Questões de Concursos Públicos - UFES
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Q94031
UFES - 2018 - UFES - Diretor de Artes Cênicas
Os seguintes são grupos de teatro do estado do Espírito Santo:
1. Teatro Estúdio
2.Grupo de Teatro Amador Carlos Gomes
3.Teatro Escola de Vitória
4.Grupo Geração
A sequência numérica que corresponde à ordem cronológica ascendente dos grupos, por ano de fundação, é:
Q94030
UFES - 2018 - UFES - Diretor de Artes Cênicas
Sobre a história da produção teatral e da política cultural capixaba voltada para as artes cênicas, analise as afirmativas a seguir.
l. Ao longo da primeira metade do século XX, havia um número pequeno, mas considerável para a época, de grupos teatrais profissionais capixabas que atuavam no Espírito Santo e se apresentavam com modesta frequência no Teatro Carlos Gomes até 1967. A partir desse ano, a atividade teatral diminuiu muito e chegou quase a desaparecer por completo, devido à censura promovida pela ditadura militar.
ll. À partir de 1976, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) protagonizou iniciativas que tiveram muita relevância para o desenvolvimento das práticas teatrais em solo capixaba, das quais podemos destacar as Mostras de Teatro da UFES e a criação do curso de licenciatura em Artes Cênicas.
lll. Criada legalmente em 1967, e instituída em 1969, a Fundação Cultural do Espírito Santo, em seus primeiros anos de atividade, na ausência de um grupo profissional local, buscou no teatro do Rio de Janeiro e de São Paulo trabalhos para formar a temporada capixaba de teatro. A Fundação praticou, assim, uma aceitação tão indiscriminada, que aparentou ter como meta subvencionar esforços teatrais daqueles estados.
É CORRETO o que se afirma em
Q94029
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Analise o que afirma Mesquita (2001, 36; 38) sobre a montagem de “Macuna ma” feita por Antunes Filho e pelo Grupo de Arte Pau Brasil em 1978:
“Organizados nesse espaço rígido, de costas para a plateia, fazem vocalmente o som de britadeira, com o corpo em movimento fazendo o gesto do trabalho de furar a terra, e marcam rigorosamente o tempo com os pés, em compasso quaternário, dando passos para trás: Trrrrrrrrrr/Trrrrrrrrrr/Trrrrrrrrr/Trrrrrrrr”.
“Esse bloco se inicia com um canto a três vozes com a sílaba DEO, e como um mantra vai se repetindo até os operários irem se afastando daquele núcleo, e deixando no centro da cena a India Tapanhuma parindo uma criança”.
“O canto vai num crescendo... deo...deo...deo...deo... até o nascimento do menino Macunaíma. E faz-se um silêncio. Após 5 segundos, o ator-criança diz as palavras ai, que preguiça! E assim nasceu o herói da fábula a ser contada!”.
“O pensamento grego já incluía nessas linguagens, além do canto, a palavra e a dança. Podemos pensar, assim, que se o canto, as palavras e a dança são expressões da mousiké, é possível pensar também a manifestação cênica como uma paisagem que abrange, além do som e do silêncio, o movimento no espaço. E se falamos de movimento no espaço, falamos de tempo, da organização temporal desses elementos”.
O conceito de espaço cênico que embasou a montagem acima descrita foi cunhado por Appia e recebeu o nome de:
Q94028
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“O cenógrafo tem papel fundamental em criar o teatro contemporâneo e a cenografia como um diálogo completo de um espetáculo ao vivo”.
(URSSI, N. J. A Linguagem Cenográfica. Dissertação de Mestrado. São Paulo: USP, 2006. p. 67).
Foi abordagem adotada por Peter Brook a fim de colocar em prática seu ideal cenográfico:
Q94027
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Analise as características a seguir, de determinado modelo dramatúrgico.
O ator personifica um contemporâneo dos espectadores, assume diversos papéis ao longo da peça, direciona a perspectiva da narração e a remete, alegoricamente, ao tempo presente.
O ator narra, comenta, explica, questiona, como um narrador, em diálogo aberto com o público.
