Questões de Concursos Públicos - NUCEPE
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NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
A primeira era da globalização e da liberalização terminou no banho de sangue da Primeira Guerra Mundial,
quando a disputa geopolítica imperial interrompeu precocemente a marcha global para o progresso. Nos dias
seguintes ao assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo, constatou-se que as grandes
potências acreditavam muito mais no imperialismo que no liberalismo, em vez de unir o mundo mediante um
comércio livre e pacífico elas se concentraram em conquistar uma fatia maior do mundo pela força bruta.
(HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras. 2018, p. 28)
Nos primeiros dias de agosto de 1914, o mundo presenciou o início de um conflito, “a grande guerra mundial”,
do tipo que a Europa e o restante do mundo não viam há mais de um século, quando os exércitos
napoleônicos foram derrotados. A crise que resultou na Primeira Guerra Mundial deu-se em um contexto
internacional, cujas raízes estão relacionadas
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NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
Novos países emergiram da luta contra o colonialismo [...]. Tratava-se de um processo de mudança que teve
inicio logo após o término da guerra na Europa, e se intensificou na década de 1950 [...]. Os impérios
coloniais construídos, em grande parte, no século XIX, pareciam iniciar, de fato, um processo de liquidação.
Na África, na Índia, Indonésia, era como se ingleses, franceses, belgas, portugueses e holandeses
começassem a sentir que a dominação do homem branco sobre o planeta terra entrava em fase de extinção.
(LINHARES, Maria Yedda. Descolonização e lutas de libertação nacional . IN: REIS, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge e ZENHA, Celeste.
O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p.40-41).
Os processos de descolonização da Ásia e da África referidos no texto ocorreram no pós-guerra, num
contexto em que
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[...]. A partir da primeira Revolução, os mencheviques deduziam a necessidade de uma aliança com os
liberais, segundo o caráter burguês da Revolução, e colocavam esta aliança acima de uma colaboração com
a classe camponesa, considerada como aliada pouco segura. Os bolcheviques, contrariamente, baseavam
toda a perspectiva da Revolução numa aliança do proletariado com os camponeses contra a burguesia
liberal. Como os socialistas revolucionários julgavam-se, antes de mais nada, partido camponês, era de
esperar que na Revolução se efetuasse a aliança entre bolcheviques e populistas, em contraposição à
aliança dos mencheviques com a burguesia liberal. [...].
(TROTSKY, Leon. A História da Revolução Russa – A queda do Tzarismo. Brasília: Editora do Senado. v.1. p.245. Coleção Edições do
Senado Federal, v. 240-A).
O texto acima, escrito por um contemporâneo da Revolução e membro ativo do processo revolucionário, faz
referência
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NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Timon - MA
Banca:
NUCEPE
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
Em novembro de 1937 instaura-se no país um regime político que afirma inaugurar uma experiência única na
história do Brasil. Assim, o Estado Novo, ou o novo Estado Nacional, procura articular uma política ideológica
que assinale toda a grandeza de sua inovação e que legitime seu formato político-institucional perante todos
os atores relevantes do sistema. Com este objetivo, mobiliza uma série de recursos específicos que
asseguram a produção e a divulgação de um certo conjunto de ideias que conforma o seu projeto político.
[...].
(GOMES, Angela Maria de Castro. O redescobrimento do Brasil. p.109-150. In.: OLIVEIRA, Lucia Lippi; VELLOSO, Mônica Pimenta;
GOMES, Ângela Maria de Castro. Estado Novo – Ideologia e Poder. Rio de Janeiro: Zahar Ed. 1982. p.109).
O texto de Ângela Maria de Castro Gomes trata da organização do Estado Novo, durante a Era Vargas. São
aspectos dessa estrutura
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Provavelmente, a figura mais eminente no estudo do totalitarismo foi Hannah Arendt, que o definiu em seu
livro Origens do Totalitarismo, de 1949, como uma “nova forma de governo” propiciada pelo advento da
modernidade. Segundo ela, a destruição das sociedades e dos modos de vida tradicionais criou as condições
para o desenvolvimento da “personalidade autoritária”, homens e mulheres cujas identidades são
inteiramente dependentes do Estado.
(APPLEBAUM, Anne. Cortina de ferro: o esfacelamento do leste europeu (1944-1956). São Paulo: Três Estrelas, 2016, p.18).
