Questões de Concursos Públicos - CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
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Q119159
CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
Ano: 2019
Órgão:
Prefeitura de Cuité - PB
Banca:
CPCON
Matéria:
Artes Visuais
Assunto: Não classificado
A importância do aprendizado tradicional do Fole de Oito Baixos se dá, geralmente, através da transmissão oral de geração em geração, conforme o depoimento abaixo de um dos maiores nomes do Fole de Oito Baixos no Brasil, Luizinho Calixto. Não obstante, Rugero (2013) descreve os grandes desafios nesse processo de herança, transmissão de pai (mestre) para filho (discípulo) e dom inato. E que este processo do despertar do dom pela arte, envolve outros elementos, quer seja, acesso ou não ao instrumento, a aceitação ou recusa da família e, por fim o reconhecimento.
Vendo meu pai tocar, senti um pouco de desejo de tocar alguma coisa, de fazer alguma coisa com aquela caixinha de madeira- porque antigamente [a sanfona de oito baixos] era uma caixinha de madeira quadrada, parecia um caixotezinho. Mas tinha umas teclas e aquelas teclas emitiam um som. Eu peguei aquele instrumento, comecei a tentar e descobri uma melodiazinha muito ingênua, mas meu pai não acordou, porque eu era muito jovem, tinha sete anos quando comecei (CALIXTO, 1999).
Acerca da transmissão e o reconhecimento e o reconhecimento desses saberes, a partir do relato acima, assinale a alternativa CORRETA:
Q119153
CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
Ano: 2019
Órgão:
Prefeitura de Cuité - PB
Banca:
CPCON
Matéria:
Artes Visuais
Assunto: Não classificado
Analise as proposições e coloque V para verdadeiro e F para falso, atentando para o seu conteúdo:
( ) A tradição da sanfona de oito baixos na região Nordeste está intrinsecamente associada aos bailes da zona rural e de periferia urbana, nos quais a sanfona se torna gradualmente o principal instrumento solista a partir da virada do séc. XX.
( ) Com o processo migratório que se intensifica na década de 1959, o fole acompanha o nordestino emigrado às capitais de Rio de Janeiro e São Paulo. (RUGERO, 2013).
( ) No Museu Fonográfico Luiz Gonzaga, em Campina Grande, Paraíba, está em exposição permanente uma sanfona Holner. Acima da caixa de vidro que protege este instrumento, há um texto explicativo com os seguintes dizeres: “Esta harmônica, conhecido fole pé de bode, pertenceu a Januário José dos Santos, lavrador, sanfoneiro, concertador de fole, pai de Luiz Gonzaga (Rugero,2013).
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimentos dos parênteses.
Q119150
CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
Ano: 2019
Órgão:
Prefeitura de Cuité - PB
Banca:
CPCON
Matéria:
Artes Visuais
Assunto: Não classificado
Tarsila do Amaral (1886-1973) integrou o movimento modernista brasileiro e participou da Semana de Arte Moderna brasileira, na década de 1922. Foi uma das primeiras mulheres, ao lado de Anita Malfaltti a ter projeção e reconhecimento no cenário das artes plásticas do Brasil. Outras mulheres se destacaram, nesse período, como a artista Djanira (1914-1979). Todavia, as duas primeiras destacaram-se pela contribuição no movimento antropofágico, formado pelo Grupo dos Cinco (Oswald de Andrade, Anita Malfaltti, Menotti Del Picchia, Mário de Andrade e a própria Tarsila do Amaral). Ambas abordavam em suas produções artísticas a realidade social do Brasil de época.
A partir do texto acima, associe as imagens das obras às possíveis autorias, quer de Tarsila do Amaral e/ou de Anita Malfatti, verificando nelas, características que correspondam à realidade social brasileira e ao movimento antropofágico:
Figura 1: Abaporu (1928)
Figura 2: Operários (1933)
Figura 3: Samba (1943-45)
Figura 4: Religião Brasileira (1927)
Q119146
CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
Ano: 2019
Órgão:
Prefeitura de Cuité - PB
Banca:
CPCON
Matéria:
Artes Visuais
Assunto: Não classificado
Muitas são as heranças culturais deixadas pelos povos indígenas ao longo de séculos no Brasil. Algumas comunidades mantêm vivas as tradições, apesar dos grandes desafios e transformações dos séculos, sobretudo, o contato com culturas diferentes dos costumes e saber-fazer dos seus ancestrais.
I
Dos indígenas nós herdamos
A cultura, a tradição.
Costumes de caça e pesca,
O cultivo, a criação,
A arte da cestaria,
A cerâmica, a fiação.
II
Os nativos cultivavam
Abóboras, milho, feijões,
Amendoim, mandioca,
Nas serras e nos sertões,
Pimenta, algodão, cará,
Entre outras plantações.
III
Caçavam para alimento
De arco e flecha, e espera
Que eles chamavam tocaia,
E essa tocaia era
Um abrigo feito nas árvores
Para matar ave ou fera.
IV
Fabricavam belas redes,
De tucum e caroá,
Bolsa de palha, urupema,
Abanador, caçoá;
Canoas de casca e tronco
Que ainda hoje há.
A partir do texto poético de Rouxinol do Rinaré, indique qual das quatro estrofes melhor ilustra bem as contribuições deixadas pelos autóctones na cultura brasileira.
Q119144
CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
Ano: 2019
Órgão:
Prefeitura de Cuité - PB
Banca:
CPCON
Matéria:
Artes Visuais
Assunto: Não classificado
A Baiana de Manet.
