Questões de Concursos Públicos - CONSULPLAN - 2015 - Prefeitura de Patos de Minas - MG - Professor de Educação Básica - História
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Q46718
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A “onda” de governos militares da América Latina dos anos de 1960 aos anos 1980 (década) está ligada ao contexto
da Guerra Fria. O exemplo da Revolução Cubana (1959) foi combatido pelo governo norte americano e pelas elites
regionais por meio da sustentação de regimes de força. Impunha‐se a garantia de alinhamento à órbita capitalista. E
nesse contexto, em vários países, inclusive no Brasil, surgiram movimentos de resistência, normalmente clandestinos,
como a “Guerrilha do Araguaia”. De acordo com o exposto, analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as
características e o papel desses movimentos no processo de redemocratização, ocorrido no Brasil.
I. A Guerrilha do Araguaia ocorreu no Pará e teve muitas de suas ações pautadas na ideologia comunista.
II. Não houve um confronto direto entre militantes dessa guerrilha, pois houve a intervenção de organismos
internacionais de defesa dos direitos humanos.
III. Foi graças a essa e a outras guerrilhas urbanas que a população civil se mobilizou e tomou a frente do processo de
redemocratização do país.
IV. A Guerrilha tomou proporções incontroláveis devido à adesão das tribos indígenas remanescentes no Xingu, que
também eram contra a ditadura.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Q46717
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Analise as imagens a seguir.
Imagem I
(Disponível em: https://www. =diretas+j%C3%A1&biw=1920 #imgrc=QxCTOfMwa TlLIM%3ª.)
Imagem II
(Disponível em: http://www.oimparcial.com.br/_2015/08/noticias/politica/179057 protestos‐na‐avenida‐litoranea.html.)
“As imagens se referem a dois momentos importantes da história do Brasil e representam mobilizações populares
intensas. O filósofo italiano Giorgio Agamben, na busca de compreender as contradições, os paradoxos, os limites e as
possibilidades que circunscrevem os movimentos sociais na atualidade, diz que tais movimentos surgem quando o povo,
categoria política que justifica e legitima o exercício de governos democráticos, se apresenta numa posição ‘impolítica’.”
(Disponível em: http://www.agambenbrasil.com.br/index.php/textos‐e‐producao/cinema‐3/36‐movimentos‐sociais‐contemporaneos.)
De acordo com as imagens e o trecho anteriores, assinale a afirmativa que se adequa à definição de impolítica.
Q46716
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Em tempos de globalização, a formação de megamercados ou blocos econômicos ocupa um lugar de destaque na
economia mundial. É uma tendência que parece irreversível, mas significa que os problemas mundiais, especialmente
aqueles ligados ao comércio e ao mundo do trabalho estejam resolvidos. Em relação à América Latina, o Mercosul
apresenta‐se como um bloco econômico que tem entre outras características,
Q46715
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Observe a charge a seguir.
(Disponível em: https://www.=a+politica+neoliberal+brasileira&biw=1920&bih=979 &source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0CAgQ_AUoA2oVChMIv7HK0ZntxwIVyYmQCh1VVgGb#imgrc= em8wBAhjrlPtWM%3A.)
“O momento que o Brasil passava no início da década de 1990 pode ser sintetizado em desafios e contradições
centrados num regime de altíssima inflação e incertezas quanto à condução política que seria tomada para uma nova
tentativa de arrefecimento desse fenômeno econômico. Nessa acepção, buscou‐se uma forma que equalizasse a aporia
econômica e, simultaneamente, abrisse espaço para um novo caminho para a acumulação de capital, qual seja: a
financeira. Diante desse novo espectro, o Brasil – com um histórico de ‘atrasos’ – é sugado para uma nova etapa do
capitalismo mundial: O Neoliberalismo.”
(Carinhato, 2008.)
De acordo com a imagem e a afirmativa anteriores, analise as premissas a seguir acerca das características e ideias
principais do pensamento Neoliberal, que permeou o cenário político e econômico brasileiro a partir da década de
1990, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) O Estado deveria minimizar ou destruir o poder dos sindicatos e tornar‐se um “Estado Mínimo”.
( ) As empresas, e setores como os da Educação, previdência e saneamento básico deveriam migrar para a iniciativa
pública.
( ) Deveriam ocorrer reformas fiscais, previdenciárias e a redução de impostos para apenas algumas camadas
específicas da população.
( ) O governo deveria se preocupar com a estabilidade da moeda, procurando conter as causas da Inflação.
A sequência está correta em
Q46714
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[...] “Depois de decênios de espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz‐me chefe de uma
revolução e venci.”
[...] “Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras e, mal começa esta a
funcionar, a onda de agitação se avoluma.”
[...] “A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou‐se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de
garantia do trabalho.”
Os fragmentos de texto referem‐se à Carta – Testamento de Getúlio Vargas, um documento endereçado ao povo
brasileiro escrito por Getúlio Vargas horas antes de seu suicídio, em 24 de Agosto de 1954. Existe uma nota
manuscrita do suicídio, e um documento datilografado “Carta Testamento”, da qual se conhecem três cópias, que foi
lido em seu enterro por João Goulart, porém, existe uma grande polêmica quanto à autenticidade do texto
datilografado. No entanto, independente do conteúdo da carta, sabe‐se que esse segundo governo de Getúlio Vargas
foi bastante conturbado e marcado principalmente:
Q46713
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“Toda história é a história contemporânea disfarçada.”
(Hobsbawn, 1998.)
“... Assim Hobsbawm se refere à complexa relação dos historiadores com o presente. Trata‐se de um debate antigo, mas
sempre retomado: seria possível apreender as particularidades do passado ou a História seria apenas uma projeção do
presente? Mas o que é o presente? Como a percepção do presente varia histórica, social e culturalmente? Como o
presente é (re)construído? Marc Bloch questionou o que separaria o passado do presente, tais os diferentes aspectos do
tempo histórico e de suas durações nas percepções da experiência humanas.”
(Disponível em: http://www.cih2015.eventos.dype.com.br/simposio/view?ID_SIMPOSIO=4.)
A preocupação como a história do tempo presente é o tema central deste trecho do texto do historiador inglês Eric
Hobsbawm. Sobre a questão apresentada no enunciado, acerca da ligação intrínseca entre passado e presente na
História e o papel do professor em relação a esse paradigma, analise as afirmativas.
I. O procedimento histórico comporta a preocupação com a construção, a historicidade dos conceitos e a
contextualização temporal.
II. O passado está incorporado aos nossos conceitos e nos dá um conteúdo concreto, e deve ser reconstruído em
função das questões colocadas no presente, manipulando características essenciais do tempo: sucessão, duração
simultaneidade.
III. Todo conteúdo é criado, datado, e tem sua história. O objetivo na sala de aula é que a educação histórica, hoje, leve
os educandos a memorizarem esses fatos e adquirirem capacidade de repassá‐los com exatidão.
IV. Na sala de aula, o problema da data de nascimento do historiador ou o problema das gerações anteriores atrapalha
a questão da credibilidade das fontes históricas. A história atual é mais confiável.
Estão corretas apenas as afirmativas
Q46712
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Leia a entrevista dada pelo coronel e historiador militar Manoel Soriano Neto à revista Verde Oliva, sobre a vinda de
D. João VI para o Brasil, feita em 2008.
Qual é, a seu ver, a importância histórica das comemorações do bicentenário da vinda da Corte Portuguesa para o
Brasil?
M. S – Comemorações nos trazem à memória fatos históricos superlativos ou simples episódios da vida, que têm valor
individual ou coletivo. E celebrar o que é precioso nos leva a pensar e a refletir. Assim, as comemorações do
duocentenário da chegada de D. João e sua Corte ao Brasil dão ensejo à relembrança de notáveis marcos de nossa
História, dos quais devemos sempre nos orgulhar. Entretanto, tais celebrações seriam de acanhada dimensão se não
reavaliarmos a augusta figura do 27º Rei de Portugal, fazendo‐lhe a merecida e imprescindível justiça. Eis a importância
maior, dos festejos do presente ano.
E por que D. João VI, em seu entender, é tão injustiçado?