Entre os anos 40 e os anos 80 do século XX, o “totalitarismo” foi mais que um conceito teórico. Ele adquiriu
associações políticas concretas, produzindo diferentes debates e práticas sobre sua natureza e capacidade,
estando alguns fundamentados na ideia
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NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
A tentação de negar é constante. Não quero saber que minha mulher (ou meu marido) me trai, que meu filho
se droga, que estou com câncer, que a tortura é cotidiana. Quanto ao holocausto, os franceses sabiam?
Toda a maquinaria de morte se fundava sobre este único princípio: que as pessoas não sabem para onde vão
nem o que as espera” (Richard Glazer, citado em Shoah). Quando a França foi derrotada, moravam no país
300 mil judeus, metade deles estrangeiros. Em 3 de outubro de 1940, é publicado o “Estatuto dos judeus de
nacionalidade francesa”.
(VINCENT, Gérard. Guerras ditas, guerras silenciadas e o enigma identitário. IN: ARIÉS, Phillipe e DUBY, Georges. História da vida
privada: da Primeira Guerra aos nossos dias. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 215).
A publicação do documento mencionado no texto teve como desdobramento
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Em vez de enfrentar os japoneses, o Mao aumentou suas forças no norte da China. No fim da guerra, em
1945, Stalin, sempre rígido e pragmático, assinou um tratado de aliança com o Kuomintang, diminuindo as
perspectivas de apoio ao comunismo na eventualidade de uma guerra civil. Logo após a rendição do Japão,
reiniciou-se a guerra total entre comunistas e nacionalistas, Stalin ficou de lado novamente, chegando até a
avisar Mao para tomar cuidado com os Estados Unidos, que apoiaram Chiang Kai-Shek, agora reconhecido
como líder mundial na vitória dos aliados contra o Japão. Mao ignorou o aviso. Os comunistas finalmente
conseguiam vantagem. Quando chegaram à capital, Nanquim, a União Soviética foi um dos poucos países a
permitir que seu embaixador fugisse junto com o Kuomintang.
(DIKÖTTER, Frank. A grande fome de Mao: a história da catástrofe mais devastadora da China (1958-1962). Rio de Janeiro: Record,
2017, p.30).
As relações entre a China pós-revolucionária e a União Soviética foram marcadas por
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NUCEPE - 2020 - Prefeitura de Timon - MA - Professor Educação Básica - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Timon - MA
Banca:
NUCEPE
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
Um traço peculiar do regime imposto em 1964 gerou efeitos também peculiares para a vida privada de seus
opositores. A “Revolução de Março” foi essencialmente uma ordem autoritária pouco institucionalizada. Suas
regras eram cambiantes, e móveis as divisas entre o proibido e o permitido. Manteve, distorcidas, instituições
e liturgias próprias do sistema democrático: eleições (semicompetitivas), partidos políticos (cerceados),
espaço (estreito) para o Congresso, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais. Por isso, ao tratar do
Brasil, o cientista político espanhol Juan Linz preferiu escrever situação autoritária, em vez de regime
autoritário.
(ALMEIDA, Maria Hermínia Tavares de e WEIS, Luis. Carro Zero e Pau-de-Arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime
militar. IN: Scharcz, Lilia Moritz. História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea. São Paulo: Companhia das
Letras, 1998,p.327).
A situação acima descrita, sobre a natureza do regime militar instaurado no Brasil entre 1964-1985, permite
concluir que
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Década de sessenta. Auge da Guerra Fria. Tempo de viva disputa entre as grandes potências, Estados
Unidos e União Soviética. O planeta dividido em dois blocos geopolíticos, espelhados pelos três mundos da
Guerra Fria. O Primeiro mundo do capitalismo ocidental, o Segundo Mundo dos países socialistas e o
Terceiro Mundo da América Latina, Ásia e África. Capitalismo versus socialismo. O mundo todo é palco da
competição. Amplo cenário, ameaçado por temerária corrida armamentista. A situação só vai mudar após a
queda do Muro de Berlim, em 1989, marco simbólico do fim do socialismo real.
(COUTO, Ronaldo Costa. História indiscreta da ditadura e da abertura: Brasil – 1964-1985. Rio de Janeiro; Record, 2003, p.23).
Tony Judt, ao comentar o legado da Segunda Guerra em sua obra “Pós-guerra: uma história da Europa
desde 1945” (2008), pondera que, na sequência desse evento, a perspectiva da Europa era de miséria e de
desolamento total. Tudo e todos parecem exauridos. Fizeram parte desse cenário político e social caótico
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Fonte: https://raquelcardeiravarela.files.wordpress.com/2014/09/mafalda-charge-1.jpg. Acesso em 10/12/19.
A tirinha da Mafalda alude a um contexto histórico conturbado da política internacional, o qual expressa