Entre os estudos que, em épocas diversas, Manet fez para Olympia, contam-se alguns dedicados especialmente à negra; a esse trabalho referem-se vários autores. O mais importante deles é a Négresse (...), em que aparece apenas o busto da crioula, cujos cabelos estão presos por um torço (turbante) de pano da Costa. (...) Das espáduas nuas desce uma bata ou camisa branca. A orelha direita está enfeitada por um brinco com duas pérolas pendentes, enquanto um colar de pedrarias lhe envolve o pescoço.
(BENTO:2009, p. 65)
Figura 5: A crioula (estudo para a preta da Olympia). (La Négresse). Óleo sobre tela, 61X50 cm,1862-3.
Figura 6: Impressionismo: Olímpia de Edouard Manet.
A relação entre a obra “Olímpia“ (figura 6) e o estudo feito anteriormente por Manet em “a crioula” (figura 5) evidencia que o artista estava fortemente influenciado pela sua estadia no Rio de Janeiro, no ano de 1849.
Sobre esta informação, julgue as assertivas abaixo.
I- Manet referiu-se em suas obras aos costumes do Rio e fez notar que a mulher brasileira do século XIX, “andava nas ruas acompanhada de uma preta, podendo ser esta sua babá ou ama, hábito generalizado nos tempos da escravidão.”
II- Trata-se de lembranças plásticas da sua vida no Rio de Janeiro, sem que estas tenham lhe influenciado na composição do quadro Olímpia.
III- Manet fez desenhos de tipos populares, assim como de cenas do cotidiano e das paisagens da capital brasileira, conforme já apontado em suas biografias. Muitos dos desenhos do pintor são dedicados aos negros.
Em qual afirmativa se infere que Manet buscava descrever o cotidiano da vida no Rio de Janeiro e o seu fascínio pelo que entrevia do ambiente brasileiro, nos seus costumes e modus vivendi?
Q119141
CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
Ano: 2019
Órgão:
Prefeitura de Cuité - PB
Banca:
CPCON
Matéria:
Artes Visuais
Assunto: Não classificado
Com a democratização das edições de álbuns temáticos, pode-se dizer que a xilogravura se desenvolveu, ampliando os espaços e popularizando-se do sertão à cidade nas regiões Nordeste ao Sul do país. Sua entrada em novos territórios urbanos redimensionou a arte e técnicas da gravura em madeira, promovendo, assim, uma profusão de novos xilógrafos e temas. (In Nordeste Reinventado na imagem gravada)
I- A xilogravura popular nordestina ganhou maior visibilidade e reconhecimento, ao longo de décadas, sobretudo pela qualidade e originalidade de seus artistas, tornando-se uma das mais ricas expressões da cultura do Nordeste e do Brasil.
II- Para além das ilustrações dos folhetos de cordéis, a xilogravura tornou-se uma arte gráfica extraordinária que representa a riqueza do imaginário popular, suas relações e diálogos com a cultura local, regional, nacional e até universal.
III- A xilogravura contemporânea no Nordeste se renova, reinventa-se e se fortalece permanentemente através de geração em geração: do Mestre Noza a Samico, de J. Borges a Marcelo Soares, José Altino, Dila, Josafá de Orós, Costa Leite, Ciro Fernandes, Antônio Lucena, José Lourenço, Sténio Diniz, Elias Santos, Arnilson Montenegro, entre outros.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é:
Q119138
CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
Ano: 2019
Órgão:
Prefeitura de Cuité - PB
Banca:
CPCON
Matéria:
Artes Visuais
Assunto: Não classificado
A Literatura de Cordel enquanto Patrimônio Cultural Brasileiro foi reconhecido pelo Conselho Consultivo do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e por unanimidade, no dia 19 de setembro de 2018. O que este ato significa para a manutenção desse Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro?
Q119137
CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
Ano: 2019
Órgão:
Prefeitura de Cuité - PB
Banca:
CPCON
Matéria:
Artes Visuais
Assunto: Não classificado
Luiz Gonzaga encontra-se na constelação das vozes mais expressivas no Brasil e, particularmente no Nordeste, enquanto músico, compositor e cantor. Foi reconhecido como o “Rei do Baião” por ser um ícone da nossa historiografia musical nordestina. No dia 6 de setembro de 2005, através de Projeto de Lei de n° 11.176, foi instituído o dia 13/12, como Dia Nacional do Forró, em homenagem à data de aniversário de Luiz Gonzaga. O que pode justificar o título a ele atribuído e o orgulho de tê-lo como nosso maior expoente do Forró?
Q119134
CPCON - 2019 - Prefeitura de Cuité - PB - Professor - Artes
Ano: 2019
Órgão:
Prefeitura de Cuité - PB
Banca:
CPCON
Matéria:
Artes Visuais
Assunto: Não classificado
“O Nordeste foi cantado na voz do Rei do Baião”. (VIANA, FEITOSA, NETO e AZEVEDO, 2013). O músico, intérprete e compositor, Luiz Gonzaga cantou a nossa fauna, flora, o amor, a seca, a saudade, o êxodo rural, enfim, todas as nossas esperanças e desolações. A partir desse mote, o que se pode perceber da letra da canção abaixo:
Asa Branca
(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João,
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação?
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação?
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de prantação,
Por farta d'água perdi meu gado,
Morreu de sede meu alazão.
Por farta d'água perdi meu gado,
Morreu de sede meu alazão.
Até mesmo a asa-branca
Bateu asas do sertão,
Então eu disse adeus, Rosinha,
Guarda contigo meu coração.
Então eu disse adeus, Rosinha,
Guarda contigo meu coração.
Hoje longe, muitas léguas,
Numa triste solidão,
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão,
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão.
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu?
Que eu voltarei, viu?
Meu coração.
Eu te asseguro não chore não, viu?
Que eu voltarei, viu?
Meu coração.
A alternativa que traduz CORRETAMENTE o sentimento do sertanejo é:
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