M. S – Infelizmente, de forma leviana, são emitidos juízos desairosos acerca da pessoa de D. João VI, não condizentes
com a veracidade histórica e com os tantos e tamanhos serviços por ele prestados ao Brasil, em tempos de paz e de
guerra. A nossa historiografia, com raras exceções, denigre esse personagem exponencial da História brasileira e
portuguesa, tratando‐o debochadamente, sem levar em conta a Justiça e a Verdade.
(Disponível em: http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/a‐chegada‐da‐corte‐portuguesa‐ao‐brasil/.)
Segundo o historiador supracitado, há certa injustiça histórica no que se refere à figura de D. João VI. De fato há
controvérsias acerca desse personagem. No entanto, aponta‐se como uma de suas ações, no período de sua estadia
no Brasil:
Q46711
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Os sapos
(Manuel Bandeira.)
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo‐boi:
– “Meu pai foi à guerra!”
– “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”
O sapo‐tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: – “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom.
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinqüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas...”
Urra o sapo‐boi:
– “Meu pai foi rei” – “Foi!”
– “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”
[...]
(BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.)
Dentre as diversas manifestações culturais que compõem os anos 1920 no Brasil, está presente, de forma relevante, a
Semana de Arte Moderna, que ocorreu nos dias 13 (segunda‐feira), 15 (quarta‐feira) e 17 (sexta‐feira) de fevereiro de
1922 no Teatro Municipal de São Paulo. Era o Ano do Centenário da Independência de um País oligárquico. O evento
abalou a elite paulista. Entre os poemas apresentados no segundo dia, está “O Sapo” de Manuel Bandeira. De acordo
com o exposto, é correto identificar essa semana como:
Q46710
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“Um dos importantes passos para a construção do capitalismo foi o processo de colonização da América nos séculos XV
e XVI e a neocolonização da África e da Ásia, no século XX. No século XXI, surge o pós‐colonialismo, teoria que busca
entender os efeitos políticos e culturais para além do econômico, visando a superação do legado dominante e opressor
das nações colonizadoras sobre os países colonizados. Segundo a historiadora Mary Anne Junqueira, a teoria
generalizante de dependência econômica como herança colonial já não explica mais a relação do modelo colonial
luso‐espanhol, tido como exploratório, e o modelo colonial anglo‐saxão, assentado no povoamento, para explicar os
atuais sistemas de desenvolvimento, como sendo processos evolutivos do capital.”
(Soares, 2014.)
Pode‐se dizer que o modo capitalista está assentado no acúmulo de capital e na disparidade social, características
profundamente acirradas nos períodos de colonização. No entanto, é correto afirmar que a consolidação do
capitalismo, enquanto sistema mundialmente preponderante, não ocorreu efetivamente naquele período e sim
Q46709
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(Disponível em:https://www.peronismo+argentino&biw=1920&bih=935&source=ovo&imgrc= ‐s8u28lj_wjjfM%3A.)
A imagem mostra Evita e à sua esquerda o presidente Juan Domingo Perón que com seu apelo popular, usualmente
dirigido aos “descamisados” da nação argentina, ganhou as eleições de 1946. A sua perspectiva política combinava
elementos de traço populista e mecanismo de centralização do poder. O poder de intervenção estatal aliado ao
notável desenvolvimento econômico trouxe um cenário marcado por algum tempo por baixos preços e altos salários.
A respeito desse período conhecido como “Peronismo” na Argentina, analise as afirmativas.
I. O governo dos EUA boicotou o governo de Peron, em razão da simpatia daquele presidente pelos países do eixo na II
Guerra Mundial.
II. A sua perspectiva política combinava elementos de traço populista e mecanismo de centralização do poder, atuando
diretamente na economia.
III. Elementos paternalistas e nacionalistas de Juan Perón andavam de mãos dadas com um governo liberal que apoiava
protestos públicos e tinha um sistema político pluripartidarista.
IV. Com apoio da URSS, através de um golpe, Juan Perón, mesmo sem amplo apoio popular, retomou o poder e
governou por mais de 15 anos.
Estão corretas as afirmativas
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