O ator busca produzir um distanciamento dos personagens, tenta mais os mostrar que os incorporar e, assim, confere uma atitude crítica também aos personagens que enxerga.
O modelo dramatúrgico descrito acima é
Q94026
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De acordo com Aristóteles, o texto dramático tradicional é uma narrativa unificada com início, meio e fim, no qual as relações lógicas de causa e efeito são reforçadas em uma teleologia abrangente. A modalidade do teatro que se preocupa em provocar uma ruptura com esses elementos clássicos e em buscar a emancipação da performance em relação ao texto literário é denominada:
Q94025
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“Todos os recursos que passarão por transformação para gerar os produtos são considerados insumos, sendo estes matérias-primas, mão de obra, capital, máquinas e equipamentos, instalações e conhecimento técnico dos processos. A transformação significa a utilização de recursos para alterar o estado de algo visando à produção de outputs (produtos), sendo que os inputs (recursos) se apresentam em duas categorias: os transformados, como os que são tratados, transformados ou convertidos de alguma forma; e os recursos de transformação, que agem sobre os transformados”.
(SILVA, E. M.; CARDOSO, O. R. A Função Produção no Teatro. In: XXIV Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Florianópolis: 3 a 5 nov. 2004. p. 390).
São recursos transformados:
Q94024
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Leia, a seguir, trechos de um texto de Grotowski:
“Abandonamos a maquiagem, os narizes postiços, as barrigas com enchimento - tudo o que o ator coloca no camarim antes do espetáculo. Descobrimos que era perfeitamente teatral que o ator se transformasse de um tipo em outro, de um personagem em outro, de uma silhueta em outra - sob os olhos do espectador - usando somente o próprio corpo e o ofício. A composição de uma expressão facial fixa por meio dos músculos e dos impulsos interiores do ator obtém o efeito de uma transubstanciação surpreendentemente teatral, enquanto a máscara preparada por um maquiador é somente uma maquiagem”.
[..]
"Um figurino desprovido de valor autônomo, que existe só em conexão com uma determinada personagem e as suas ações, pode ser transformado sob os olhos dos espectadores, contraposto às funções do ator etc. A eliminação daqueles elementos plásticos que têm uma vida autônoma (por exemplo que representam algo independentemente das ações do ator) levou à criação, por parte do ator, dos objetos mais elementares e óbvios. Com o uso controlado do gesto o ator transforma o chão em mar, uma mesa em confessionário, um pedaço de ferro em um companheiro animado etc”.
(FLASZEN, L.; POLLASTRELLI. C (Orgs.). O Teatro Laboratório de Jerzy Grotowski 1959-1969. São Paulo: Perspectiva, 2007. p. 109).
O conceito utilizado por Grotowski durante o seu trabalho com o Teatro Laboratório para definir, em uma única palavra, a abordagem acima defendida é:
Q94023
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Sobre o termo “Expografia”, criado por Desvallées em 1993 e utilizado frequentemente como complemento ao termo “Museologia”, analise as afirmativas a seguir:
l. O termo “Expografia” designa a exposição e tudo que diz respeito à espacialização da Museologia.
ll. O termo “Expografia” abrange tudo o que está em torno da exposição, inclusive a conservação e a segurança.
lll. O termo “Expografia” define uma especificidade para os projetos de espacialização de uma exposição e as formas complementares de expor os conteúdos dessa.
É CORRETO o que se afirma em
Q94022
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“O aspecto representacional de artes como o teatro vincula-as mais diretamente à nossa percepção da ida como um processo ‘carregado de eventos’, conforme descrito por Whitehead. O teatro, pois, deveria ser visto de preferência: (1) mais como evento do que como objeto na percepção; (2) mais como representação do que como episódio na experiência; e (3) mais como ponto de partida para a integração do que para a reflexão”.
(CARLSON, M. Teorias do Teatro: Estudo Histórico-Crítico, dos gregos à atualidade. São Paulo. Fundação Editora da Unesp, 1997. p. 489-90).
Considerando a reflexão presente no trecho acima, pode-se afirmar que o evento teatral é constituído pelos seguintes loci combinados: