinais e
sintomas.
As principais possibilidades para síndrome consumptiva em
idosos ambulatoriais são:
Q230030
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
O professor de semiologia pediu ao residente de clínica médica
para ajudar o aluno de medicina. Estavam diante de um paciente
de 25 anos com síndrome consumptiva associada a síndrome
respiratória de início há 1 mês. O quadro completo abarcava
perda ponderal de 5% do peso usual em um mês, tosse
incialmente seca e depois com secreção mucoide, dispneia aos
médios esforços e febre vespertina ao final do dia. O residente
descreveu o exame físico do tórax para o aluno: tórax sem
massas, cicatrizes ou retrações à inspeção estática. Na inspeção
dinâmica, a frequência respiratória foi de 32 incursões por
minuto, com uso de musculatura acessória como intercostais e
esternocleidomastóideo. Respiração de predomínio abdominal
sem retração intercostal em setor toracolombar à direita.
À palpação foi percebida redução da expansibilidade
anteroposterior e laterolateral, sobretudo à direita. Percussão
com macicez em base de hemitórax direito, terço médio e região
axilar do mesmo lado. Restante com som claro atimpânico. Não
foi realizado frêmito toracovocal por inexperiência na manobra.
A ausculta estava reduzida em terço médio do hemitórax direito
e abolida em base e região axilar direita. Murmúrios audíveis com
sons traqueais e sons brônquicos sem alterações e murmúrios em
vias aéreas distais normais em hemitórax esquerdo. Diante da
descrição, o professor pediu para que voltassem ao leito a fim de
levantar a síndrome clínica do paciente.
O restante da descrição completa e suas possibilidades,
retornadas pelo residente e pelo aluno, são:
Q230029
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
Um paciente de 35 anos, em estado de imunossupressão grave
por não adesão medicamentosa contra o HIV (CD4: 85 células),
apresentou quadro de diarreia crônica, síndrome consumptiva e
odinofagia. Em avaliação endoscópica, havia a presença de
exulcerações e ulcerações longitudinais em esôfago e reto,
sugerindo invasão por citomegalovírus (CMV). O paciente estava
com pancitopenia em investigação e com neutrófilos totais em
600 células/mm³.
A maneira custo-efetiva de tentar o diagnóstico e iniciar o
tratamento é:
Q230028
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
Uma senhora de 65 anos, após anos de acompanhamento na
clínica médica por diabetes e hipertensão, retornou com queixa
de distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes
há uma semana. Há histórico de constipação crônica por volta
dos 30 anos, incluindo atendimentos de emergência para clister
glicerinado e extração manual das fezes. Só consegue evacuar
com medicações laxativas como polietilenoglicol e laxativos
salinos de uso regular. O exame físico e ultrassom à beira leito
evidenciaram muita distensão abdominal e dor à palpação
profunda. Ao toque retal, há hemorroidas, dor e espasmo da
ampola retal – apesar de toque gentil – e sangramento discreto
em luva devido ao uso de clister glicerinado nos últimos 3 dias.
Optou-se por internação para manuseio do quadro de obstipação
intestinal. Com a tomografia de abdômen, pode-se perceber
grande impactação fecal em reto e extensão para sigmoide baixo,
com fezes em todo o cólon.
Sem outras alterações clínicas, laboratoriais e radiológicas, a
equipe médica optou corretamente por:
Q230027
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
Uma paciente de 31 anos foi internada pela terceira vez em
hospital de grande porte. Nas duas internações anteriores, suas
queixas relacionavam-se a sangramento. Na primeira, aos 20
anos, a internação foi motivada por menorragia e metrorragia.
Na época, não foi necessário procedimento, e a investigação não
resultou em nenhum diagnóstico. Não havia anemia,
plaquetopenia, tampouco distúrbio da coagulação pelo
coagulograma. Na segunda internação, aos 25 anos, o
sangramento ocorreu após procedimento dentário, com
recorrência durante o 2º dia até o 5º dia de extração dentária.
Recentemente, retirou o anticoncepcional na tentativa de
engravidar, após 11 anos de uso, mas também apresentou um
trauma em membro inferior com equimoses pela coxa e perna
direita, motivando o uso de anti-inflamatório não esteroidal.
Internou-se dessa vez com síndrome anêmica e epigastralgia. A
paciente estava pálida, hipocorada, com frequência cardíaca de
110 bpm e pressão arterial em 100 x 50 mmHg. Estava lúcida,
orientada, eutrófica e não possuía qualquer sinal de gravidade ou
infecção. Não usava qualquer medicação regular e não relatou
doença prévia. Seus exames demonstraram piora gradual da
anemia entre os 25 anos (hemoglobina 11 g/dl) e o momento
atual (8 g/dl). Durante a internação, houve melena, e a
investigação de anemia demonstrou morfologia microcítica e
hipocrômica, com reticulócitos corrigidos de 1,5%, ferritina
15 ng/ml, índice de saturação de transferrina 12% e TIBC
(capacidade total de ligação do ferro) de 400 mcg/dl. O médico
responsável prosseguiu a investigação de anemia com
endoscopia digestiva alta, que revelou pangastrite aguda grave e
algumas angiodisplasias sem sinais de sangramento recente. Ele
logo pensou em uma hipótese diagnóstica ao ver plaquetas em
140 mil e coagulograma normal.
A condução mais apropriada no momento é:
Q230026
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
Uma paciente de 45 anos com sobrepeso foi internada na clínica
médica por extensão de trombose venosa antiga com sinais de
trombo recente em veia ilíaca direita em ultrassonografia com
doppler. Ela havia sido submetida a cirurgia videolaparoscópica
dois meses antes devido à colecistectomia (colecistite aguda). Na
ocasião, retornou 1 semana depois da alta por trombose venosa
profunda em femoral direita. Apesar da anticoagulação com
warfarina, houve recorrência da trombose. Não houve qualquer
sintoma no período, exceto por dor e sensação de peso na perna
afetada. Na primeira trombose venosa profunda (TVP), além do
procedimento cirúrgico, ficou mais tempo deitada e usava
anticoncepcional, suspenso quando foi diagnosticada a TVP. Há
história familiar de trombose.
Diante desse quadro, a condução mais acertada é:
Q230025
FGV - 2024 - EBSERH - Pré-Requisito - Alergia e Imunologia
Um homem de 52 anos entrou no consultório de clínica médica
relatando dores e edema em articulações de joelhos, tornozelos,
cotovelos e punhos. O quadro se iniciou há uma semana com
forte dor, edema e eritema em joelho esquerdo, evoluindo para
as articulações descritas associado a calafrios (não aferiu febre) e
lesões cutâneas, a saber: pápulas e pequenas máculas e pústulas,
algumas com componente hemorrágico. Havia um eritema
nodoso em perna esquerda e, também, leucocitose com desvio à
esquerda com predomínio de neutrófilos, associada a
marcadores inflamatórios bem elevados (VHS e PCR), compõe o
quadro. Foram coletadas culturas de sangue e urina, sem
crescimento de germes até o 5º dia. O exame físico articular
demonstra tenossinovite de hálux bilaterais e calcâneos. Não há
local para punção articular após um pouco mais de 1 semana do
início do quadro. Testes de autoimunidade como FAN, fator
reumatoide, antipeptídeo citrulinado cíclico e ANCA foram
negativos. Optou-se por um tratamento empírico com melhora
importante do quadro cutâneo e articular em 48 horas.
O tratamento instituído foi: